Baile Perfumado
| Baile perfumado | |
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| Brasil 1997 • cor • 93 min |
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| Produção | |
| Direção | Paulo Caldas Lírio Ferreira |
| Roteiro | Paulo Caldas Lírio Ferreira Hilton Lacerda |
| Elenco original | Duda Mamberti Luiz Carlos Vasconcelos Aramis Trindade Chico Díaz |
| Género | drama |
| Idioma original | português |
IMDb: (inglês) (português) |
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Baile perfumado é um filme brasileiro de 1997, do gênero drama, com direção conjunta de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.
Índice |
[editar] Sinopse
Conta a saga real do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Virgulino Ferreira, o Lampião, quando vivia no sertão brasileiro. Amigo íntimo de Padre Cícero, Benjamim mascateava pelo sertão e exercitou seu espírito mercantilista convivendo intimamente com o bando de Lampião. Infiltrou-se no grupo para colher imagens e vender os registros do famoso criminoso pelo mundo afora.
[editar] Elenco
- Duda Mamberti.... Benjamin Abrahão
- Luiz Carlos Vasconcelos.... Lampião
- Aramis Trindade.... tenente Lindalvo Rosas
- Chico Díaz.... coronel Zé de Zito
- Jofre Soares.... Padre Cícero
- Cláudio Mamberti.... coronel João Libório
- Germano Haiut.... Ademar Albuquerque
[editar] Trilha sonora
A trilha sonora é embalada por Chico Science, Fred Zero Quatro (do Mundo Livre S/A) e Lúcio Maia (do Nação Zumbi), compondo a síntese de tradição nordestina e modernidade que o filme propõe.
[editar] Principais prêmios e indicações
Festival de Brasília 1996
- Venceu nas categoria de melhor filme, melhor cenografia e melhor ator coadjuvante (Aramis Trindade).
Festival de Havana 1997 (Cuba)
- Venceu na categoria de melhor cartaz.
Prêmio APCA 1998
- Venceu nas categorias de melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante (Luiz Carlos Vasconcelos).
[editar] Curiosidades
As imagens foram apreendidas pela ditadura do Estado Novo, e só foram recuperadas no início dos anos 60 pelo cineasta Paulo Gil Soares e seu produtor, Thomas Farkas. Em 1965, eles realizaram o curta-metragem Memória do Cangaço que, ao lado de A Musa do Cangaço (1981), de Humberto Mauro, ajudou a popularizar a figura de Benjamim entre os estudantes nordestinos.
A história é pontuada pelas imagens originais do protagonista, e apenas onze minutos do filme exibem um Lampião bem diferente do herói dos pobres: aburguesado, maravilhado com modernidades como a máquina fotográfica e a garrafa térmica, tomando uísque e banhando-se em perfume francês, além do bando que também ia aos bailes no meio do sertão, daí a origem do título do filme.