Macrino

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Macrino
Imperador romano
Aureus Macrinus-RIC 0079.jpg
Macrino representado, junto com o filho, num áureo exaltando suas liberalidades (distribuições de dinheiro e/ou trigo) à plebe romana.
Governo
Reinado 8 de abril de 217 — junho de 218
Consorte Nônia Celsa (?)
Antecessor Caracala
Sucessor Heliogábalo
Vida
Nome completo Marco Opélio Macrino
(Marcus Opellius Macrinus)
Nascimento ca. 165
Cesareia
Morte junho de 218 (53 anos)
Capadócia
Filhos Diadumeniano

Marco Opélio Macrino (em latim Marcus Opellius Macrinus), Cesareia, Mauritânia Cesariense, circa 165 d.C.Capadócia, junho de 218, foi imperador romano por catorze meses, entre 217 e 218. Proclamou-se imperador após assassinar Caracala durante a campanha contra os partos, aos quais comprou uma paz pouco honrosa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural da Mauritânia Cesariense, Macrino era um advogado eminente, o que lhe garantiu o cargo de prefeito do pretório do imperador Caracala, um cargo originalmente ligado ao comando da guarda pessoal do imperador, mas que na época tinha responsabilidades cada vez mais administrativas e judiciárias — a partir de Tigide Perene, prefeito e favorito do imperador Cômodo, que havia transformado o cargo de prefeito numa espécie de "vice" do imperador.

Macrino era, assim, um membro da série de grandes juristas que haviam ascendido à prefeitura do pretório nos reinados de Septímio Severo e Caracala, como Plauciano e Papiniano. Como prefeito, Macrino pertencia à ordem equestre — condição quase obrigatória para exercer o cargo que, pelo poder que trazia, não podia ser entregue senão a um funcionário dependente do imperador — e portanto não pertencia ao senado, tendo sido o primeiro imperador romano que chegou ao poder sem haver exercido qualquer magistratura prévia. Este fato tornava sua legitimidade, em princípio, duvidosa, e Macrino — que não retornou a Roma, governando de Antioquia na província da Síria — tornou-se impopular entre a plebe romana, que em 14 de setembro de 217, segundo Dião Cássio[1] vaiou uma tentativa dos senadores e da ordem equestre de "puxarem" aclamações para a nova família imperial durante as corridas no Circo Máximo. Estas corridas eram oferecidas em homenagem ao aniversário do filho do imperador, Diadumeniano, que havia sido associado por seu pai ao império. Macrino ainda agravou sua já instável situação ao tentar reduzir os gastos em soldos militares (aumentados por Caracala) oferecendo um soldo menor para recrutas do que para veteranos.

Esta instabilidade permitiu que os membros sobreviventes da dinastia de Septímio Severo organizassem uma reação: a aristocrata síria Júlia Soémia, sobrinha de Júlia Domna, mãe de Caracala, aproveitou-se da situação para proclamar como candidato ao trono seu filho com Sexto Vário Marcelo, um antigo cônsul e governador da Ásia. O candidato em questão era o sacerdote do deus solar da cidade de Emesa, Ávito Bassiano, o qual foi apresentado na ocasião como filho bastardo de Caracala.

Um golpe militar vitimou tanto Macrino quanto Diadumeniano, sendo ambos assassinados enquanto tentavam fugir, após a derrota militar de junho de 218, na qual Bassiano (Heliogábalo) foi empossado como imperador.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Macrino
Precedido por
Caracala
Imperador romano
217 - 218
Sucedido por
Heliogábalo


Referências

  1. Dião Cássio. História Romana, Livro 79,20

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Christol, M. & Nony, D. - Rome et son Empire, Paris, Hachette, 2003.
  • Macmullen, Ramsay-Le Déclin de Rome et la Corruption du Pouvoir, Paris, Les Belles Lettres, 1991.
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