Liberatores

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Liberatores ("Libertadores", em latim) é o nome pelo qual ficou conhecida a facção do senado romano que organizou o assassinato de Júlio César nos Idos de Março de 44 a.C. Segundo a sua própria definição, o objectivo do atentado não era realizar um golpe de Estado, mas sim um tiranicídio uma vez que julgavam estar a salvar a República Romana das ambições monárquicas de César.[1]

Os liberatores julgavam que a sua iniciativa seria bem vinda pelas restantes alas políticas de Roma mas enganaram-se. O vazio político deixado pela morte de César abriu caminho à formação do segundo triunvirato, composto por Otaviano, Marco António e Lépido. Após terem feito promessas de amnistia, os triúnviros declararam os liberatores proscritos e alvos a abater. Os membros da facção foram obrigados a fugir para as províncias gregas, para depois serem definitivamente derrotados na Batalha de Filipos.

Os liberatores[editar | editar código-fonte]

Entre os mais importantes liberatores estavam:

Embora não tenha feito parte da conspiração, Cícero manifestou pena por isso na sua correspondência.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fuller, J. F. C.. Julius Caesar: man, soldier, and tyrant. [S.l.]: Da Capo Press; Reprint edition, 22 de março de 1991. 304 pp. ISBN 978-0-306-80422-9.