Hugo Boss

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Hugo Boss
Tipo Privada
Fundação 1923
Sede Metzingen, Alemanha
Produtos Moda e acessórios de luxo

Hugo Boss é uma marca de moda alemã, que produz e vende roupas e produtos relacionados, como perfumes.

História[editar | editar código-fonte]

Perfume Hugo Energise

Hugo Ferdinand Boss nasceu dia 8 de julho de 1885 e nem pensava em ser um dos grandes nomes no mundo da moda. Hugo Boss começou sua carreira como um simples alfaiate. Após a Primeira Grande Guerra, aos 33 anos de idade, ele fundou sua própria confecção em Metzingen(1923). Nesta época, a produção contava apenas com 30 funcionários. Faleceu em 1948, em Metzingen, sua cidade natal com 63 anos.
Hugo Ferdinand Boss, alfaiate alemão, abriu a sua pequena empresa em 1923 com o objetivo de fabricar roupas para trabalhadores. Os seus planos quase que não deram certo com o inicio de uma crise na Alemanha no periodo da Primeira Guerra Mundial.
Hugo Boss durante a Alemanha Nazista confeccionou as roupas para SS entre 1933 e o final da Segunda Guerra Mundial. Além disso, era afiliado ao partido nazista. Hugo Boss faleceu em 1948. Fornecedor exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Juventude Hitlerista e de outras agremiações nazistas (sempre muito preocupadas com a elegância), ganhou milhões entre 1934 e 1945 e para dar conta das encomendas, a solução foi apelar para a mão de obra - compreensivelmente baratíssima – dos prisioneiros de guerra.
De início, paralelamente à fabricação de uniformes, que era compartilhada com outras alfaiatarias, a Hugo Boss também produzia roupas normais para trabalhadores e camisas. Em 1938, a situação mudou com o reinício do recrutamento militar na Alemanha. O foco passou a ser exclusivamente a confecção de uniformes para as forças nazistas. A empresa chegou a contar com 300 funcionários nesta época. Como era difícil encontrar mão de obra durante a guerra, a fábrica se beneficiou de 140 trabalhadores forçados, a maioria deles mulheres. Outros 40 prisioneiros de guerra franceses trabalharam para a Hugo Boss de outubro de 1940 a abril de 1941.
Após a Segunda Guerra Mundial, Hugo Ferdinand Boss foi processado e multado por sua participação no nazismo.
Durante o período de desnazificação, com o fim do regime, em 1945, Boss foi considerado como "responsável". Apesar disso, ele foi autorizado a continuar tocando sua fábrica. Mas, não viveu tempo suficiente para ver sua empresa virar uma grife mundialmente famosa, morrendo aos 63 anos.

O passado nebuloso[editar | editar código-fonte]

