Marco António

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Nota: Para outros significados de Marco António, ver Marco António (desambiguação).

Marco Antônio.
Marco Antônio.

Marco António (português europeu) ou Marco Antônio (português brasileiro) (em latim: Marcus Antonius, M·ANTONIVS·M·F·M·N[1]; 83 a.C. - 30 a.C.), filho de Marco António Crético e Júlia Antónia, foi um dos mais célebres militares e políticos romanos.

Fez uma brilhante carreira militar em campanhas na Palestina e no Egito, entre 57 e 54 a.C. Tornou-se depois um dos principais auxiliares de Júlio César, com quem era aparentado pelo lado materno, e ajudou-o na conquista da Gália. Em 51 a.C. foi designado questor, cargo de administração financeira que lhe garantiu um lugar no Senado. Em 49 a.C., ano em que se deflagrou a guerra civil entre os partidários de Pompeu e César, António tornou-se tribuno do povo, com a função de defender os plebeus da ação arbitrária dos magistrados.

Casou-se com Fúlvia, de quem teve dois filhos, mas esta se meteu em conflitos políticos e acabou sendo exilada, morrendo no ano 40 a.C..

Marco António ficou famoso na sua oratória perante o corpo de Júlio César - assassinado em 44 a.C., quando tratou de atrair a ira popular contra os assassinos, Bruto e Cássio, mas teve de enfrentar a oposição do grande orador Cícero, que pedia sua condenação à morte.

Seu principal rival foi Octávio (posteriormente chamado de Augusto), sobrinho-neto e filho adotivo de César, que o derrotou em Modena, marchou sobre Roma e assumiu o poder. Reconciliados em 43 a.C., António casou-se com Otávia, irmã de Octávio. Junto com Lépido, formaram o segundo triunvirato Romano no qual Octávio ficou com o Ocidente, Marco António ficou com Oriente e Lépido com a África. O triunvirato teve pouca duração: Octávio neutralizou o poder de Lépido transformando-o em apenas pontifex maximus.

Marco Antônio e Cleópatra, de Carracci.
Marco Antônio e Cleópatra, de Carracci.

Marco António, como administrador das províncias orientais, intimou Cleópatra VII do Egipto a encontrá-lo em Tarso para prestar esclarecimentos sobre denúncias de que teria ajudado seus inimigos. Marco António era um homem com vícios vulgares, beberrão e mulherengo,[carece de fontes?] e ao saber disso Cleópatra preparou um magnífico banquete no seu navio, para recebê-lo. Seduziu-o e os dois se tornaram amantes. Logo Marco António teve que voltar a Roma, e Octávio propôs um casamento político entre Marco António e Octávia, sua irmã. Quatro anos depois, ele voltou ao Egipto onde repudiou a mulher e se casou com Cleópatra nos rituais egípcios, com quem já tinha três filhos: Cleópatra Selene, Alexandre Hélios e Ptolomeu. Na ocasião, Antônio dividiu as províncias orientais do império entre a rainha e seus filhos. Também se falava que pretendia o reconhecimento de Cesarion, filho de Cleópatra e César, como seu legítimo herdeiro, no lugar de Octávio. Após tornar público o testamento de António, onde este declarava que queria ser sepultado no Egito, declarou guerra aos dois, vencendo-os na batalha naval de Áccio, na costa da Grécia; um ano depois ele derrotou os dois amantes numa batalha em terra firme, e tomou Alexandria, onde logo após Marco António e Cleópatra se suicidaram.

Seus filhos foram criados por sua ex-mulher, Octávia.

Notas

  1. Marcus Antonius Marci Filius Marci Nepos, "Marco Antônio, filho de Marco, neto de Marco".
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