Analogia da linha dividida

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Platão, em seu A República, Livro 6 (509D–513E), traz Sócrates explicando o dispositivo literário conhecido como linha dividida para ensinar idéias filosóficas básicas sobre os quatro níveis da existência

Imagine uma linha dividida em duas partes[editar | editar código-fonte]

Notas

O mundo inteligível[editar | editar código-fonte]

Esta imagem serve como uma espécie de medidor entre os graus da realidade sensível da realidade inteligível. Na primeira parte, nós repartimos a linha nas duas realidades existentes, sensível e inteligível. Cada sub parte é dividida mais uma vez. Por um lado, temos no plano do sensível imagens derivadas de seus modelos originais como as sombras e os reflexos na água. Elas são tidas menos claras que os seus respectivos modelos, os objetos de onde provém. Na parte inteligível, temos um pensamento que parte das hipóteses acerca da geometria e da aritmética (os ângulos, o par e o ímpar). Assim, não temos o princípio, mas encontramos a conclusão. Platão argumenta que estando preso pelo que se parece o quadrado e o triângulo, a partir das hipóteses não se chega àquilo que eles realmente são. Ao contrário, saber aquilo que é o quadrado faz com que se chegue ao mundo das idéias. Nesse segmento, mais elevado do inteligível do que o primeiro sustentado pelas hipóteses, usamos elas apenas como degraus que permitem chegar ao que essas formas realmente são. O conhecimento a partir das hipóteses é chamado de entendimento, enquanto o verdadeiro saber chamamos de inteligência. A opinião é o saber mais fraco nesse modelo. O entendimento é aquele que se coloca entre opinião e inteligência. No fim das contas temos graduada a linha de níveis de conhecimento: suposição - o mais fraco - a fé, o entendimento e a inteligência.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

http://rotasfilosoficas.blogs.sapo.pt/31383.html