Liberatores
Liberatores ("Libertadores", em latim) é o nome pelo qual ficou conhecida a facção do senado romano que organizou o assassinato de Júlio César nos Idos de Março de 44 a.C. Segundo a sua própria definição, o objectivo do atentado não era realizar um golpe de Estado, mas sim um tiranicídio uma vez que julgavam estar a salvar a República Romana das ambições monárquicas de César.
Os liberatores julgavam que a sua iniciativa seria bem vinda pelas restantes alas políticas de Roma mas enganaram-se. O vazio político deixado pela morte de César abriu caminho à formação do segundo triunvirato, composto por Otaviano, Marco António e Lépido. Após terem feito promessas de amnistia, os triunviros declararam os liberatores proscritos e alvos a abater. Os membros da facção foram obrigados a fugir para as províncias gregas, para depois serem definitivamente derrotados na Batalha de Filipos.
Os liberatores[editar]
Entre os mais importantes liberatores estavam:
- Gaius Trebonius
- Decimus Junius Brutus Albinus (Décimo)
- Marcus Junius Brutus (Bruto)
- Gaius Cassius Longinus (Cássio)
- Lucius Minucius Basilus
- Servilius Casca, o responsável pela primeira punhalada em César
- Gaius Casca, irmão do anterior
- Tillius Cimber
- Rubrius Ruga
- Quintus Ligarius
- Marcus Spurius
- Servius Galba
- Sextius Naso
- Pontius Aquila
Embora não tenha feito parte da conspiração, Cícero manifestou pena por isso na sua correspondência.