Amido
| Amido Alerta sobre risco à saúde |
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|---|---|
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| Número RTECS | GM5090000 |
| Propriedades | |
| Fórmula molecular | (C6H10O5)n |
| Aparência | pó branco |
| Densidade | 550 a 700 kg/m3 [1] 1.5 g/cm3 [2] |
| Ponto de fusão |
decompõe-se a 200 °C [1] |
| Solubilidade em água | 50 g/l (90 °C)[1] |
| Riscos associados | |
| MSDS | ICSC 1553 |
| Índice UE | not listed |
| Temperatura de auto-ignição |
c. 400 °C [1] |
| LD50 | 6600 mg/kg (camundongo, intraperitonial)[3] |
| Compostos relacionados | |
| Polímeros da glucose relacionados | Glicogênio Celulose |
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. |
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Amido é um polissacarídeo, sintetizado pelos vegetais para ser utilizado como reserva energética. Sua função, portanto, é análoga ao do glicogênio nos animais. Especialmente no Brasil e em algumas outras poucas regiões do mundo o amido difere da fécula. De acordo com a Legislação Brasileira o amido é a porção extraída da parte aérea das plantas e a fécula é a fração amilácea retirada de tubérculos, rizomas e raízes.[4]
Índice |
[editar] Estrutura molecular
O grão de amido é uma mistura de dois polissacarídeos, amilose e amilopectina, polímeros de glicose formados através de síntese por desidratação (a cada ligação de duas glicoses, no caso, há a "liberação" uma mólecula de água).
- Amilose:
- Macromolécula constituida de 250 a 300 resíduos de D-glicopiranose, ligadas por pontes glicosídicas α-1,4, que conferem à molécula uma estrutura helicoidal.
- Amilopectina:
- Macromolécula, menos hidrossolúvel que a amilose, constituída de aproximadamente 1400 resíduos de α-glicose ligadas por pontes glicosidicas α-1,4, ocorrendo também ligações α-1,6, que dão a ela uma estrutura ramificada. A amilopectina constitui, aproximadamente, 80% dos polissacarídeos existentes no grão de amido.
[editar] Síntese
O amido é sintetizado em organelas denominadas plastídios : cromoplastos das folhas e amiloplastos de órgãos de reserva, a partir da polimerização da glicose, resultante da fotossíntese.
- n moléculas de glicose ⇒ amido + água
Nos vegetais, o polímero de glicose utilizado como reserva é o amido, que tem estrutura muito parecida com o glicogênio, mas é menos ramificado. A síntese do amido é muito semelhante à síntese do glicogênio, com a substituição da forma ativada da glicose de UDP-glicose por ADP-glicose. A reação é catalisada pela ADP-glicose sintase. O ADP-G é substrato da amido sintetase, a enzima que verdadeiramente catalisa a incorporação de glicose ao polímero.
[editar] Hidrólise
Na digestão o amido é decomposto por reações de hidrólise em carboidratos menores. Essa hidrólise é efetuada pelas enzimas amilases existentes na saliva e suco pancreático.
- A enzima α-amilase ( α-1,4-glicano hidrolase ) rompe as ligações glicosídicas α-1,4 da amilose originando uma mistura de maltose, amilopectina e glicose. Rompe também as ligações α-1,4 da amilopectina, originando uma mistura de polissacarídeos denominadas dextrinas.
- A enzima β-amilase ( β-1,4-glicano maltohidralase ) rompe as ligações α-1,4 dos polissacarídeos resultantes da hidrólise da amilopectina, originando maltose pura.
[editar] Ocorrência
O amido é encontrado na forma de grãos nas sementes, caules e raízes de várias plantas como trigo , mandioca , arroz , milho , feijão, batata, entre outras.
[editar] Usos e aplicações
Uso comercial
- Também usado no tratamento da varicela.
- Na alimentação , como fonte de glicose.
- Preparação de colas.
- Preparação de gomas utilizadas em lavanderia e fabricação de papel e tecidos.
- Fabricação de xaropes e adoçantes.
- Fabricação de heptamido.
- Fabricação de álcool etílico.
- Para liberação controlada de fármacos
Notas e referências
- ↑ a b c d Registo de CAS RN 9005-25-8 na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 27 mai 2009
- ↑ Fiche internationale de sécurité chimique, consultée le 10 juillet 2009
- ↑ (en) « Starch » em ChemIDplus, consulté le 27 mai 2009
- ↑ LIMA, Urgel de Almeida. et. al. Biotecnologia Industrial. Vol. 3. São Paulo: Blucher, 2001