Sinônimo de elegância e luxo, a HUGO BOSS é um produto “Made in Germany” altamente respeitado no mundo da moda. No entanto, a tradicional marca alemã carrega um passado de envolvimento nazista. Hugo Ferdinand Boss teve uma relação muito estreita com o nazismo. Em 1931 se filiou ao Partido Nacional-Socialista (NSDAP), de Adolf Hitler. Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa desenhou e produziu uniformes de tropas e oficiais da Wehrmacht e SS. Além disso, a empresa foi acusada de usar mão-de-obra forçada, onde os trabalhadores tinham uma carga diária de 12 horas, com um curto período de intervalo. O empresário, após o término da guerra, foi tachado de “oportunista do Terceiro Reich“, multado em 80 mil marcos, e privado de seus direitos civis. “A fábrica de roupas fundada pelo senhor Hugo Boss produziu roupas de trabalho e achamos que também uniformes da SS. Até agora, nós não temos arquivos na companhia e nós estamos tentando descobrir o que aconteceu“, declarou Monika Steilen, porta-voz da empresa, em 1997, quando a notícia foi divulgada por uma revista austríaca. Após a derrota do III Reich, foi levado aos tribunais mas pegou penas brandas, condenado a indenizar as famílias dos trabalhadores forçados.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Em 1993 os dois netos de Hugo Boss, que fizeram da empresa e sua linha de roupas masculinas uma marca de alta qualidade, aposentaram-se e sessenta e quatro por cento das ações foram vendidas à Leyton House.
A primeira marca criada, 'Hugo', era dirigida para homens mais jovens. Esta linha de roupas foi mais chique que o adapte às originais e a um custo bem menor para o consumidor. Em 1998, com o lançamento da Hugo Woman, pela primeira vez a marca criou peças para o público feminino.
No início dos anos de 1990 a coleção cresceu e surgiram camisas, gravatas, malhas e casacos de pele. Além das roupas, também foram produzidos cosméticos, óculos e perfumes, que passaram a fazer parte do catálogo da marca alemã.
A Hugo Boss recuperou prestígio e os resultados financeiros de 2010 e 2011 foram record para a marca.
A outra marca que foi instituída foi a Baldessarini. O nome veio do designer italiano que produziu peças de alta qualidade para a Hugo Boss. Esta linha de vestuário foi destinada a executivos, que poderiam pagar mais por seus ternos. Estas peças de alta qualidade foram criadas com tecidos italianos de alta qualidade e foi quando a empresa foi adquirida pelo grupo de moda italiano Marzotto.

Passado Nazista[editar | editar código-fonte]

A marca alemã Hugo Boss emitiu um pedido formal de desculpas dia 22 de setembro de 2011, por ter usado mão de obra escrava na produção de uniformes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. No comunicado, a empresa expressa o seu profundo pesar às vítimas que sofreram na fábrica dirigida por Hugo Ferdinand Boss. “Nós nunca escondemos nada e sempre buscamos trazer clareza ao que aconteceu no passado. É nossa responsabilidade com a empresa, com nossos funcionários, nossos clientes e com todos os interessados na história da Hugo Boss.”
O pedido de desculpas foi realizado após o lançamento de um novo livro que revela a ligação do estilista alemão com o nazismo. Segundo a publicação, Hugo Boss, não somente era o estilista preferido de Hitler como também um fervoroso adepto do partido nazista.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

A Hugo Boss não é a única empresa a encomendar estudos independentes para resgatar os laços com o nazismo no passado. Em 2011 também, a Quandts, família de industriais e acionistas majoritárias da BMW, quebrou seu silêncio. Ela admitiu ter feito uso de milhares de trabalhadores forçados e de terem fechado vários negócios com o governo nazista.
Em 1999, Deutsche Bank encomendou uma investigação interna sobre as práticas de empréstimo da companhia durante o período nazista. Foi revelado que créditos do banco foram usados para erguer o campo de concentração de Auschwitz.
O Ministério alemão de Assuntos Estrangeiros também fez uma busca sobre seu passado e descobriu que muitos de seus diplomatas dos anos 1950 e 1960 tiveram passado nazista.
Segundo estudos, cerca de 90% das empresas alemãs se beneficiaram do trabalho escravo ou semi-escravo durante a Segunda Guerra Mundial. Calcula-se que no final de 1944 havia, em toda a Alemanha, 7,7 milhões de trabalhadores forçados em todo o país.
Para compensar as vítimas, o governo alemão estabeleceu um fundo de reparação no final dos anos 1990 e empresas com passado nazista disponibilizaram recursos para o fundo, entre elas a Hugo Boss.Mesmo tendo começado como um negócio familiar, nenhum membro da família Boss tem alguma participação nos negócios hoje em dia.

