Pero Lopes de Sousa
Pedro Lopes de Sousa, senhor de Alcoentre, (Lisboa, 1497 — 1539), foi um nobre português, navegador e militar. Irmão mais velho de Martim Afonso de Sousa, foi donatário da Capitania de Santo Amaro. Escreveu o Diário da Navegação, "o mais importante relato sobre a expedição de seu irmão ao Brasil"1 , em 1530-32.
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Biografia [editar]
Filho de família nobre, viveu na corte a infância e juventude. Ainda jovem, tornou-se navegador. Em dezembro de 1530 partiu, com o irmão, em missão ordenada pelo rei Dom João III de Portugal para explorar terras brasileiras. Em 1532, decidiu retornar a Portugal. Na viagem de volta enfrentou e aprisionou dois navios franceses ao largo de Pernambuco. Essa aventura lhe rendeu cinqüenta léguas de terras no litoral do Brasil, oferecidas pela Coroa.
Em 1539, ocupando o posto de capitão-mor de uma esquadra de seis navios, partiu de Lisboa para a Índia. Na viagem de volta, naufragou próximo a Madagascar (Ilha de São Lourenço para os portugueses), e o seu corpo desapareceu no mar.
Obra [editar]
Em 1839, o historiador Francisco Adolfo de Varnhagen descobriu o seu "Diário da Navegação".
Na obra, Lopes de Sousa narra, além de sua biografia e a de seu irmão, episódios como a fundação das vilas de São Vicente e Piratininga e os descobrimentos do Rio de Janeiro, do Rio da Prata e da ilha de Fernando de Noronha. É peça chave para se entender a luta de séculos entre Portugal e Espanha pelo controle do estuário do Rio da Prata e o primeiro documento a descrever a costa sul-americana. Narra ainda o contacto com os degredados e a expulsão dos franceses.
Diz-se na "Brasiliana da Biblioteca Nacional", Rio de Janeiro, 2001:
'Navegador afeito à ação, Pero Lopes oferece passagens que emocionam o leitor, com um tom entre deslumbrado e surpreso diante da realidade geográfica e humana da terra visitada, como a chegada à baía do Salvador e do Rio de Janeiro, o relato da subida pelos rios Paraná e Uruguai, a fundação da vila de São Vicente, ou ainda, o ataque aos núcleos franceses que comerciavam o pau-brasil. Sobre a sua chegada ao Rio de Janeiro, diz: ´A gente deste Rio é como a da Bahia de Todos os Santos, senão quanto é mais gentil gente. Toda a terra deste Rio é de montanhas e serras muito altas. As melhores águas há neste que podem ser."
Armas de Brasão [editar]
Seu Brasão D'Armas é descrito da seguinte forma: Esquartelado: o primeiro e o quarto de prata, com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada escudete carregado de cinco besantes do primeiro esmalte, postos em sautor; o segundo e o terceiro de prata com um leão rampante de púrpura. Timbre: o leão do escudo.
Descendência [editar]
- Martim Afonso de Sousa (mesmo nome do avô)
- Lopo de Sousa
- Manuel de Sousa, religioso
- Miguel de Sousa
- Mariana de Sousa Guerra, condessa de Vimieiro
Referências
- ↑ Mini-biografia de Pero Lopes de Souza em Netsaber. Acesso em 16 de janeiro de 2012.
| Precedido por Martim Afonso de Sousa |
Donatário da Capitania de São Vicente 1572 — 1586 |
Sucedido por Lopo de Sousa |