Angst

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Angst é uma palavra alemã, dinamarquesa, norueguesa e holandesa para medo ou ansiedade. É usada para descrever um conflito intenso. O termo Angst diferencia-se da palavra Furcht ("medo" em alemão), que se refere normalmente à uma ameaça material, enquanto Angst normalmente é uma emoção não direcional.

Em idiomas que têm o significado da palavra latina pavor, as palavras derivadas diferem no significado, p.ex. como nas palavras francesas anxiété e peur. A palavra Angst existe desde o Século VIII, da raiz protoindo-europeia *anghu-, "limitação". É pré-cognato com o latim angustia e angor: compare ao grego "άγχος" (ankhos): estresse.

Existencialismo[editar | editar código-fonte]

Os filósofos existencialistas usam o termo "angst" com outro significado. Esse outro significado foi primeiramente atribuído ao filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (1813–1855). Em O Conceito da Ansiedade, Kierkegaard usou a palavra Angest para descrever uma profunda condição de insegurança e medo no ser humano livre. Onde o animal é escravo de seus instintos mas sempre consciente em suas próprias ações, Kierkegaard acreditava que a liberdade dada às pessoas deixava os humanos em um estado constante de medo no tocante a falhar com suas responsabilidades perante Deus. O conceito de angst para Kierkegaard é considerado um importante trampolim para o existencialismo do Século XX. Enquanto o sentimento de angústia para Kierkegaard é o medo da responsabilidade real de Deus, no uso moderno, a angústia foi ampliada pelos existencialistas mais tarde para incluir a frustração geral associada com o conflito entre as responsabilidades reais para consigo mesmo, seus princípios, e outros (possivelmente incluindo Deus). Martin Heidegger usou o termo de uma forma ligeiramente diferente.

Atualmente, angst é um termo frequentemente e erradamente usado como sinônimo para ira.

Artigos relacionados[editar | editar código-fonte]