Astarte

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Astarte (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:5). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.

Identidade[editar | editar código-fonte]

  • Nome: Asterate / Asterath / Astarote / Astorate / Asterote / Astorete / Astartes / Astartéia / Asera / Baalat.
  • Família: Filha de Baal, Irmã gêmea de Camoesh (Camos), esposa de Tamuz

Ritualismo[editar | editar código-fonte]

Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O seu principal culto ocorria no equinócio da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto fazia dela uma deusa muito adorada entre os povos da altura, exatamente pelo seu teor. Talvez seja este o motivo que levou o rei Salomão a adorar esta deusa (1 Reis 11:5), contrariando o seu Deus.

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Em Sidom o culto era dividido principalmente entre dois deuses Eshmund e Asterate (Astarte). Astarte era esposa do deus Tamuz que vem referenciado na Bíblia em Ezequiel 8:14.

Locais de Culto[editar | editar código-fonte]

Um dos seus templos principais encontrava-se na terra dos filisteus - em Ecron (I Samuel 31:10).

Referência histórica[editar | editar código-fonte]

Esta divindade bíblica é uma herança mitológica da história dos povos da suméria (bíblica sinear) e dos acádios (Gênesis 10:10), onde Asterate era chamada de Ishtar ou Inanna. Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada de Afrodite e Hera, enquanto que para os egípcios era recordada como Ísis ou, como outros defendem, Hator. Esta apareceu pela primeira vez nesta mitologia depois da 18º dinastia, no relato da batalha entre Hórus e Seth em que a sua identidade poderia ser equiparada com Anat.

Segundo a mitologia suméria e acádia Ishtar (Asterate) era irmã de Shamash, ao qual a bíblia se refere como Camoesh, Camos ou Quemós. Em mais que um versículo na Bíblia estes dois nomes aparecem juntos. (I Reis 11:33, II Reis 23:13)

O nome Asterate também aparece associado a Baal (Juízes 2:13, Juízes 2:13, I Reis 18:19). Baal para os sumérios seria o deus Nana, ou Sin para os Acádios, que também era pai de Ishtar/Inanna. Em Biblos Astarte era conhecida como Baalate (forma feminina para Baal).

Outras referências[editar | editar código-fonte]

A deusa Astarte, foi a mais importante das numerosas divindades fenícias e a única que permaneceu inamovível na sua rica mitologia, apesar das profundas e contínuas mudanças no culto que resultaram de diversas influências oriundas de toda a área do Mediterrâneo, recebidas por este povo de navegantes. A deusa era uma representação das forças da fecundidade e, como tal, foi adorada sob variadíssimos aspectos. Todos eles tinham de comum a imagem de uma deusa amorosa, bela, fecunda e maternal. Chamaram-lhe Kubaba-Cibeles na Síria do Norte. Esta e as restantes divindades fenícias eram adoradas em santuários, mas o seu culto não carecia de esculturas religiosas, pelo que, muitas vezes, elas faltavam nos templos. A sua sede era uma simples pedra ou pilone no centro do lugar sagrado. A proteção divina na vida doméstica era invocada em estatuetas de material tosco, inacabadas, ou em amuletos de inspiração egípcia, como por exemplo o célebre escaravelho solar das pintura faraônicas.

Aparições[editar | editar código-fonte]

  • Aparece como um chefe em Castlevania: Portrait of Ruin - "Uma mulher de irresistível formosura. Não há homem que desobedeça sua vontade."
  • Em Castlevania: Harmony of Despair, sua aparição depende de uma fase DLC: "Beauty, Desire, Situation Dire!". Possui a mesma descrição que Portrait of Ruin e sua técnica de batalha é a mesma porém causa muito mais danos.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]