Lactose
| Lactose Alerta sobre risco à saúde |
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| Nome IUPAC | β-D-galactopyranosyl-(1→4)-D-glucose |
| Outros nomes | Milk sugar 4-O-β-D-galactopyranosyl-D-glucose |
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| PubChem | |
| MeSH | |
| SMILES |
O[C@H]2[C@H](O[C@@H]1O[C@H](CO)[C@H](O)[C@H](O)[C@H]1O)[C@@H](CO)O[C@@H](O)[C@@H]2O
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| Propriedades | |
| Fórmula molecular | C12H22O11 |
| Massa molar | 342.296 |
| Solubilidade em água | 21.6 g/100 mL |
| Compostos relacionados | |
| Dissacarídeos relacionados | Sacarose (glicose + frutose) |
| Compostos relacionados | Glicose Galactose |
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. |
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Lactose (Galactose β-1,4 glucose) é um tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar presente no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
O leite humano contém de 6-8% e, o de vaca, de 4-6%. É hidrolisada pela ação da lactase, uma beta-galactosidase sendo considerada portanto como um beta-galactosídeo. É fracamente doce. As leveduras não a fermentam, mas podem ser adaptadas para fazê-lo. Lactobacilos a transformam em ácido lático.
Intolerância à lactose [editar]
Na maior parte dos mamíferos, a enzima responsável pela sua hidrólise (a lactase) só é sintetizada durante o período de aleitamento. Na ausência de lactase, a lactose não pode ser digerida, tornando-se por isso uma fonte de alimento abundante para a flora intestinal (que então começa a crescer descontroladamente), e originando por isso náuseas e vómitos, assim como diarréia (por afetar a osmolaridade do intestino delgado).
A capacidade de digerir a lactose divide a humanidade em dois grupos fenotípicos: os capazes de digerir a lactose, também chamados de lactase-persistentes (LP), e os incapazes de digerir a lactose ou lactase-não-persitentes (LNP). A deficiência de lactase está presente em até 15% da população de descendência européia, até 80% dos latinos e afro-descendentes e em até 100% dos índios americanos e asiáticos. Mas mesmo os lactase-não-persitentes podem se adaptar à intolerância através da flora bacteriana intestinal.1
No caso dos neandertais adultos, acredita-se que não eram capazes de processar a lactose, fato que também ocorre com parte dos humanos modernos, que desde a domesticação do gado desenvolveram a capacidade (por mutação) de continuarem a sintetizar a lactase durante toda a vida.2
Referências
- ↑ Olivier, CE; Lorena SLS, Pavan CR, Santos RAPG, Lima RPS, Pinto DG, Silva MD, Zollner RL. . "Is it just lactose intolerance?" (em inglês). Allergy and Asthma Proceedings 2012 33 (5): 432-6. AAP.
- ↑ Equipe divulga rascunho do genoma do neandertal