Marco Aurélio

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Marco Aurélio
Imperador romano
MarcAurèle.jpg
Busto de Marco Aurélio,
nos jardins do Palácio de Versalhes
Governo
Reinado 8 de março de 161-169
(com Lúcio Vero);
169-177 (sozinho);
177-17 de março de 180
(com Cómodo)
Consorte Faustina, a Jovem
Antecessor Antonino Pio
Sucessor Cómodo
Dinastia Antonina
Vida
Nome completo Marcus Aurelius Antoninus Augustus
Nascimento 26 de abril de 121
Roma[1]
Morte 17 de março de 180 (58 anos)
Viena ou Sirmio[1]
Sepultamento Mausoléu de Adriano
Filhos Ânia Aurélia Galéria Faustina
Gêmelo Lucila
Ânia Aurélia Galéria Lucila
Tito Élio Antonino
Tito Élio Aurélio
Adriano
Domícia Faustina
Ânia Aurélia Fadila
Ânia Cornifícia Faustina Menor
Tito Aurélio Fúlvio Antonino
Lúcio Aurélio Cômodo Antonino
Marco Ânio Vero César
Víbia Aurélia Sabina
Pai Marco Ânio Vero (nasc.)
Antonino Pio (adotivo)
Mãe Domícia Lucila

César Marco Aurélio Antonino Augusto (em latim Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustus), conhecido como Marco Aurélio (26 de abril de 12117 de março de 180), foi imperador romano desde 161 até sua morte. Nascido Marco Ânio Catílio Severo (Marcus Annius Catilius Severus), tomou o nome de Marco Ânio Vero (Marcus Annius Verus) pelo casamento. Ao ser designado imperador, mudou o nome para Marco Aurélio Antonino, acrescentando-lhe os títulos de imperador, césar e augusto. Aurelius significa "dourado", e a referência a Antoninus deve-se ao facto de ter sido adoptado pelo imperador Antonino Pio.

Seu reinado foi marcado por guerras na parte oriental do Império Romano contra os partas, e na fronteira norte, contra os germanos. Foi o último dos cinco bons imperadores, e é lembrado como um governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida, Meditações.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Busto do jovem Marco Aurélio nos Museus Capitolinos

O seu tio Antonino Pio designou-o como herdeiro em 25 de fevereiro de 138 (pouco depois de ele mesmo ter sucedido a Adriano). Marco Aurélio tinha, então, apenas dezessete anos de idade. Antonino, no entanto, também designou Lúcio Vero como sucessor. Quando Antonino faleceu, Marco Aurélio subiu ao trono em conjunto com Vero, na condição de serem ambos co-imperadores (augustos), ressalvando, no entanto, que a sua posição seria superior à de Vero. Os motivos que conduziram a esta divisão do poder são desconhecidos.

No entanto, esta sucessão conjunta pôde muito bem ter sido motivada pelas cada vez maiores exigências militares que o império atravessava. Durante o reinado de Marco Aurélio, as fronteiras do Império Romano foram constantemente atacadas por diversos povos: na Europa, germanos tentavam penetrar na Gália, e na Ásia, os partas renovaram os seus assaltos. Sendo necessária uma figura autoritária para guiar as tropas, e não podendo o mesmo imperador defender as duas fronteiras em simultâneo, nem tão-pouco nomear um lugar-tenente (que poderia, tal como haviam já feito Júlio César ou Vespasiano, usar o seu poder, após uma portentosa vitória, para derrubar o governo e instalar-se a si mesmo como imperador).

Busto de Marco Aurélio no Museu do Prado

Assim sendo, Marco Aurélio teria resolvido a questão enviando o co-imperador Vero como comandante das legiões situadas no oriente. Vero era suficientemente forte para comandar tropas e, ao mesmo tempo, já detinha parte do poder, o que certamente não o encorajava a querer derrubar Marco Aurélio. O plano deste último revelou-se um sucesso - Lúcio Vero permaneceu leal até sua morte, em campanha, no ano 169.

De certa forma, este exercício dual do poder no início do reinado de Marco Aurélio parece uma reminiscência do sistema político da República Romana, assente na colegialidade dos cargos e impedindo que uma única pessoa tomasse conta do poder supremo - como sucedia com os cônsules, sempre nomeados em número de dois. A colegialidade do poder supremo foi reavivada mais tarde por Diocleciano, quando este estabeleceu a tetrarquia imperial em finais do século III. Marco Aurélio casou-se com Faustina, a Jovem, filha de Antonino Pio e da imperatriz Faustina, a Velha, em 145. Durante os seus trinta anos de casamento, Faustina gerou 13 filhos, entre os quais Cómodo, que se tornaria imperador após Marco Aurélio, e Lucila, que se casou com Lúcio Vero para solidificar a sua aliança com Marco Aurélio.

Marco Aurélio faleceu em 17 de março de 180, durante uma expedição contra os marcomanos, que cercavam Vindobona (actual Viena, na Áustria). As suas cinzas foram trazidas para Roma e depositadas no mausoléu de Adriano.

Pouco anos antes de morrer, designou o seu filho Cómodo como herdeiro (o qual foi o primeiro imperador a suceder a outro por via consaguínea, e não por adopção, desde o final do século I), tendo-o, ainda, feito co-imperador em 177.

Estátua equestre de Marco Aurélio nos Museus Capitolinos

No entanto, Cómodo, para além de ser egocêntrico, não estava preparado para o exercício do poder. Por isso, muitos historiadores fazem coincidir o início do declínio de Roma com a morte de Marco Aurélio e a ascensão ao trono de Cómodo. Diz-se até que a sua morte foi a morte da Pax Romana.

Casamento e filhos[editar | editar código-fonte]

Em seus trinta anos de casamento, Faustina e Marco Aurélio tiveram treze filhos:

Influência[editar | editar código-fonte]

Na arte[editar | editar código-fonte]

Sua estátua equestre (hoje, num museu do Capitólio) de bronze (antes dourada), erigida no palácio de Latrão quando ele ainda era vivo, restaurada por Michelangelo e transferida para a praça do Capitólio, tornou-se o protótipo de todas as estátuas equestres do Renascimento. Uma cópia da estátua de bronze está na Piazza del Campidoglio, em Roma. Uma imagem dessa estátua figura na moeda de 50 cêntimos de Euro italiana, desenhada por Roberto Mauri.

Na literatura e no cinema[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Marcus Aurelius. Página visitada em 2007-08-07.
  2. a b Jona Lendering. Marcus Aurelius. Livius.org. Página visitada em 2012-06-15.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Antonino Pio
Imperador romano
161 - 180
Sucedido por
Cómodo