Filosofia continental

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Filosofia continental é uma expressão criada originalmente pelos filósofos analíticos anglófonos, principalmente estadunidenses e britânicos, para descrever várias tradições filosóficas procedentes da Europa continental, principalmente da Alemanha e da França.

A expressão compreende, de maneira bastante vaga:

O termo é utilizado sobretudo para descrever uma atividade filosófica por contraste com a filosofia analítica. É mais popular nas ciências sociais, estética, estudos culturais e filosofia do cinema do que nas ditas "ciências duras".

É comum os filósofos ditos continentais acusarem a filosofia analítica de retomar ingenuamente uma perspectiva cientificista e formalista, sem interrogar seus pressupostos. Por sua vez, os filósofos analíticos acusam os continentais de se preocuparem mais com a exegese de autoridades filosóficas do que com a clarificação dos problemas filosóficos. Muitos dos abusos cometidos pelos autores continentais foram atacados na obra "Imposturas Intelectuais" de Sokal e Bricmont.

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • LEITER, Brian & ROSEN, Michael, The Oxford Handbook of Continental Philosophy. Oxford University Press, 2007.
  • CRITCHLEY, Simon & SCHRODER, William (eds.), A Companion to Continental Philosophy. Blackwell Publishing, 1998.
  • CRITCHLEY, Simon, Continental Philosophy: A Very Short Introduction. Oxford University Press, 2001.
  • GLENDINNING, Simon "The Idea of Continental Philosophy". Edinburgh University Press, 2006.
  • SOKAL, Alan; BRICMONT, Jean. "Imposturas Intelectuais". Rio de Janeiro: Record, 2006.
Ícone de esboço Este artigo sobre filosofia / um filósofo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.