A marca no mundo[editar | editar código-fonte]

Os produtos da HUGO BOSS, como coleções de roupas, óculos, perfumes, sapatos e relógios são divididos em três sub-marcas principais e estão disponíveis em 124 países através de 1.500 lojas da grife (somadas as unidades próprias, franqueadas e parcerias) e em mais de 5 mil lojas de departamento e multimarcas. Aproximadamente 62% de suas vendas são geradas no continente Europeu, com a América respondendo por outros 22%. A linha BOSS BLACK corresponde a 68% do faturamento da empresa alemã. Os produtos da marca são fabricados em vários locais, como por exemplo, em Izmir na Turquia (sua fábrica mais importante); Radom na Polônia (sapatos); Morrovalle na Itália (sapatos e artigos de couro); Cleveland nos Estados Unidos (ternos); e Metzingen na Alemanha.

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

1985
● Após 70 anos dedicando-se à moda, a grife lança seu primeiro perfume masculino, BOSS, ingressando assim em mais um rentável segmento de consumo.
1987
● Lançamento do perfume masculino BOSS SPORT.
1989
● Lançamento do BOSS WHITE, primeiro perfume feminino da marca alemã.
1993
● Lançamento da HUGO, linha voltada às criações mais jovens. A linha feminina foi lançada no mercado em 1998.
● Lançamento da BALDESSARINI, linha de luxo mais independente cuja direção artística ficou a cargo do austríaco Werner Baldessarini. Essa marca foi vendida em meados de 2006 quando a recém lançada BOSS BLACK SELECTION a superou em vendas.
1995
● Lançamento do perfume HUGO MAN, que impulsionou a marca em todo o mundo, se transformando em um dos mais bem-sucedidos lançamentos em sua história. O tradicional perfume inovou também na forma de seu frasco, inspirado em um autêntico cantil militar, contendo um cinturão de lona verde que prende a tampa. Em 2009, foi lançada uma edição especial com um novo frasco desenvolvido pelo designer karim Rashid, cuja tiragem foi de apenas 1.000 unidades.
1998
● Lançamento do perfume masculino BOSS BOTTLED.
1999
● Lançamento da BOSS ORANGE, uma marca masculina com tendência esportiva e casual, separando-se da imagem sofisticada da HUGO BOSS. A linha feminina seria introduzida em 2005. Esta linha foi relançada em 2010 com roupas mais casuais.
● Lançamento do perfume masculino HUGO DARK BLUE.
2000
● Lançamento da BOSS WOMAN, composta da primeira coleção de prêt-à-porter feminina, criada num estúdio independente em Milão e sob o comando de um estilista de fora da empresa. A expansão não atingiu o sucesso esperado, levando seus dirigentes a redirecionarem a produção feminina à Alemanha, onde os estilistas da casa conseguiram salvar o projeto.
2002
● Lançamento da BOSS GREEN (antes conhecida como BOSS SPORT), linha onde a roupa esporte converge com a moda atual, combinando materiais funcionais com um vestuário esportivo. A linha é composta por peças especiais para a prática de golfe, contemplando homens ativos e ligados à moda A linha feminina foi lançada em 2010.
● Lançamento de uma série limitada de bicicletas feitas em alumínio e visual retrô.
● Lançamento do perfume masculino BOSS IN MOTION.
2003
● Lançamento da BOSS BLACK SELECTION, grife que enxerga a moda como manifestação moderna do luxo. A atenção aos detalhes, aos tecidos mais seletos do mercado e a elaboração artesanal caracterizam esta linha.
● Inauguração de sua loja âncora em plena Avenida Champs-Elysées, em Paris.
● Lançamento do perfume feminino BOSS INTENSE.
2005
● Lançamento da BOSS SKIN, sua linha de cosméticos masculinos.
2007
● Lançamento do perfume feminino BOSS FEMME.
2009
● Lançamento do perfume feminino BOSS ORANGE.
● Lançamento do perfume HUGO ELEMENT.
2011
● Lançamento do perfume JUST DIFFERENT, que contou com o ator e músico Jared Leto como garoto-propaganda.
● Lançamento do perfume BOSS ORANGE MAN, que tinha como garoto-propaganda o ator Orlando Bloom, escolhido por simbolizar o estilo de vida do homem metropolitano que a marca reflete.




Ícone de esboço Este artigo sobre uma empresa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.