Sexto Empírico

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Sexto Empírico
Nome completo Sextus Empiricus
Nascimento d.C 160
Morte
Alexandria
Ocupação Médico, Filósofo
Influências
Influenciados
Magnum opus Hipotiposes Pirronianos
Escola/tradição Ceticismo, Empirismo
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Sexto Empírico (em grego antigo: Σέξτος Εμπειρικός, transl. Séxtos Empeirikós; em latim: Sextus Empiricus) foi um médico e filósofo grego que viveu entre os séculos II e III d.C..

Seus trabalhos filosóficos são um dos melhores exemplos do ceticismo pirrônico e fonte da maioria dos dados referentes a essa corrente filosófica, opondo-se à astrologia e outras magias. Seus escritos foram publicados em latim pela primeira vez em 1562, por Henricus Stephanus. Seus conceitos influenciaram Montaigne e Hume.

Não se sabe de onde era originário, embora tenha vivido em Atenas, Alexandria e Roma. Recebeu o apelido de Empírico por suas concepções filosóficas porém, especialmente, por sua prática médica. Seus escritos, muito influenciados pelos de Pirro de Élis e Enesidemo, estão dirigidos contra a defesa dogmática da pretensão de conhecer a verdade absoluta, tanto na moral como nas ciências.

Escritos[editar | editar código-fonte]

As três obras conhecidas de Sexto Empírico são as Hipotiposes Pirronicas, e duas outras preservadas sobre o mesmo título, Contra os Matemáticos (Adversus Mathematicos), a qual uma delas nos chegou incompleta.

Os primeiros seis livros do Contra os Matemáticos são geralmente conhecidas como Contra os Professores, mas cada livro tem um título tradicional (Contra os Gramáticos (Livro I), Contra os Retóricos (Livro II), Contra os Geômetras (Livro III), Contra os Aritméticos (Livro IV), Contra os Astrólogos (Livro V), Contra os Músicos (Livro VI). É geralmente acreditado, com exceções de alguns estudiosos da obra de Sexto como Richard Bett, que esses livros compõe a obra madura e tardia do filósofo.

Os livros VII-XI, formam um todo incompleto; acadêmicos acreditam que pelo menos um, mas possivelmente todos os cinco livros finais, não compunham a obra inicial de que foi intitulada de Tratados Céticos (Skeptika Hupomnēmata). Os livros finais são tradicionalmente intitulados como, Contra os Lógicos (Livros VII-VIII), Contra os Físícos (Livros IX-X) e Contra os Éticos (Livro XI).


Em suas Hipotiposes Pirronianas (em grego: Πυῤῥώνειοι ὑποτύπωσεις) define o ceticismo da maneira seguinte: «o ceticismo é a faculdade de opor de todas as maneiras possíveis os fenômenos e os noumenos; e daí chegarmos, pelo equilíbrio das coisas e das razões opostas (isostenía), primeiro à suspensão do julgamento (epokhé) e, depois, à indiferença (ataraxia)».

Defende uma posição relativista e fenomenalista a partir de uma posição cética antimetafísica e empirista. Segundo ele, as coisas existem, porém só o que podemos saber e dizer delas é de que maneira nos afetam, não o que são em si mesmas. Não obstante, sua epokhé não é tão radical como a de Pirro. Defende também uma ética do sentido comum e, ainda como pirrônico, aceita a indiferença (adiaphora) com respeito a todas as soluções morais, reivindica também a importância do empírico, razão pela qual defende que a vida prática deve reger-se por quatro guias: a experiência da vida, as indicações que a natureza nos dá através dos sentidos, as necessidades do corpo e as regras das artes. Faz uma crítica do silogismo, que considera um círculo vicioso, e coloca sob suspeita a noção de signo, especialmente tal como o entendiam os estóicos. Critica a teologia estóica assinalando as contradições da noção estóica de divindade. Para os estóicos tudo quanto existe é corpóreo, portanto, assinala Sexto, também o há de ser a divindade. Porém um corpo pode ser simples ou composto. Se é composto pode decompor-se e, por tanto, é mortal. Se for simples, é um dos elementos: terra, ar, água ou fogo e, então, é inerte e inanimado. Daí se segue que a divindade, ou bem é mortal, ou bem é inanimada, o que é, em ambos casos, absurdo. Além deste argumento, Sexto Empírico atacava a noção de divindade apelando a outros raciocínios. Em todos eles reforçava a idéia cética da necessidade da epokhé ou da suspensão do julgamento. Ademais, destacou, também, a noção de causa.

Em geral, sua obra é importante porquanto é uma das fontes do conhecimento do pensamento antigo. Concretamente, sua Adversus mathematicus aporta dados importantes para o conhecimento da história da astronomia, da gramática e da ciência antiga, assim como da teologia estóica. Outras obras a destacar são: Esboços Pirrônicos e Contra os Dogmáticos.

Obra[editar | editar código-fonte]

Obras sobre Sexto Empírico[editar | editar código-fonte]