Balneário

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Balneário (português brasileiro) ou estação balnear (português europeu) é um conjunto de praias de um determinado município litorâneo.

Em Portugal, a palavra balneário é mais usada para o local onde os banhistas ou desportistas trocam de roupa e tomam banho antes e depois do desporto ou banho.

No Brasil, também é usada para o recinto público para banhos, muito comum em estâncias hidrominerais, também conhecido como termas ou caldas, referindo-se estes termos mais especificamente a fontes em que a água se apresenta com temperatura elevada.

No Brasil diversos municípios são considerados balneários e estâncias hidrominerais ou termais o Balneário Camboriú em Santa Catarina; Águas de Santa Bárbara e Águas de São Pedro em São Paulo, Ilha de Itaparica, Caldas do Jorro e Dias d'Ávila na Bahia, e especialmente em Minas Gerais onde formam o famoso Circuito das Águas.

Em Portugal são exemplos: Caldas da Felgueira, Caldas de Chaves e São Pedro do Sul

Balneário na cidade de Águas de Santa Bárbara SP - Brasil.

Segundo Quintela,1 no Brasil, usualmente, o acesso aos estabelecimentos termais não impõe uma passagem prévia por um médico, nem esse tipo de terapia está integrado em um sistema de saúde. Já em Portugal é necessário haver supervisão médica para se usar as águas termais. Este tipo de terapia está contemplado no sistema nacional de saúde, sendo comparticipada financeiramente pelo Estado português.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Placa de balneário municipal em Caldas Novas, Goiás.

No Brasil a atribuição do título de balneário ou estância hidromineral ou termal a uma cidade, portanto, depende da qualidade da água mineral que apresente na sua região classificada de Código de Águas Minerais (Decreto - lei 7.841 de 8 de Agosto de 1945) e legislação regulamentadora posterior 2 que considera inclusive a qualidade do meio ambiente e potabilidade da água em questão.

A temperatura e odores específicos (presença de gases) foram as mais antigas referências às propriedades especiais dessas águas, segundo o Código de Águas Minerais (Brasil). Quanto à temperatura, as fontes podem ser classificadas como:

I - Fontes frias, quando sua temperatura for inferior a 25 °C.

II - Fontes hipotermais, quando sua temperatura estiver compreendida entre 25 e 33 °C.

III - Fontes mesotermais, quando sua temperatura estiver compreendida entre 33 e 36 °C.

IV - Fontes isotermais, quando sua temperatura estiver compreendida entre 36 e 38 °C.

V - Fontes hipertermais, quando sua temperatura for superior a 38 °C.

Observe-se que ainda não há um consenso sobre a sua utilização em medicina e fisioterapia. As referências ao efeito do clima e águas sobre a saúde humana nos remetem à medicina grega e ao célebre escrito hipocrático sobre Ares, águas e lugares e à antiga prática médica denominada hidroterapia. As controvérsias envolvem o valor nutricional (absorção dos sais dissolvidos) riscos tóxicos de algumas substâncias, a exemplo do gás sulfídrico e teor radiativo, e eficácia terapêutica em dermatologia (estética) e reumatologia.

Breve história da hidroterapia no Brasil[editar | editar código-fonte]

Os cuidados com o corpo, a terapia e profilaxia de doenças através da hidroterapia aqui chegou como prática da nobreza, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821). Segundo Quintela, 2004 (o.c.) Foi durante o século XIX que nasceram e se desenvolveram as práticas termais em espaços institucionalizados pela medicina brasileira. Tudo começou com a descoberta das análises químicas, ainda na primeira metade do século, e com a edificação de alguns estabelecimentos termais (Caldas do Cubatão, Caxambu e Poços de Caldas) na segunda metade do mesmo século.

Correa assinala ainda que no Formulário ou Guia Médica, de Pedro Napoleão Chernoviz (1864) já consta uma série de estâncias hidrominerais do Brasil, com detalhada descrição das propriedades físico-químicas de suas águas e suas indicações médicas para determinadas moléstias. Segundo esse autor o curismo, porém, tardou a fomentar a prática dos banhos de mar no Rio Grande do Sul, onde os primeiros indícios de vilegiatura marítima datam do último quartel do século XIX associado a migração alemã.3 . Nesse último caso sem dúvidas associado a relevância e difusão dos trabalhos de Sebastian Kneipp (Bavaria, 1821 - 1897); Louis Kuhne (Leipzig 1835 - 1901).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Banho público romano em Bath, Somerset, Inglaterra.

Referências

  1. QUINTELA, M. M. Saberes e práticas termais: uma perspectiva comparada em Portugal (Termas de S. Pedro do Sul) e no Brasil (Caldas da Imperatriz). Hist. cienc. saude-Manguinhos v.11 supl.1 Rio de Janeiro 2004
  2. Departamento Nacional de Produção Mineral
  3. CORREA, Sílvio M. de Souza. Germanidade e banhos medicinais nos primórdios dos balneários no Rio Grande do Sul Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.17 no.1 Rio de Janeiro jan./mar. 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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