Cactaceae

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Xique-Xique, cacto típico da Caatinga, conhecido pelo seu caule, que cresce junto ao chão.

Xique-Xique, cacto típico da Caatinga, conhecido pelo seu caule, que cresce junto ao chão.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae

Cactaceae é a família botânica representada pelos cactos, são aproximadamente 84 gêneros e 1400 espécies nativas das Américas. São frequentemente usados como plantas ornamentais, mas alguns também na agricultura.

São plantas pouco usuais, adaptadas a ambientes extremamente quentes ou áridos, apresentando ampla variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água. Apresentam uma modificação caulinar chamada de Cladódio. Seus caules expandiram-se em estruturas suculentas verdes perenes contendo a clorofila necessária para vida e crescimento, enquanto suas folhas transformaram-se nos espinhos pelos quais os cactos são bem conhecidos. Algumas espécies confundem-se com a família Euphorbiaceae.

Os cactos existem em ampla variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus pringlei, cuja altura máxima registrada foi 19,20 metros,[1] e o menor é Blossfeldia liliputiana, com apenas cerca de 1 cm de diâmetro [2] . As flores dos cactos são grandes, como os espinhos e ramos, brotam das areolas. Muitas espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais noturnos, principalmente mariposas e morcegos. Os cactos variam de baixos e globulares a altos e colunares.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A Opuntia está entre os cactos mais comuns na América do Norte.

A palavra cactus vem do grego Κακτος kaktos, empregada antigamente para designar uma espécie de cardo espinhoso, e foi escolhida como nome genérico Cactus, por Linnaeus em 1753, hoje rejeitado em favor de Mammillaria.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Detalhe de uma flor da Echinopsis spachiana mostrando o grande número de estames.
Detalhe da aparência do perianto de um cacto.

Os cactos são plantas espinhentas que crescem tanto como árvores, arbustos ou forrações. A maioria diretamente sobre o solo, mas há grande quantidade de espécies epífitas.

Praticamente todos cactos contém uma seiva amarga, algumas vezes leitosa, em seu interior.

Folhas[editar | editar código-fonte]

Em muitas espécies, excetuadas as pertencentes da subfamília Pereskioideae (ver imagem), as folhas são grandemente ou inteiramente reduzidas, modificadas em espinhos, reunidos em um ponto saliente ou deprimido, que constitui a aréola, de onde se originam ramos, folhas, flores, etc..

Flores[editar | editar código-fonte]

As flores, em regra radialmente simétricas e hermafroditas, solitárias ou em inflorescências multifloras, são grandes e abrem tanto durante o dia como à noite, dependendo da espécie. Seu formato varia de tubular, campanulada ou plana, medindo de 2 milímetros a 30 centímetros. A maioria apresenta sépalas numerosas, de cinco a cinquenta, com formas variáveis do exterior para o interior da flor, mudando de brácteas para pétalas. Androceu formado de numerosos estames, chegando até a mil e quinhentos, com anteras muito pequenas. Gineceu de ovário ínfero, unicolar, formado de vários carpelos com numerosos óvulos, em geral com placenta carnosa.

Fruto[editar | editar código-fonte]

Tipo baga ou cápsula carnosa com até três mil sementes de testa membranácea ou óssea que medem entre 0,4 e 12 milímetros de comprimento [3] .

A expectativa de vida de um cacto raramente é superior a 300 anos, e há cactos que vivem somente 25 anos, os quais já florescem com dois anos. O saguaro, Carnegiea gigantea, cresce até a altura de até 15 metros, sendo que o recorde é de 17,67m, mas em seus dez primeiros anos cresce somente 10 centímetros. O Echinocactus grusonii, das Ilhas Canárias, alcança a altura de 2,5 metros e diâmetro de 1 metro, e já é capaz de florescer com seis anos.

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Cacto Saguaro no Arizona, EUA. Espécie bem conhecida dos filmes de faroeste.

Os cactos são originários quase exclusivamente do mundo novo. Isto significa que são nativas somente das Américas, e Caribe. Há entretanto uma exceção, a Rhipsalis baccifera, esta espécie ocorre também na África tropical, Madagascar e Sri Lanka além da América tropical. Esta planta é considerada um colono relativamente recente no Velho Mundo, apenas há poucos milhares de anos), provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros migratórios. Muitos outros cactos tornaram-se naturalizados em ambientes apropriados em partes do mundo através da ação humana. O vale de Tehuacán no México tem uma das ocorrências de cactos mais ricas no mundo [4] .

