Aulo Gabínio

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Moeda de Aulo Gabínio

Aulo Gabínio (em latim Aulus Gabinius; circa 100 a.C. - Salona, 47 a.C.) foi um militar e político romano do século I a.C. Foi uma das mais importantes personalidades do período que precedeu a Segunda Guerra Civil da República de Roma. O seu nome é indissoluvelmente ligado à Lex Gabínia, com a qual, como tribuno da plebe, em 67 a.C. conseguiu que o Senado concedesse a Pompeu os mais amplos poderes possíveis para liderar a guerra contra os piratas que levavam decênios invadindo o Mediterrâneo e as suas costas.

O decreto provocou fortíssimos protestos e tensões porque se ia concentrar nas mãos de um só homem um grande poder: máxima liberdade operativa, uma Armada com mais de 500 naves, 5000 cavaleiros e um total de 20 legiões. A lei foi aprovada graças ao apoio político de Júlio César e Cícero que, ainda sendo consciente da sua ilegalidade, considerava-a necessária. No ano seguinte Gabínio manteve como Legado a Pompeu, que após ter vencido em somente três meses as resistências dos piratas atacara, com o mandato que conferira a Lex Manilia (outra lei em consonância com a Gabínia), o rei Mitrídates VI do Ponto, na província romana da Ásia.

Em 61 a.C. Gabínio foi designado pretor e organizou uns suntuosos jogos. Em 58 a.C. foi designado cônsul, favorecendo desde este cargo a ação que o tribuno da plebe Públio Clódio Pulcro estava empreendendo contra Cícero, que foi enviado ao exílio por condenar ilegalmente mortal aos cidadãos que participaram na segunda conjuração de Catilina (63 a.C.).

Em 57 a.C. obteve o governo da província da Síria, reprimiu a revolta dos judeus e restituiu a João Hircano o seu papel de sumo sacerdote em Jerusalém, introduziu importantes câmbios no governo de Judeia e mandou reconstruir numerosas cidades. Em 55 a.C. foi enviado para o Egito por Pompeu, onde devolveu o trono a Ptolomeu XII, que fora defenestrado anteriormente. Mas, durante a sua ausência, a Síria foi devastada pelos bucaneiros, enquanto Alexandre, filho de Aristóbulo II, tomara as armas para arrebatar a Hircano II o título de sumo sacerdote. Embora com dificuldades, Gabínio conseguiu restabelecer a ordem, deixando em 54 a.C. o governo da Síria ao seu sucessor, Marco Licínio Crasso.

Ao seu regresso a Roma foi julgado em três processos por corrupção, condenado e desterrado; as suas propriedades foram confiscadas. Em 49 a.C. Júlio César voltou a chamá-lo para lhe dar o comando das operações na Ilíria, ao permanecer Gabínio no lado dos cesarianos na guerra civil entre César e Pompeu. Na Ilíria foi atacado pelos bárbaros dálmatas. Conseguiu, não sem dificuldade, refugiar-se em Salona, de onde pôde rejeitar os ataques lançados pelo comandante pompeiano Marco Octávio, mas em finais de 48 a.C. ou começos de 47 a.C. faleceu de doença.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Aulo Gabinio».