Porto de Suape

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O Porto de Suape é um porto brasileiro localizado no estado de Pernambuco, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, mais exatamente na Foz do Rio Massangana. O porto fica localizado na Região Metropolitana do Recife, distante 40 km do Recife.

Índice

[editar] Origens do Porto

O Complexo foi idealizado pelo então governador de Pernambuco José Francisco de Moura Cavalcanti. Seu nome é originado da Praia de Suape, a mais meridional do município do Cabo de Santo Agostinho.

Seu projeto foi baseado na integração porto-indústria, a exemplo de países como França e Japão.

A construção do Porto de Suape foi prevista para operar produtos combustíveis e cereais a granel, substituindo o Porto do Recife. Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário para administrar o desenvolvimento das obras. Hoje o porto é um dos maiores do Brasil, administrado pelo governo de Pernambuco.

Sua área de influência abrange todo o estado de Pernambuco e parte dos estados das Alagoas e da Paraíba. O porto tem acesso rodoviário pela PE-060 e pela AL-101, na divisa de Pernambuco e Alagoas. É considerado o mais tecnologicamente avançado do Brasil.[carece de fontes?]

Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. Para auxiliar as operações de acostagem dos navios, o Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo ao prático condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.

O Porto já movimenta mais de 5 milhões de toneladas de carga por ano, destacando-se, entre elas, os granéis líquidos (derivados de petróleo, produtos químicos, álcoois, óleos vegetais etc.), com mais de 80% da movimentação, e a carga conteinerizada. O Porto pode atender a navios de até 170.000 tpb e calado operacional de 14,50 m. Com 27 km² de retroporto, seus portos externo e interno oferecem as condições necessárias para atendimento de navios de grande porte.

O canal de acesso tem 5.000 m de extensão, 300 m de largura e 16,5 m de profundidade.

Suape conta com um porto externo, porto interno, terminais de granéis líquidos, cais de múltiplos usos, além de um terminal de contêineres.

[editar] Porto Externo

O Porto Externo é formado por um molhe de proteção em "L", com 2.950 metros de extensão. A profundidade do canal de acesso atinge 16,5 m e a bacia de evolução tem 580 m de diâmetro e 15,5 m de profundidade. São três instalações de acostagem, totalizando 6 berços com quase 1,6 km de cais acostável e as seguintes característica:

  • Píer de Granéis Líquidos (PGL1): com 14 m de profundidade e 250 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 45 mil tpb
  • Cais de Múltiplos Usos (CMU): com 15,5 m de profundidade no berço leste, 10m no berço oeste e 343 m de extensão, dispõe de dois berços para navios metaneiros de até 135.000 m³.
  • Píer de Granéis Líquidos (PGL2): com 14,5 m de profundidade e 386 m de extensão, dispõe de dois berços de atracação para navios de até 90 mil tpb
  • Tancagem flutuante de GLP: realizada por navio de gás refrigerado de 45 mil tpb e 75.000 m³ de capacidade que atender, a contrabordo, aos navios de igual porte.

Equipamentos disponibilizados pelos operadores portuários privados:

  • PGL1: dez braços de carga com capacidade nominal de 1.000 m³/h, cada:
  • PGL2: em fase de instalação, previsto para completar em abril/2004.

[editar] Porto Interno

O Porto Interno tem 15,5 m de profundidade e um canal de navegação interno com 1.500 m de extensão e 450 m de largura.

É acessado pela abertura da entrada do Porto Interno, com 300 m de largura, para permitir o acesso dos navios; conta com 935 m de cais, em 3 berços, todos com 15,5 m de profundidade. Nestes trabalhos foram aplicados R$ 192 milhões, dentro do escopo de investimentos do Programa “Brasil em Ação” do Governo Federal para o Porto de Suape.

Dos três primeiros berços, o segundo e o terceiro (660 m de extensão) atendem o Terminal de Contêineres Privados, cujas operações começaram em 2001. Este terminal de 290.000 m² de área tem capacidade de movimentar até 400.000 TEU's por ano.

O primeiro berço, com 275 m, também em operação, é cais público e se destina a múltiplos usos. O quarto berço se encontra em construção, terá 330 m de extensão e 15,5 m de profundidade. Irá abrigar, em sua retaguarda, o futuro Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Suape. O quinto berço também tem 330 m de extensão e atualmente se encontra em estudo de viabilidade.

O Porto Interno tem capacidade de desenvolver, pelo menos, mais 15 km de cais acostável. A área conta ainda com um pátio de veículos de 56.700 m² e capacidade estática de estocagem para 4.825 veículos.

[editar] Terminal de Granéis Líquidos

PGL-1 (Píer de Granéis Líquidos) Atende navios de até 45.000 TPB. Tem 84 m de comprimento e 25 m de largura na sua plataforma de operação, com profundidades de 14 m tanto no Berço Leste como no Berço Oeste. Dispõe de 4 "dolphins" laterais, ficando ligado ao molhe através de uma ponte de acesso, sobre a qual estão assentadas as tubulações destinadas ao transporte de granéis líquidos, com origem ou destino no parque de tancagem localizado no retroporto.

