Biblioteca do Vaticano

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Dicastério da Igreja Católica
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Biblioteca Apostólica Vaticana
 
Bibliotheca Apostolica Vaticana
Imagem de Biblioteca Apostólica Vaticana
Interior da Biblioteca Vaticana
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Ereção Canônica: 1450
Bibliotecário: Cardeal Raffaele Farina, SDB
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Secretário:
Emérito:
Santa Sé · Igreja Católica
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A Biblioteca Apostólica Vaticana é a mais antiga biblioteca da Europa, mesmo não sendo a primeira biblioteca papal. Foi o primeiro núcleo de coleções pontifícias (religiosas), fundada por Nicolau V em 1450, com a herança das velhas bibliotecas dos Papas.

Em 1475, seu sucessor, Sisto IV, fiel ao espírito renascentista, decidiu permitir o acesso dos eruditos aos 2.524 textos santos e profanos ali reunidos. No começo, a biblioteca teve um caráter especial: era composta por Bíblias e trabalhos teológicos, mas especializou-se depois em trabalhos seculares, sobretudo, os clássicos em grego e em latim.

Atualmente possui mais de 8,3 mil incunábulos (livros impressos nos primórdios da imprensa, por volta do século XV, 150 mil códices manuscritos, 100 mil gravuras e desenhos, 300 mil moedas e medalhas e quase 20 mil objetos de valor artístico.

A nomeação de Bartolomeo Platina para prefeito da Biblioteca do Vaticano pelo Papa Sisto IV, fresco de Melozzo da Forlì, c. 1477 (Museus do Vaticano).

Alguns dos principais assuntos cobertos por essa biblioteca são: ciência, arte, Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica. Ciência, porque foi criada sob o influxo do Iluminismo, reunindo o entusiasmo dos eruditos pela arqueologia, com a nova consciência da história desenvolvida no século XVIII. Arte, pois incluía não apenas livros, mas também curiosidades e objetos de interesse artístico e científico. Por fim, religião, devido a participação dos Papas, com suas coleções particulares.

A estrutura das coleções é dividida por língua (grego e latim). Todos os manuscritos, nas várias coleções, são limitados em códices sequencialmente numerados. Um artigo em um codex é identificado corretamente pelo nome da coleção apropriada, da língua, do número e da folha ocupado pelo artigo.

Os bibliotecários eram frequentemente homens cultos, estudiosos e de formação humanística, a exemplo de vários Papas e monges.

Foi desenvolvido por cientistas norte-americanos um grandioso e complexo projeto de microfilmagem dos tesouros bibliográficos da Biblioteca Vaticana, sobretudo dos manuscritos. Tal trabalho possibilita aos interessados, cópias em microfilme dessas fontes históricas de informação, poupando-os de uma viagem a Roma; porém, há necessidade de se verificar primeiramente, a atualização das obras nas coleções.

Há também um sistema de identificação RFID, com chips, que visa reduzir os riscos de roubos e facilitar os trabalhos diários na biblioteca, como a revisão das salas, a organização dos livros nas estantes e a classificação de 1,7 milhão de obras.

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