Platonismo

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Platão (detalhe de A escola de Atenas, de Rafael Sanzio)

O platonismo é uma corrente filosófica baseada no pensamento de Platão. Indica a filosofia de Platão e da sua escola, isto é, os filósofos que viveram entre o século IV a.C. e a primeira metade do século I a.C.

Cerca de um século depois da morte de Platão, em 348 a.C., a escola enveredou para o ceticismo sob a direção de Arciselau (século III a.C.).

A Academia de Platão[editar | editar código-fonte]

A academia platônica assemelhava-se a uma congregação religiosa, consagrada a Apolo e às musas. Platão afirmava a existência de uma verdade suprema: as ideias das formas ideais, eternas, imutáveis e incorruptíveis, das quais se origina o mundo sensível, tal como o percebemos, e que é sujeito ao devir, à corrupção e à morte.

A academia foi fundada por Platão em 387 a.C.. Seu nome é alusivo ao herói de guerra (Academo), que havia doado aos atenienses um terreno, nos arredores de Atenas, onde se construiu um jardim aberto ao público.

De uma maneira geral, os elementos centrais do pensamento platônico são:

  • A doutrina das ideias, onde os objetos do conhecimento se distinguem das coisas naturais;
  • A superioridade da sabedoria sobre o saber, uma espécie de objetivo político para a filosofia;
  • A Dialética, enquanto procedimento científico.

Períodos[editar | editar código-fonte]

O platonismo é geralmente dividido em três períodos:

  • Platonismo antigo propriamente dito;
  • Médio platonismo,[nota 1] que remonta aos séculos I-II d.C.;
  • Neoplatonismo, desenvolvido no final da Antiguidade no período helenístico: mais que um período do platonismo, é considerado por muitos como uma verdadeira corrente filosófica propriamente dita.

Esta subdivisão foi operada por estudiosos dos tempos recentes. Todos, médio ou neoplatônicos, embora ampliando e modificando o significado originário da filosofia de Platão, pretendiam estar em linha de continuidade com a doutrina do mestre. Consideravam-se sobretudo como simples exegetas, mais do que inovadores.

Assim como todos os pensadores que, ao longo dos séculos, filiaram-se ao pensamento platônico (Plotino, Agostinho,[desambiguação necessária] Ficino), os neoplatônicos eram convencidos de que a verdade fosse algo que se descobria e não se inventava. Portanto o modo mais autêntico de fazer filosofia consistiria na reflexão sobre as verdades eternas, imutáveis e universais das Ideias - primeiramente descobertas por Platão.

Pode-se dizer, portanto, que o platonismo foi sempre entendido pelos platônicos como uma única corrente filosófica, que sempre permaneceu fiel a si mesma, ora como forma de interpretação e reelaboração do pensamento de Platão.

Notas

  1. Os estudiosos falam de médio platonismo para caracterizar a interpretação dada à filosofia de Platão durante os primeiros séculos da era imperial. A palavra médio encerra certo preconceito em relação aos pensadores dessa época, considerada como simples transição entre o platonismo cético da época helenística e o neoplatonismo, desenvolvido a partir do século III. Somente nas últimas décadas os historiadores da filosofia (J. Dillon, The Middle Platonists, Cornell University Press, Ithaca, N.Y. 1977) começaram a reavaliar a filosofia da era imperial, percebendo a originalidade e a especificidade dos pensadores médio-platônicos.
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