Dani Lins

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Dani Lins
Dani Lins
Informação pessoal
Nome completo Danielle Rodrigues Lins
Data de nascimento 5 de janeiro de 1985 (29 anos)
Local de nascimento    Recife, Brasil
Informações de clubes
Clube atual Brasil Molico Osasco
Número #3
Seleção nacional
2009-  Brasil

Danielle Rodrigues Lins (Recife, 5 de janeiro de 1985), mais conhecida como Dani Lins, é uma jogadora brasileira de voleibol. Atua como levantadora do Molico/Osasco, em São Paulo. É noiva do Sidão, atleta da seleção brasileira masculina e do SESI-SP.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Dani Lins começou a jogar vôlei no colégio onde estudava, em Recife, devido à insistência de um técnico que previu seu talento para as quadras. Dani preferia a natação, mas, para obter uma bolsa de estudos integral, ficou jogando vôlei e foi gostando do esporte. No início era atacante, mas acabou mudando de posição para levantadora, graças ao seu toque refinado na bola. O primeiro clube a atuar foi o Sport Recife.

No ano de 2000, o BCN (atual Sollys/Osasco) a convidou para jogar e lá ela passou seis anos, atuando inclusive nas categorias de base da seleção brasileira, onde conquistou os títulos de vice-campeã no Mundial Infantil e campeã no Mundial Juvenil.

No ano de 2004, Dani foi diagnosticada com arritmia cardíaca e teve que parar de jogar. Apenas no início de 2005 ela foi liberada para voltar ao vôlei. Em 2005/06, esteve no Pinheiros.

Cquote1.svg Sinceramente, tive mais medo de parar de jogar do que de morrer. Cquote2.svg
Dani Lins, em entrevista à revista Isto É 2016, em 2012, ao ser perguntada sobre a doença que teve.

Em 2006, foi contratada pelo Rexona-Ades para substituir a levantadora Fernanda Venturini, tendo vencido quatro Superligas (2006/07, 2007/08, 2008/09, 2010/11).

Dani Lins foi convocada por José Roberto Guimarães para fazer parte da Seleção Brasileira de Voleibol na temporada de 2009.

No ano de 2011, pelo Rio de Janeiro, ganhou a Superliga derrotando o então Osasco. Mais tarde, Dani foi contratada pelo time do Sesi-SP, onde continua atuando como levantadora.

Na Copa Pan-Americana de Voleibol Feminino, no México, Dani foi convocada novamente por José Roberto Guimarães, ganhando o campeonato invicta. Após o torneio, novamente defendeu a seleção na Copa Internacional de Vôlei Feminino 2011. O Brasil ficou com a prata no Grand Prix de Voleibol de 2011, perdendo apenas na final contra os Estados Unidos, mas Dani Lins, juntamente com Thaísa e Fernanda Garay, ganharam prêmios individuais. Dani ganhou o prêmio de melhor levantadora do torneio, e Thaísa e Fê Garay os de melhor saque e melhor passe, respectivamente.

No Grand Prix de Voleibol de 2012, Dani Lins passou a ser apenas a terceira levantadora da seleção e quase não atuou. Porém, quando solicitada, jogou bem. Por essa razão, foi convocada para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Ao optar por Dani Lins e Fernandinha, que era estreante na seleção, o técnico José Roberto Guimarães foi duramente criticado pelo corte da outra levantadora, Fabíola, principalmente na primeira fase da competição, em que o Brasil se classificou para as quartas de final como último colocado do grupo B.