Acredita-se que os cactos devem ter evoluído nos últimos 30 a 40 milhões de anos. Há muito tempo, as Américas estiveram unidas aos outros continentes, mas separaram-se devido ao movimento das placas tectônicas. A espécie original do novo mundo deve ter-se desenvolvido após a separação dos continentes. Distância significativa entre os continentes somente ocorreu em torno dos últimos 50 milhões de anos. Isto pode explicar porque os cactos são tão raros na África. Quando os cactos evoluíram os continentes já se tinham separado. Muitas suculentas dos velho e novo mundos apresentam uma semelhança impressionante com os cactos e são frequentemente referidos como "cactos" pela população. Isto é, entretanto, devido à evolução paralela; nenhuma delas é proximamente relacionada às Cactaceae.

O gênero Opuntia, popularmente conhecido no Brasil como figo da Índia ou Palma brava foi introduzido na Austrália no século XIX parta ser utilizada como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente espalhou-se pela natureza. Esta espécie invasiva não é comestível pelos herbívoros locais e tornou improdutivos 40,000 km² de terras com potencial agrícola.

Adaptação à seca[editar | editar código-fonte]

Alguns ecosistemas, como os desertos, semi-áridos, caatingas e cerrados, recebem pouca água na forma de precipitação pluviométrica. As plantas que habitam estas áreas secas são conhecidas como xerófitas, e muitas delas são suculentas, com folhas espessas ou reduzidas. Excetundo poucas espécies, como por exemplo o gênero Pereskia, todos os cactos são plantas suculentas, e apresentam diversas adaptações que as habilitam a sobreviver nestes ambientes.

Cactos globulares crescendo em uma encosta no Deserto de Mojave. Estes cactos ocasionalmente atingem até um metro e meio de altura.
Stenocereus thurberi no Arizona
Muitas espécies de cactos apresentam espinhos longos e afiados.

Os cactos nunca perderam suas folhas completamente; somente reduziram seu tamanho de modo a reduzir a área de superfície pela qual a água é perdida pela transpiração. Em algumas espécies as folhas são ainda notavelmente grandes e comuns enquanto em outras tornaram-se microscópicas, mas ainda contêm estomatos, xilema e floema. Determinadas espécies de cacto desenvolveram folhas efêmeras, que são as folhas que duram por um curto período de tempo enquanto um novo broto estiver ainda em suas fases iniciais de desenvolvimento. Um bom exemplo de uma espécie de folhas efêmeras é a Opuntia ficus-indica, mais conhecida como figo da Índia. Os cactos igualmente desenvolveram espinhos por ajudarem que menos água evapore pela transpiração ao proteger a planta do sol, e defendem o cacto de animais em busca de água. Os espinhos crescem de estruturas especializadas chamadas areolas. Muito poucos membros da família têm folhas, e quando presentes estas geralmente são rudimentares, medindo até três milímetros e logo caem. Entretanto dois gêneros, Pereskia e Pereskiopsis, conservam por muito tempo grandes folhas não suculentas de até 25 cm. e também ramos não suculentos. Recentemente descobriu- se que Pereskia é o gênero ancestral do qual todos cactos restantes evoluíram [5] .

Caules verde suculentos e espessados são capazes de realizar fotossíntese e armazenar água. Ao contrário de muitas outras suculentas, o caule é a única parte de um verdadeiro cacto onde isto ocorre. Como muitas outras plantas que têm revestimentos cerosos em suas folhas, os cactos frequentemente os têm em seus caules para impedir a perda de água. Isto impede que a água espalhe-se em sua superfície e faz que escora logo de modo a ser absorvida pelas raízes e usada para a fotossíntese. Os cactos têm um caule grosso e cascudo e suculento para armazenar a água da chuva. Seu interior, dependendo do cacto, é esponjoso ou oco. O revestimento grosso e impermeável também mantém a água dentro do cacto evitando sua evaporação.

Os corpos de muitos cactos engrossaram durante a evolução, formando o tecido armazenador de água, e frequentemente assumiram a forma ótima de esfera, que combina o maior volume possível com a mais baixa área de superfície possível. Reduzindo sua área de superfície, o corpo da planta é protegido da exposição excessiva à luz solar.

A maioria dos cactos passa por um curto período de crescimento seguido de longa letargia. Por exemplo, um cacto saguaro adulto, Carnegiea gigantea, pode absorver até 3.000 litros da água em dez dias. Nisto é favorecido por sua habilidade de rapidamente lançar novas raízes. Duas horas após a chuva, depois de uma seca relativamente longa, a formação da raiz começa em resposta à umidade. Excetuadas algumas espécies, o sistema radicular é extensivamente ramificado imediatamente abaixo da superfície do solo. A concentração de sal nas células das raízes é relativamente elevada, de modo que quando a umidade eleva-se, a água possa imediatamente ser absorvida na maior quantidade possível.

