Yaxchilan

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Uma das pirâmides na plataforma superior de Yaxchilan.

Yaxchilan ("pedras verdes" em maia, historicamente por vezes designada pelos nomes Menché e Cidade Lorillard) é uma antiga cidade maia situada na margem do rio Usumacinta no actual estado mexicano de Chiapas.

O nome antigo da cidade provavelmente era Pa' Chan.


A antiga Yaxchilan[editar | editar código-fonte]

Yaxchilan era um grande centro, importante durante o período clássico e potência dominante na região do rio Usumacinta. Dominou centros menores como Bonampak e durante muito tempo esteve aliado com Piedras Negras (na actual Guatemala) e pelos menos temporariamente com Tikal; era rival de Palenque com quem esteve em guerra em 654. Yat-Balam, fundador de uma longa dinastia, ascendeu ao trono em 2 de Agosto de 320, ainda Yaxchilan era um centro menor. A cidade-estado cresceu até tornar-se capital regional e a dinastia durou até ao início do século IX.

Yaxchilan é conhecida pela grande quantidade de excelentes esculturas ali encontradas, tais como as estelas monolíticas talhadas e os relevos narrativos talhados nas pedras dos linteis das portas dos templos.[1]

Redescoberta e história moderna[editar | editar código-fonte]

Lintel 24, estrutura 23, Yaxchilan (desenhado por Charnay). A escultura retrata um ritual de sangria sagrado que teve lugar em 26 de Outubro de 709. O rei "Escudo-Jaguar" aparece segurando um archote, enquanto a rainha "Senhora Xoc" faz passar um cordel farpado através da sua língua perfurada.

A primeira menção publicada sobre o sítio parece ter sido uma referência breve de Juan Galindo em 1833. O professor Edwin Rockstoh do Colégio Nacional da Guatemala visitou o local em 1881 e publicou um outro curto relato. Os exploradores Alfred Maudslay e Désiré Charnay chegaram quase simultanemente a Yaxchilan em 1882 e publicaram relatos mais detalhados das ruínas com desenhos e fotografias. Charnay baptizou as ruínas de "Cidade Lorillard" em honra de Pierre Lorillard que contribuiu para o pagamento das despesas da sua expedição à área maia. Teoberto Maler visitou repetidamente o local entre 1897 e 1900, publicando uma descrição detalhada em dois volumes de Yaxchilan e sítios vizinhos em 1903.

Em 1931 Sylvanus Morley liderou uma expedição da Carnegie Institution a Yaxchilan, procedendo à cartografia do sítio e à descoberta de mais monumentos.

O Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) levou a cabo investigações arqueológicas em Yaxchilan em 1972-1973 e de novo em 1983 e no início da década de 1990.

Chegar a Yaxchilan foi durante muito tempo difícil. Até há pouco tempo não existia qualquer estrada num raio de 100 km e as únicas formas de chegar ao local eram pequenos aviões ou um percurso de centenas de quilómetros por barco. Desde a construção de uma estrada fronteiriça pelo governo mexicano no início dos anos 90, tornou-se possível a visita do local por turistas. Para chegar a Yaxchilan é agora apenas necessária uma viagem de barco pelo Usumacinta com duração de uma hora desde Frontera Corozal.

Principais estruturas[editar | editar código-fonte]

As principais estruturas de Yaxchilan são a Grande Praça, a Grande Acrópole e a Pequena Acrópole.



Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

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Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Nikolai Grube &, Simon Martin. Chronicle of the Maya Kings and Queens. London: Thames & Hudson Ltd., 2000. pp 117, 125 pp. ISBN 0-500-05103-8

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Martin, Simon (2004) "A broken sky: the ancient name of Yaxchilan as Pa' Chan" The PARI Journal 5(1):1-7.
  • Tate, Carolyn E. (1992) Yaxchilan, The Design of a Maya Ceremonial City. University of Texas Press, Austin. ISBN 0-292-77041-3

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