Ortodoxia

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A Ortodoxia pode designar os seguintes grupos de Igrejas:

Índice

[editar] Igreja Ortodoxa

Chama-se Igreja Ortodoxa o grupo de Igrejas orientais que aceitam somente os primeiros sete Concílios Ecumênicos.

No século III Constantino I, primeiro Imperador de Roma a aceitar o cristianismo como religião oficial do Império Romano, reuniu no ano 325 na cidade de Niceia o primeiro concílio ecuménico, que ficou conhecido como Primeiro Concílio de Niceia, onde supostamente se definiu a Divindade de Jesus Cristo.

A Igreja Cristã era, naquela altura, dividida em cinco patriarcados tradicionais, apostólicos:

Ainda foram feitos mais seis concílios antes do cisma ente as Igrejas Ortodoxas e a Igreja Católica. São eles:

[editar] O Cisma

A Igreja, espalhada no conjunto da bacia mediterrânica e organizada em redor dos seus cinco patriarcados (Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém), soube guardar no princípio a sua unidade global, (seguramente, largos seguidores da parte oriental da Igreja desligaram-se dela após o Concílio de Calcedónia - as chamadas Igrejas não-calcedonianas: da Arménia, da Etiópia, do Egipto e da Síria). Esta unidade torna-se mais aleatória depois da queda do Império Romano do Ocidente.

As divergências culturais, o uso do latim no Ocidente e do grego no Oriente bem depressa cederam o passo às divergências de ordem político-religiosa que resultaram da separação do mundo mediterrânico em entidades políticas distintas. A instabilidade merovíngia no Ocidente que, por muitas vezes, fez do Papa o único elemento estável, reforça a autoridade jurídica do primaz romano, o qual anteriormente desfrutava apenas de uma primazia de honra.

Ao longo do tempo, as divergências entre os cristãos ocidentais e orientais foram-se tornando cada vez mais nítidas e acentuadas, até que, em 1054, se deu o Grande Cisma do Oriente, em que a Igreja Ortodoxa (do Oriente) se separou oficialmente da Igreja Católica (do Ocidente). Apesar de depois ocorrer várias aproximações e tentativas de reconciliação, esta ruptura foi ainda mais aprofundada com o saque de Constantinopla (1204) durante a Quarta Cruzada e com a queda do Império Bizantino (1453) nas mãos dos turcos otomanos.

[editar] Doutrina

A Igreja Ortodoxa crê na Trindade, na natureza humana e divina de Jesus Cristo, que veio para perfeicionar o ser humano. "Deus tornou-se homem, para que o homem torne-se Deus". Pecado não é visto como violar uma lista de regras, mas o estado não atingir o objetivo de aproximação de Deus, assim não crê que o pecado original transmitiu a culpa de Adão para seus descendentes, mas somente as consequências. A salvação é vista como um processo, como uma cura.

Maria nasceu sob a égide do pecado original (conforme a concepção ortodoxa e não a ocidental), mas viveu uma vida santa. Ela é considerada a Theotokos, aquela que portou Deus em si, rejeitando a tradução latina de "Mater Dei" preferindo "Deipara" ou "Dei genetrix" que são mais acurados.

A divina liturgia é solene e bela, possui um papel importante. Segue os ritos bizantino, antioqueno, alexandrino e o antigo rito de Jerusalém em algumas ocasiões especiais.

A Igreja Ortodoxa é governada tendo Jesus Cristo como o supremo primaz, que atua através do Espírito Santo através do conceito de "sobornost".

[editar] O uso do termo "católica"

Muitas Igrejas Ortodoxas adotam o título de Católica como parte de seus nomes. Esse uso não indica alinhamento com a Igreja Católica Apostólica Romana sediada no Vaticano, sendo uma referência ao sentido original da palavra, que significa Universal.


[editar] Ver também

Referências

  1. a b O termo Ortodoxia Oriental deve ser usada com muito cuidado, porque este termo é reivindicado quer pelas Igrejas não-calcedonianas quer pelas Igrejas ortodoxas.
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