Lépido
| Lépido | |
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| Estátua de Lépido em Reggio Emilia | |
| Vida | |
| Nome completo | Marco Emílio Lépido |
Marco Emílio Lépido (em latim Marcus Æmilius Lepidus; ca. 90 a.C. — 12 a.C.) foi um político romano do século I a.C.
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Biografia [editar]
Lépido era filho de Marco Emílio Lépido; sua mãe pode ter sido uma filha de Lúcio Apuleio Saturnino. Exercia a função de pretor em 49 a.C., quando Júlio César, com seu apoio, foi proclamado ditador. Em 46 a.C., foi eleito cônsul. Após a morte de Júlio César (44 a.C.), apoiou Marco Antônio, que o designou para o cargo de sumo sacerdote (pontifex maximus) e o indicou para governar a Gália Narbonense. Quando, derrotado durante a guerra com o senado, Antônio retirou-se para a Gália, Lépido acolheu-o e juntou-se a ele (29 de maio de 43 a.C.), sendo declarado inimigo público pelos senadores.
Ao lado de Antônio marchou com seu exército para a península Itálica, onde se encontrou com as forças de Otaviano. Por proposição de Lépido, acertou-se a partilha do poder entre os três, em um acordo que ficaria conhecido como o segundo triunvirato.
Os triúnviros entraram em Roma em 29 de novembro de 43 a.C., e decretaram a proscrição de seus inimigos políticos. Nota 1 . Cerca de 300 senadores e 2000 cavaleiros foram caçados e mortos por toda a península itálica.
Lépido permaneceu em Roma enquanto Antônio e Otaviano enfrentavam as forças de Caio Cássio Longino e Marco Júnio Bruto, na província romana da Macedônia. Após a vitória Nota 2 , os três acordaram repartir entre si as províncias romanas, cabendo a Lépido as africanas, sem potencial militar real.
Quando Sexto Pompeu se refugiou na Lacetânia e,1 a partir de lá, reuniu tropas e derrotou Caio Asínio Polião em Cartagena,2 Lépido, governador da Hispânia, fez um acordo com ele, para que Sexto Pompeu recuperasse as terras de seu pai; este acordo foi aprovado por Marco Antônio, por amizade a Lépido e hostilidade a Otaviano.3
No ano de 36 a.C., Sexto Pompeu (filho de Pompeu Magno), que se havia estabelecido na Sicília e na Sardenha, foi derrotado e executado por Antônio. Lépido havia invadido a Sicília, para combater Sexto, e ao fim da luta pretendeu conservá-la sob seu controle. Porém, Otávio apresentou-se na ilha e, obtendo a deserção das tropas de Lépido, acusou-o de traição, afastando-o do triunvirato. Desprovido de poder, Lépido contentou-se com o cargo de pontifex maximus, que exerceu até sua morte,4 em fins de 13 a.C. ou início de 12 a.C.
Casou-se com Júnia Secunda, filha de Décimo Júnio Silano e Servília Cepião (a mãe de Marco Júnio Bruto, um dos assassinos de César), conseguindo evitar que sua esposa e a mãe dela fossem executadas após a batalha de Filipos. Lépido e Júnia, irmã de Bruto, foram os pais de Marco Emílio Lépido Menor,5 executado por planejar o assassinato de Otaviano.6
Notas e referências
Notas
- ↑ Lépido teria oferecido leve resistência a essa ação sanguinária, porém acabou cedendo à vontade de Antônio e Otávio.
- ↑ Batalha de Filipos.
Referências
- ↑ Dião Cássio, História de Roma, Livro XLV, 10.1
- ↑ Dião Cássio, História de Roma, Livro XLV, 10.2-5
- ↑ Dião Cássio, História de Roma, Livro XLV, 10.6
- ↑ Suetónio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Augusto, 31.1
- ↑ Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, Livro II, 88.1
- ↑ Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, Livro II, 88.3
Bibliografia [editar]
- Holland, Tom. Rubicon.The Triumph and Tragedy of the Roman Republic. Abacus, 2004, ISBN 0-349-11563-X, 316.
Ver também [editar]
| Precedido por Quinto Fúfio Caleno e Públio Vatínio |
Cônsul da República Romana com Júlio César 46 a.C. |
Sucedido por Júlio César sem colega |
| Precedido por Aulo Hírcio e Caio Víbio Pansa Centroniano |
Cônsul da República Romana com Lúcio Munácio Planco 42 a.C. |
Sucedido por Públio Servílio Vácia Issaúrico e Lúcio Antônio |
| Precedido por Júlio César |
Pontífice Máximo 44 a.C.—13/12 a.C. |
Sucedido por Otaviano |