O Brasil jogou muito mal os jogos de sua chave, mas com as entradas de Dani Lins e Fernanda Garay nos lugares de Fernandinha e Paula Pequeno, o time mudou totalmente. Essa mudança foi sentida no jogo contra a seleção russa, em que as brasileiras salvaram seis match-points e conseguiram a vitória com grande atuação de Sheilla Castro e Dani Lins. A seleção brasileira mudou totalmente depois desse confronto e a torcida percebeu, pois a partir daí entoou gritos de "o campeão voltou" durante os jogos. Sob o comando da melhor levantadora a atuar em Olimpíadas, segundo o próprio José Roberto Guimarães, o Brasil tornou fácil uma semifinal olímpica contra as japonesas e uma final arrebatadora contra a Seleção Norte-Americana de Voleibol Feminino, de virada, por 3 sets a 1, tendo perdido o primeiro por 25x11.

2013 – Novo ciclo olímpico

Chamada desde a primeira convocação, Dani Lins chegou à seleção como titular. Ela, Fernanda Garay, Adenízia e Tandara foram as únicas medalhistas olímpicas convocadas. Com o time misto e mais jovem, Dani Lins virou referência para a nova geração, que se preparava para o Montreux Volley Masters, na Suíça, e o Torneio de Alassio, na Itália.

O Brasil sagrou-se campeão invicto do torneio de Montreux, sem perder um set sequer. Os destaques brasileiros foram Fernanda Garay e Dani Lins, que ganharam prêmios individuais como MVP e melhor levantadora, respectivamente. Vale ressaltar também a ótima participação da ponteira Priscila Daroit.

As jogadoras repetiram as boas atuações de Montreux no torneio de Alassio, com três vitórias em três jogos - perdendo apenas um set para as japonesas - e sagraram-se campeãs em cima das italianas. Novamente, Dani Lins foi eleita a melhor levantadora e Garay, a MVP.

O último torneio do ano foi o Grand Prix de vôlei, quando o Brasil sagrou-se mais uma vez campeão, fechando o ano com 100% de aproveitamento. Dani Lins foi escolhida como a MVP da final, contra a China.

Dani Lins lesionou-se e perdeu o início da Superliga de vôlei 2013/2014. Seu time indo mal, terminou o primeiro turno nas últimas posições do campeonato.


2014 – Ano novo, time renovado

Desacreditado, o SESI-SP trabalhou e cresceu, tendo ido à final de todas as competições que disputou. Venceu o Sul-Americano de clubes sobre o Molico/Osasco e conseguiu um lugar no mundial de clubes. Eliminou o favorito Osasco da Superliga feminina de vôlei. Os dois confrontos que definiram um novo finalista - após 10 anos de Rio x Osasco - foram protagonizados por Dani Lins e Fabiana, tendo o Rio de Janeiro se sagrado eneacampeão. O SESI-SP ainda tem pela frente o mundial de clubes.

Segundo o técnico Bernardinho,

Cquote1.svg A Dani Lins está em condição de fazer jogadoras boas se tornarem excepcionais, uma característica de uma boa levantadora e ela está no patamar das grandes. Não tenha dúvida de que ela é a melhor levantadora do mundo hoje. [...] É um processo, e ela ainda vai se tornar a "mais melhor" se fosse possível. Cquote2.svg

Esse ano a Dani ainda tem pela frente o campeonato mundial pela seleção brasileira, título que seria uma conquista inédita para o país.

Principais conquistas em clubes[editar | editar código-fonte]

Principais conquistas na seleção brasileira[editar | editar código-fonte]

  • Campeonato Sul-Americano Juvenil – 2002
  • Mundial Juvenil – 2003
  • Montreux Volley Masters – 2005, 2006, 2009, 2013 (eleita melhor levantadora)
  • Trofeo Valle d'Aosta – 2006
  • Copa Pan-Americana – 2009
  • Grand Prix de Voleibol – 2009,2013
  • Torneio Sul-Americano de Voleibol – 2009 (eleita melhor levantadora)
  • Copa Pan-Americana – 2011
  • Jogos Pan-Americanos de Guadalajara – 2011 (eleita melhor levantadora)
  • Jogos Olímpicos de Londres – 2012
  • Torneio de Alassio - 2013 (eleita melhor levantadora)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]