O próprio corpo da planta é também capaz de absorver a umidade através da epiderme e dos espinhos, o que, para plantas que são expostas à umidade quase exclusivamente, ou em alguns casos unicamente, sob a forma da névoa, é de grande importância para sustentar a vida.

Pereskia grandifolia, um gênero suculento que apresenta folhas e acredita-se ser muito semelhante aos ancestrais de todos os cactos.

A maioria dos cactos têm raízes muito rasas que podem estender-se amplamente perto da superfície do solo para coletar a água, uma adaptação às raras chuvas; em uma pesquisa, um jovem Saguaro de somente 12 cm de altura apresentou um sistema radicular que cobria uma área de dois metros de diâmetro, mas sem raízes com mais de dez centímetros de profundidade [6] Os grandes cactos colunares também desenvolvem raízes em grandes tapetes, primeiro para fixação mas também para obter maior acesso a água e minerais.[6] .

Uma característica que distingue os cactos de todas outras plantas: os cactos possuem areolas. A areola parece com um encaixe com um diâmetro de até 15 milímetros e é formada por dois elementos opostos. Da parte superior desenvolve ou uma flor ou um broto lateral, da parte de baixo desenvolve os espinhos. Os dois elementos das areolas podem encontrar-se muito próximos, mas ocasionalmente também podem estar separados por diversos centímetros.

Como outras suculentas das famílias Crassulaceae, Agavaceae, Euphorbiaceae, Liliaceae, Orchidaceae e Vitaceae, os cactos reduzem a perda de água através da transpiração pelo metabolismo ácido crassulaceano [6] . Aqui, a transpiração não ocorre durante o dia, enquanto realizam a fotossíntese, mas à noite. Durante o dia seus estômatos permanecem fechados e a planta armazena dióxido de carbono ligado quimicamente ao ácido málico o qual vai sendo liberado gradualmente para a fotossíntese. Como a transpiração ocorre durante as horas húmidas e frescas da noite, a perda de água é reduzida significativamente.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Nascimento e morte de uma flor de Selenicereus grandiflorus
Echinopsis florido. Suas flores de perfume adocicado abrem à noite e murcham na manhã seguinte.

Alguma flores de cacto formam longos tubos de até 30 centímetros de modo que somente as mariposas possam alcangar seu néctar e consequentemente poliniza-las. Há também exemplos de especializações para morcegos, beija flores e algumas espécies de abelhas. A duração das flores é muito variável. Muitas flores, por exemplo as do Selenicereus grandiflorus (ver filme), popularmente conhecido como rainha da noite, somente permanecem inteiramente abertas por duas horas noturnas. Outros cactos florescem por uma semana inteira. A maioria dos cactos são auto-incompativeis portanto necessitam de um polinizador. Alguns são autógamos e auto polinizam-se. As Fraileas somente desabrocham completamente suas flores em circunstâncias excepcionais, em regra são cleistogâmicas, ou seja, autopolinizam-se com as flores ainda fechadas. A própria flor também passou por um desenvolvimento adicional: seu ovário costuma transformar-se e uma área completamente protegida por espinhos, pelos e escamas. A formação das sementes é elevada, e as frutas frequentemente saborosas, suculentas, e vistosamente coloridas. Cabras, pássaros, formigas, ratos e morcegos contribuem significativamente na dispersão das sementes.

Devido à sua elevada habilidade em reter a água, partes destacadas das plantas podem sobreviver por longos períodos e raízes desenvolvem-se em qualquer segmento do corpo da planta.

História[editar | editar código-fonte]

Carl Spitzweg, um aficcionado dos cactos, cerca de 1856
Cactos Moche. 200 A.C., coleção do Museu Larco, Lima, Peru.

Entre as ruínas da civilização asteca, plantas com aparência de cactos são encontradas nas pinturas, esculturas e desenhos, com muitas imagens assemelhando-se ao Echinocactus grusonii. Este cacto, popularmente conhecido como assento de sogra, tem grande significado ritual pois sacrifícios humanos eram realizados nestes cactos. Tenochtitlan, o nome mais antigo da Cidade do México, significa "Lugar dos Cactos Sagrados". No atual Brasão do México existem uma águia, uma serpente e um cacto.

A longa exploração econômica dos cactos pode ser traçada aos astecas. Os índios norte-americanos, utilizam alcalóides produzidos por diversas espécies de cactos para cerimônias religiosas. Hoje, além de seu uso como produto alimentício (geléias, fruta, vegetais), seu uso principal é como um hospedeiro para o cochonilha, inseto do qual um corante vermelho carmim é obtido e utilizado na produção de Campari ou batom. Particularmente na América do Sul, cactos mortos, do tipo coluna, rendem valiosa madeira para construção. Alguns cactos também apresentam importância farmacêutica.

