Termas romanas de Bath

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A entrada para as termas.

As termas romanas localizadas em Bath (Somerset) são um edifício de interesse histórico, um dos mais importantes da Inglaterra a nível turístico. O complexo está muito bem conservado e se podem apreciar os elementos arquitetônicos presentes no edifício. As termas propriamente ditas se situam abaixo do nível da rua e os edifícios construídos na origem de seu descobrimento são divididos em quatro grupos, entre os quais estão: o "Manancial Sagrado", o "Templo Romano", as próprias "Termas romanas" e a "Casa Museu". Estas estruturas, que situam ao nível da rua, datam do século XIX.

As termas são uma grande atração turística e chegam a receber um milhão de visitantes por ano. Em 2005, foi mostrada no programa de televisão de mesmo nome como uma das "Sete Maravilhas Naturais" de West Country1 . Uma vez no complexo, os visitantes podem ver as termas e o museu, embora não possam ter acesso à agua. Está disponível um guia em áudio em vários idiomas.

Índice

Formação das águas termais de Bath [editar]

A água que finalmente constitui o núcleo das águas termais de Bath provém originalmente das chuvas que caem sobre Mendip Hills. Esta é filtrada através dos aquíferos de pedra calcária, situados a uma profundidade entre 2.700-4.300 metros; onde a energia geotérmica eleva a temperatura da água até os 64 ° C (147,2 ° F) e 96 ° C (204,8 ° F). Sob baixa pressão, a água quente sobe à superfície pelas fissuras e falhas localizadas na pedra calcária. Este processo é similar ao artificial, conhecido como Enhanced Geothermal System, que também faz uso das baixas pressões e temperaturas embaixo da crosta terrestre. A água quente a uma temperatura de 46 ° C (114,8 ° F) sobe nas termas romanas todos os dias a uma quantidade de 1.170.000 litros (257364 galões imp),2 a partir de uma fenda geológica (a Fenda de Pennyquick). Em 1983, surgiu um novo buraco no interior do complexo, que assegurava um fornecimento contínuo e limpo de água às instalações3 .

História [editar]

Império Romano [editar]

Terma romana.

O primeiro santuário de águas termais erguido neste lugar foi construído pelos celtas4 , que o dedicaram à deusa Sulis, cuja equivalente romana seria Minerva. Entretanto, o nome de Sulis continuou sendo usado após a conquista romana da Britânia, informação provada devido ao nome do povoado de Aquae Sulis (literalmente, "as águas de Sulis"). O templo romano foi construído entre os 60 e 70 d.C. e o complexo termal durante os seguintes 300 anos5 . Durante a ocupação romana da ilha, sob o reinado do imperador Cláudio6 , este ordenou a seus engenheiros que trouxessem montes de carvalho, para proporcionar ao complexo uma base sólida e que durante a primavera rodeassem o edifício com pedras forradas de chumbo. Durante esta época, o complexo foi dividido em três edifícios independentes o caldarium (banho quente), o tepidarium (banho morno), e o frigidarium (banho frio)7 . Após a saída dos romanos de Britânia, durante o século V, o edifício caiu em desuso e finalmente ficou enterrado sob um constante processo de sedimentação8 . A Crônica Anglo-Saxônixa sugere que as termas originais foram destruídas durante o século VI9 .

A Grande Terma — toda a estrutura construída acima do nível das bases é uma reconstrução.

Reconstrução [editar]

As termas foram submetidas a diversas modificações entre as quais estão as do século XII, quando Juan de Tours construiu um edifício de águas curativas, na mesma fonte do manancial, que abastece as termas de água; e as do século XVI, quando o governo da cidade construiu algunas novas termas (Queen´s Bath), localizadas ao sul do manancial10 . Este está atualmente localizado no interior de um complexo construído no século XVIII pelos arquitetos John Wood (pai e filho). Os visitantes podiam beber a água do manancial, situada em um cômodo chamado Pump Room, um salão do estilo neoclássico que atualmente permanece em funcionamento, tanto para colher a água do manancial como para hospedar os visitantes. A ampliação vitoriana seguiu a tradição neoclássica estabelecida pelos Wood. Em 1810, William Smith abriu um novo edifício chamado Bath Hot Spring, na parte inferior do complexo, onde descobriram que não houve seca do manancial e sim que este circulava por um novo canal. Smith restaurou a rota da água a seu curso original e as termas se encheram se problema algum11 .

A entrada dos visitantes se realiza através de uma sala construída em 1897 em JM Brydon. Constitui uma continuação em direção ao leste da Great Pump Room com uma cúpula de cristal no teto12 . A construção da Great Pump Room foi iniciada em 1789 por Thomas Baldwin. Baldwin se demitiu em 1791 e John Palmer assumiu o controle do projeto até seu término em 179910 . A elevação da Abbey Church Yard tem o centro constituído por quatro colunas coríntias con entablamentos e frontão. Foi classificado pelo English Heritage como um edifício de grau I13 . A colunata norte foi também desenhada por Thomas Baldwin14 , similar a colunata sul, exceto pelo piso superior criado no final do século XIX nesta última15 . O museu e a Queen´s Bath incluíam uma "ponte" construída em 1889 por CE Davis que abrangia o espaço situado entre a Rua York e a lavanderia da cidade16 .