São 10 braços mecânicos para embarque e desembarque de granéis líquidos, sendo 5 em cada berço, com capacidade de 1.000 m³/h cada um. Toda a operação portuária é atualmente realizada pela Petrobras e por outros operadores qualificados, vinculados a terminais gases e álcool.

PGL-2 O segundo Pier de Granéis Líquidos (PGL2), construído no Porto Externo de Suape, foi concluído em maio de 2001 e inaugurado em 29 de junho do mesmo ano. Permite a operação de 02 (dois) navios simultaneamente, com as seguintes características:

  • Porte Bruto: 90.000 tpb
  • Calado máximo: 14,50 metros
  • Comprimento total: 266 metros
  • Boca máxima: 39 metros

O PGL2 foi desenvolvido em eixo ortogonal ao molhe do Porto Externo, contando com ponte rodoviária de acesso, plataforma de operação e dolphins de atracação e amarração, com as seguintes características:

  • Ponte: 213,20 m de extensão, pista de rolamento com 4,20 m e passeio lateral de 1,20 m de largura
  • Plataforma: 45 m de comprimento e 32 m de largura
  • Dolphins: em número de 10, sendo 4 de atracação e 6 de amarração
  • Comprimento total: 386,20 m, incluindo as passarelas entre dolphins

[editar] Estrutura da instalação

Fundação em estacas cilíndricas (219 unidades) de concreto protendido de 0,80 m de diâmetro. Obra orçada em R$ 9.827.417,17.

Uma tancagem flutuante de 41.000 toneladas de GLP (gás de cozinha), implantada a partir de julho de 1993, junto ao Molhe de Abrigo, contribuiu para ampliar a movimentação anual de granéis líquidos de 1,2 milhões de toneladas em 1991 para mais de 3,6 milhões de toneladas em 1998, atendendo, através de transbordo "ship to ship", o abastecimento de todo o Nordeste/Norte do Brasil, até Manaus.

[editar] Cais de Múltiplos Usos

O Cais de Múltiplos Usos (CMU) está localizado no molhe de abrigo do Porto de Suape e conta com:

  • Terminal marítimo, com capacidade de atracação para dois navios de 80.000 TPB (berço leste) e um navio de 40.000 TPB (berço oeste), simultaneamente, com calado de 15 m
  • Cais com 340 m de comprimento por 39m de largura, com uma área de 13.260 m²
  • Ponte de acesso ao cais com 20m de comprimento por 15 m de largura
  • Terminal roll-on-roll-off com rampa de 30 m de comprimento por 20 m de largura
  • Fundação formada por 808 estacas pré-moldadas e protendidas de concreto com diâmetro externo de 0,70 m, com comprimento variando de 34 m a 38 m
  • 21 cabeços de amarração.

[editar] Tecon

O Terminal de Contêineres de Suape (Tecon) é uma das provas de que o Complexo Portuário é um dos mais modernos do Brasil. Com o funcionamento do Tecon, além de se fortalecer como o maior centro concentrador e distribuidor do Nordeste, o Porto de Suape passa a disputar mercado com o Porto de Santos, o mais importante do país.

O Tecon é controlado pela empresa Terminal de Contêineres do Porto de Suape S/A, subsidiária da International Container Terminal Service (ICTSI), que investiu US$ 20 milhões no empreendimento. O grupo estrangeiro foi o vencedor da licitação promovida pelo Governo do Estado em 2001 para exploração do terminal portuário e está responsável por controlar a área durante um período de 30 anos.

O grupo filipino ICTSI - International Container Terminal Service Incorporated é um dos grandes operadores de terminais de contêineres, atuando em vários países do mundo. A presença do terminal fortalece a tendência de Suape em transformar-se em um hub port, um porto concentrador e distribuidor de cargas no Atlântico Sul. O projeto é audacioso e está em pleno curso.

Com 660 metros de cais, numa área de 280 mil metros quadrados, o Tecon Suape tem capacidade para movimentar até 400 mil contêineres por ano, podendo, no futuro, atingir uma movimentação anual de até 1,5 milhão de contêineres.

Em 2002, primeiro ano de funcionamento e devido à demanda, o Tecon Suape ampliou várias instalações. O pátio de vazios, dentro do Terminal, dispõe de uma área de 34 mil metros quadrados. Os equipamentos operam 24 horas diárias, 365 dias por ano. São eles:

  • dois portêineres com capacidade de 40 toneladas e 25 movimentos por hora;
  • dois transtêineres com capacidade de 35 toneladas;
  • cinco reach stackers para 45 toneladas;
  • quatro Top Loader, sendo dois para 35 toneladas e dois para 40 toneladas;
  • três side lifters, para movimentação de contêineres vazios e três Fork Lifters com capacidade de até sete toneladas e meia.

O terminal ainda conta com área alfandegária, calado de 15,5 metros, cinco empilhadeiras, CFS, 291 tomadas reefers. O controle e planejamento do pátio e dos navios é realizado através do software Navis, integrando atividades de escritório da alfândega dentro da área do terminal, galpão para verificação de mercadorias, balança rodoviária, entre outros.