Desde o momento que os antigos exploradores europeus avistaram-nos, os cactos despertaram muito interesse: Cristóvão Colombo levou o primeiro melocactus à Europa. Seu interesse científico começou a despertar no século XVII. Em 1737, vinte quatro espécies eram conhecidas, os quais Linnaeus agrupou, formando o gênero "Cactus".

Do começo do século XX o interesse nos cactos aumentou significativamente. Isto foi acompanhado de sua elevação do interesse comercial, ocasionando consequências negativas que culminaram nas invasões de seus habitats nativos. Com grande número de admiradores, tanto por interesse científico como passatempo, ainda hoje novas espécies e variedades são descobertas anualmente.

Todos os cactos são cobertos pela Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES), e muitas espécies, em virtude de sua inclusão no apêndice 1 do CITES, são totalmente protegidas.

Alguns países têm uma atitude algo contraditória em relação à proteção das espécies. No México, por exemplo, ser flagrado no ato de coletar cactos acarreta pena de prisão, entretanto os habitats dos cactos são destruídos para a construção de estradas e de linhas de eletricidade novas. Alguns cactos são endêmicos de pequenas áreas, se este habitat for destruído, pela construção ou coleta, caso a espécie que cresce lá seja realmente endêmica, está perdida para a posteridade.

O povo Moche do antigo Peru louvava a agricultura e frequentemente representava os cactos em sua arte.[7]

Usos[editar | editar código-fonte]

Cerca de cacto em Bonaire.

Os cactos, cultivados no mundo inteiro, são uma visão familiar em vasos ou em jardins decorativos dos climas mais quentes. Frequentemente fazem parte de jardins xerofíticos, jardins em regiões áridas, ou jardins ornamentais rochosos. Alguns países, tais como a Austrália, têm limitações no fornecimento de água em muitas cidades, assim plantas resistantes à seca estão aumentando em popularidade. Numerosas espécies atualmente tem seu cultivo amplamente difundido, tais como espécies de Echinopsis, Mammillaria e Círio entre outras. Alguns, tais como o cacto dourado do tambor, Echinocactus grusonii, são muito valorizados em projetos de paisagismo. Os cactos são comumente usados como cercas vivas onde há falta de recursos naturais ou de meios financeiros para construir uma cerca permanente. Isto é observado frequentemente em áreasa de climas quentes e áridos, tais como Masai Mara no Kenya (ver foto). Cercas de cacto são usadas frequentemente pelos proprietários e paisagistas como segurança. Os espinhos afiados do cacto intimidam pessoas desautorizadas a aventurarem-se em propriedades privadas, e podem impedir arrombamentos se plantados sob janelas e condutores próximos.

Palma na cerca, em Pedreiras (Maranhão)

As características estéticas de algumas espécies, além de suas qualidades de segurança, tornam-nas uma alternativa considerável às cercas e muros artificiais.

Além de plantas de jardim, muitas espécies de cacto têm usos comerciais importantes, alguns cactos produzem frutas comestíveis, como o figo da Índia e o Hylocereus , que produz a fruta do dragão ou Pitaya. Opuntia são usadas igualmente como hospedeiros para criação das cochonilhas utilizadas na indústria tintureira da América Central.

A Lophophora williamsii, é um conhecido agente psicoativo utilizado pelos indígenas norte americanos do sudeste dos Estados Unidos. Algumas espécies de Echinopsis, antes Trichocereus, também apresentam estas propriedades. O cacto de São Pedro, uma espécie comum de jardins, contém mescalina.

Cultivo em vaso[editar | editar código-fonte]

Pequena coleção de cactos em vasos.

Um bom substrato é essencial podendo ser composto da seguinte maneira: 50% de areia lavada de rio, 50% de terra vegetal. Pode ser acrescentado o húmus de minhoca na proporção de um terço do volume de terra vegetal. Os espécimes jovens não devem ser expostos diretamente ao sol o dia inteiro, precisando apenas de luminosidade intensa. A rega não deve ser excessiva, pois pode apodrecer o cacto.

Gêneros[editar | editar código-fonte]

Veja lista mais completa de géneros e espécies em cactos.

Referências

  1. Salak, M. (2000). In search of the tallest cactus. Cactus and Succulent Journal 72 (3).
  2. Mauseth Cactus research: Blossfeldia liliputiana
  3. http://www.efloras.org/florataxon.aspx?flora_id=1&taxon_id=10141 Description of the Family in the Flora of North America.
  4. Mexico: Tehuacán-Cuicatlán Biosphere Reserve..
  5. How did cacti evolve?
  6. a b c Dalhousie University: Biology of Cacti
  7. Berrin, Katherine & Larco Museum. The Spirit of Ancient Peru:Treasures from the Museo Arqueológico Rafael Larco Herrera. New York: Thames and Hudson, 1997.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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