Itambé (Pernambuco)

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Município de Itambé
Bandeira de Itambé
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 20 de maio de 1867
Gentílico itambeense
Prefeito(a) Bruno Borba Ribeiro (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itambé
Localização de Itambé em Pernambuco
Itambé está localizado em: Brasil
Itambé
Localização de Itambé no Brasil
07° 24' 36" S 35° 06' 46" O07° 24' 36" S 35° 06' 46" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Mata Pernambucana IBGE/2008[1]
Microrregião Mata Norte Pernambucana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pernambuco: Goiana, Condado, Aliança, Camutanga e Ferreiros;
Paraíba: Pedras de Fogo e Juripiranga.
Distância até a capital 92 km
Características geográficas
Área 304,383 km² [2]
População 36 256 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 119,11 hab./km²
Altitude 179 m
Clima Tropical As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,575 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 220 218 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 6 215 59 IBGE/2011[5]
Página oficial

Itambé é um município da Zona da Mata Pernambucana, no estado de Pernambuco, no Brasil. O município é formado pela sede e pelos distritos de Ibiranga, Caricé e Quebec. Sua população é estimada em 36 126 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

A palavra "itambé" é de origem tupi e significa "pedra afiada", através da junção de i'tá (pedra) e aim'bé (afiada)[6] .

História[editar | editar código-fonte]

As terras onde hoje se situa o Município de Itambé foram primitivamente habitadas pelos índios cariris. Não se conhece, com precisão, a data das primeiras penetrações de não índios nem a da radicação dos primeiros colonos não índios. Sabe-se, entretanto, que, nos fins do século XVI, começaram a chegar correntes de povoamento constituídas de portugueses e de mazombos.

André Vidal de Negreiros, um dos heróis da expulsão dos holandeses de Pernambuco, erigiu uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro, no lugar conhecido como Itambé, assim denominado em virtude da grande quantidade de calhaus avermelhados que, em choque uns com os outros, produziam faíscas. Há quem atribua a preferência do guerreiro a voto feito para que fossem desterrados os invasores da pátria. Doou ele, para patrimônio da igreja, todo o terreno da futura freguesia, gravando, também, o Engenho Novo de Goiana e de Palha, além de várias fazendas de gado, com extensão superior a 120 quilômetros.

A doação foi confirmada pelo alvará de janeiro de 1681, que concedia, ao administrador e a seus sucessores, a graça de nomear o pároco da freguesia. Essa concessão consta, também, da Carta de Apresentação passada, em Lisboa, pela Mesa de Consciência e Ordens no dia 2 de outubro de 1746. A eleição simples do pároco passou, mais tarde, a ser atribuição da Casa de Misericórdia de Lisboa, dependendo, apenas, de aprovação régia.

O desenvolvimento político e cultural acompanhou o desenvolvimento econômico. De 1797 a 1801, funcionou o Areópago, onde o doutor Arruda Câmara fazia propaganda dos ideais da Revolução Francesa. Em 1874, teve lugar a rebelião de matutos, conhecida por Quebra Quilos, que culminou com a invasão de Itambé pelos insurretos, no dia 30 de novembro.

Grande fator para o desenvolvimento do lugar foi, sem dúvida, a exportação das chamadas pedras de fogo a fim de serem transformadas em pequenas lâminas, posteriormente utilizadas em armas de fogo.

Com a denominação de Itambé, foi criado o distrito por força da Carta Régia de 6 de janeiro de 1789. Segundo outra fonte, o distrito deve sua criação à Lei Provincial 1 055, de 6 de junho de 1872. A Lei Provincial 720, de 20 de maio de 1867, criou o Município de Itambé com território desmembrado dos de Goiana e Nazaré. A instalação se verificou a 1º ou 10 de fevereiro de 1868. Em virtude da Lei Provincial 1 318, de 4 de fevereiro de 1879, a sede municipal recebeu foros de cidade.

Por efeito do Decreto-Lei Estadual 235, de 9 de dezembro de 1938, o município e o distrito de Itambé tiveram seus topônimos simplificados para També. Por ocasião do Recenseamento Geral de 1960 compunha-se de 5 distritos: També (sede), Camutanga, Caricé, Ibiranga e Ferreiros, este último criado em 1948, com parte do distrito de Camutanga. De acordo com as leis estaduais 4 940 e 4 953, ambas de 20 de dezembro de 1963, foram emancipados os distritos de Camutanga e Ferreiros. Assim, o município está constituído, hoje, de 3 distritos: També (sede), Caricé e Ibiranga.

Pela Lei Estadual 7 006, de 2 de dezembro de 1975, o município de També voltou a denominar-se Itambé.

Hoje, o município é composto por Itambé (sede) e os distritos de Ibiranga, Caricé e Quebec.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014 Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (agosto de 2014). Página visitada em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 01 de outubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 dez. 2013.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 974.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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