O Tecon está localizado no ponto de convergência das principais rotas comerciais marítimas ligando a Costa Leste da América do Sul (ECSA) a outros continentes e também no tráfego costeiro conectando o Sul às regiões Nordeste e Norte do Brasil. Conta com acessos diretos para as principais rodovias de Pernambuco: a BR 101 e a BR 232, além de linha férrea que conecta o terminal à rede da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).

O Tecon Suape possibilita aos seus clientes o uso de uma perfeita multimodalidade de transportes: plataforma ferroviária dentro de sua área e conectada com vias de acesso às principais rodovias e ferrovias da região. Isso possibilita a oferta de prestação de serviços de complementação e sinergia com as necessidades logísticas dos importadores e exportadores, o que agrega valor às suas operações.

A estrutura contempla ainda:

  • escritório da alfândega do Complexo Suape;
  • galpão para inspeção e armazenagem da Receita Federal;
  • galpão para carga solta;
  • galpão de manutenção de equipamentos;
  • torres com 286 tomadas reefers e 50 para PTI e outras em construção ou em projeto de acordo com a demanda.

Os sistemas de comunicação e de informação foram desenvolvidos especialmente para esse tipo de operação. O sistema CTS de processamento de dados, integrado ao Software SPARCS/NAVIS para controle e planejamento de pátio e de navios, propiciam uma confiabilidade das informações em tempo real.

[editar] Principais Atrativos

O Porto de Suape adota o modelo de gestão landlord port e, como Autoridade Portuária, é responsável pela infra-estrutura de canais de acesso e de navegação, cais e áreas terraplenadas para arrendamento, delegando à iniciativa privada a execução das operações portuárias e a responsabilidade pelos investimentos na superestrutura dos terminais - pátios, armazéns e equipamentos - e nas indústrias localizadas junto ao porto. Além disso oferece as seguintes vantagens:

  • No Nordeste brasileiro, a união de um complexo industrial a um porto de águas profundas com localização estratégica em relação às principais rotas de navegação torna Suape o principal destino para investidores nacionais e internacionais na atualidade.
  • Situado na extremidade oriental da costa da América do Sul, o porto destaca-se pela curta distância, de apenas 8 dias, da costa norte-americana e do Oeste Europeu. Com perfil concentrador de cargas (hub port), está interligado a mais de 160 portos em todos os continentes.
  • Em seu Complexo Industrial, a disponibilidade de uma infraestrutura eficiente, a existência de polos industriais segmentados, os programas de capacitação da mão de obra local e as licenças ambientais das áreas pré-aprovadas (EIA/Rima) são determinantes na decisão do empreendedor de instalar-se em Pernambuco.
  • Benefícios fiscais também são fortes atrativos. Reduções de 75% nos impostos federais (Sudene), de até 50% nos municipais e programas estaduais, como o Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada do Estado de Pernambuco (Prodinpe) e o Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), objetivam o estímulo à geração de empregos e o incremento da economia regional.

[1]

[editar] Localização

O Complexo Industrial Portuário de Suape tem uma localização estratégica em relação às principais rotas marítimas de navegação, conectando-se com mais de 160 portos em todos os continentes, colocando-o em condições de ser o principal porto concentrador(hub port) do Atlântico Sul. Um mercado consumidor com 51,5 milhões de habitantes [2], um PIB de US$ 110 bilhões e crescimento acima da média nacional. Ocupa cerca 13.500 hectares em espaço. Localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, mais exatamente na Foz do Ipojuca, tem localização privilegiada.

[editar] Infra-Estrutura

O Complexo de Suape dispõe de uma completa estrutura de estradas, cais e terminais para abrigar e garantir o pleno funcionamento dos empreendimentos instalados e em fase de implantação. Com cinco cais internos, três terminais externos e um píer petroleiro com dois terminais de atracação em construção, o porto destaca-se pelo variado perfil de suas cargas.

Com 15,5 metros de profundidade no porto interno e mais de 20 metros em sua bacia de evolução, torna-se o principal concentrador de cargas da Região Nordeste. A operação de navios ocorre nos 365 dias do ano sem restrições de marés e condições climáticas. Para auxiliar as operações de acostagem de navios, as manobras são acompanhadas por práticos da empresa Pernambuco Pilots, e o certificado internacional do ISPS Code garante a segurança de todas as operações portuárias no local.

Os acessos rodoviários e as vias internas de Suape são duplicados, e o fornecimento de água bruta e tratada, gás natural, telefonia e energia elétrica em 69 KW e 13.8 KW garante o funcionamento e a produção das empresas instaladas dentro do Complexo. [3]

[editar] Empresas instaladas

O Complexo Industrial Portuário -SUAPE- foi escolhido para a implantação dos seguintes empreendimentos:

Complexo Industrial Portuário -SUAPE

[editar] Meio Ambiente

45% de Suape é considerado área preservada


[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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