Museu [editar]

O museu que abriga o complexo termal exibe artefatos da época romana, entre os quais estão que foram atirados ao manancial sagrado, seguramente como oferendas à deusa Sulis. Entre os distintos descobrimentos realizados na zona, foram encontradas aproximadamente 12.000 moedas romanas17 . Também se pode ver no museu uma cabeça de bronze dourado da Deusa Sulis Minerva, encontrada em 172718 .

Cabeça de Górgona, encontrada no frontão do templo.

O templo das termas está localizado a mais de dois metros do terreno que cerca o complexo, aproximadamente a alguns passos. Nas imediações, há quatro grandes colunas do estilo coríntio, apoiadas no friso e decoradas por um chamativo frontão. Há partes do frontão que são exibidas no museu, principalmente a seção ornamental triangular 26 pés (7,9 m). Destaca a poderosa imagem central da górgona situada no frontão, a qual olha com atenção desde uma altura de 15 metros a todos que se aproximam do complexo.

Nas esquinas do frontão, há um casal de tritão, criatura mitológica metade homem metade peixe e serviçal do deus das águas, Neptuno. O centro da parte inferior esquerda está decorado com um golfinho, enquanto que a parte inferior direita está protagonizada por uma coruja escondida. A parte central está decorada com gravuras de mulheres que carregam um escudo de folhas de carvalho, simbolizando com ele a Vitória. Por cima de tudo, se destaca uma grande estrela situada no que seria a parte mais alta do edifício. Subjugada à estrela, se acha a cabeça da górgona, com serpentes entrelaçadas no seu queixo, asas acima de suas orelhas e um grande bigode19 . Entretanto, existe um debate em relação a se esta gravura representa representa uma górgona, já que a última é normalmente do sexo feminino20 . Existem interpretações alternativas que veem a cabeça como a representação do deus do mar, Oceano ou como o deus do Sol, ao qual as tribos celtas cultuavam7 .

Também estão em exibição os restos dos sistema de calefação que providenciava calor às distintas dependências do complexo, o hipocausto.

Estátuas no terraço.

Conservação [editar]

Desde o final do século XIX, as estátuas de imperadores romanos e governadores da província da Britânia, tornaram-se suscetíveis aos efeitos da chuva ácida, por isso houve a necessidade de protegê-las mediante a aplicação de tempos em tempos, de uma camda de verniz21 . As exposições celebradas no templo estão suscetíveis a serem corroídas pelo efeito do ar quente procedente do complexo termal. Para ajudar a reduzir o efeito do ar, foi instalado em 2006 um novo sistema de ventilação22 .

Galería [editar]

Referências

  1. Conservation in Action at the Roman Bath. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-11-01.
  2. Sacred Spring. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  3. Hot Water. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  4. The Roman Baths. Somerset Tourist Guide. Página visitada em 2007-11-01.
  5. City of Bath World Heritage Site Management Plan. Bath and North East Somerset. Página visitada em 2007-11-01.
  6. The History of Plumbing - Roman and English Legacy. Plumbing World. Página visitada em 2007-11-01.
  7. a b The Roman Baths. TimeTravel Britain. Página visitada em 2007-11-01.
  8. The Roman Baths. BirminghamUk.com. Página visitada em 2007-11-01.
  9. Bayley, Stephen. (September 2007). "Is Bath Britain's most backward city?". The Observer.
  10. a b City of Bath World Heritage Site Management Plan - Appendix 3. Bath and North East Somerset Council. Página visitada em 2007-11-01.
  11. William Smith - A brief survey of his work in the Bath. Bath Royal Literary and Scientific Instituition. Página visitada em 2007-11-01.
  12. Concert Hall. Images of England. Página visitada em 2007-10-30.
  13. Grand Pump Room. Images of England. Página visitada em 2007-10-30.
  14. North Colonnade at Grand Pump Room. Images of England. Página visitada em 2007-10-30.
  15. South Colonnade at Grand Pump Room. Images of England. Página visitada em 2007-10-30.
  16. Museum & Queen's Bath including "Bridge" spanning York Street to City Laundry. Images of England. Página visitada em 2007-10-30.
  17. Objects from the spring. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  18. Minerva's Head. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  19. New addition to Gorgon’s head. Bath and North East Somerset Council. Página visitada em 2007-11-01.
  20. The Gorgon's head. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  21. Conserving the monument. Roman Baths Museum Web Site. Página visitada em 2007-10-31.
  22. Temple precinct work complete. Bath and North East Somerset Council. Página visitada em 2007-11-01.

Ligações externas [editar]

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