Comunidade autónoma do País Basco

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Espanha País Basco
País Vasco
Euskal Autonomia Erkidegoa
 
—  Comunidade autónoma  —
Bandeira de País Basco
Bandeira
Brasão de armas de País Basco
Brasão de armas
Localización de la CA de Euskadi (NUTS ES1).png
Capital Vitoria-Gasteiz[1] .
Administração
 - Presidente Lehendakari
Iñigo Urkullu (EAJ-PNV)
Área
 - Total 7 234 § km²
População (2005)
 - Total 2 124 846
    • Densidade 293,73/km2 
Gentílico: basco (a)
Províncias Álava, Biscaia, Guipúscoa
Idioma oficial basco e castelhano
Estatuto de autonomia 22 de Dezembro de 1979
ISO 3166-2 ES-PV
Congresso
Senado
18 assentos
15 assentos
Sítio Governo Basco
§ 1,4% da área total de Espanha
5,0% da população total de Espanha
Basque country map.png

A comunidade autónoma do País Basco ou Euskadi é uma das 17 comunidades autônomas da Espanha, situada no nordeste daquele país, junto aos Pirenéus, e possui "nacionalidade histórica" reconhecida pela Constituição Espanhola.

A sua denominação oficial é Comunidad Autónoma del País Vasco, em castelhano, e Euskal Autonomia Erkidegoa, em basco. Culturalmente, faz parte da região denominada País Basco ou Euskal Herria;[2] os nacionalistas bascos consideram que este território cultural e linguístico é a nação basca. Politicamente, as partes desta região do País Basco são as seguintes:

Principais cidades da comunidade autónoma do País Basco: Bilbau (a mais populosa), Donostia-San Sebastián, Vitoria-Gasteiz (a capital oficiosa da comunidade autónoma).

Principal aeroporto internacional: Aeroporto Internacional de Bilbau (IATA: BIO).

História dos bascos[editar | editar código-fonte]

Presume-se que o povo basco tenha ocupado a Península Ibérica por volta do ano 2000 a.C. e tenha resistido as constantes invasões sofridas pela região ao longo dos séculos. Apesar da dominação romana, os bascos mantiveram sua língua, costumes e tradições, num processo de constante resistência. A língua basca ou euskara não tem parentesco com as línguas indo-europeias, embora seja a língua mais antiga falada hoje na Europa, o vasconço somente constitui-se como língua escrita no século XVI e reforçou o sentimento de união do povo.

Entre os séculos XV e XVI, a região sul foi submetida ao Estado Espanhol, que havia sido iniciado com o casamento dos reis católicos Fernando e Isabel.

Há no território basco, entre outros, movimentos que desejam uma relação mais federalista com a Espanha e alguns que desejam a separação desta. Ainda que não se saiba a proporção desta parcela, todos os partidos legais, bem como a maioria da população da região condenam a ação do grupo terrorista ETA.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua região é principalmente montanhosa, conformada pelos Montes Bascos e a imponente Serra Cantábria no sul, com o Toloño como máxima altitude.

No País Basco podem distinguir-se quatro zonas climáticas: a vertente atlântica ao norte, uma zona de clima subatlântico (Vales Ocidentais de Álava e a Llanada Alavesa), uma zona de clima submediterrâneo e, ao extremo Sul, entrando na depressão do Ebro e Rioja Alavesa, onde se passa a um clima com verão claramente seco e caloroso do tipo continental.

Organização territorial[editar | editar código-fonte]

Paisagem do País Basco.

Territórios históricos[editar | editar código-fonte]

O País Basco compreende três províncias da Espanha, as quais recibem a denominação de territórios históricos:

Municípios[editar | editar código-fonte]

O País Basco divide-se em 253 municípios, 51 em Álava, 88 em Guipúscoa e 114 em Biscaia.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Municípios mais povoados
(2006)[3]
Posição Município População
Bilbau 354.145
Vitoria-Gasteiz 227.568
Donostia-San Sebastián 183.308
Baracaldo 95.640
Guecho 82.327
Irún 60.261
Portugalete 49.118
Santurce 47.320
Basauri 45.085
10ª Rentería 37.853

Graças a ser um dos focos iniciais da revolução industrial na Espanha, a população do País Basco teve um grande crescimento desde meados do século XIX até princípios dos anos 70, recebendo uma grande imigração de outras regiões espanholas. Entretanto, o fim do protecionismo, a crise industrial, a instabilidade política e o decréscimo da natalidade tem provocado um retrocesso demográfico e desde a Transição, a região está com crescimento.

Segundo o censo Instituto Nacional de Estatística da Espanha (o INE) de 2006, o País Basco conta com uns 4,01% de imigração, o que representa uma das porcentagens mais baixas da Espanha e constitui menos da metade da média nacional (9,27%).[4]

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar de sua extensão relativamente pequena, o País Basco concentra um grande volume de indústrias e é uma das regiões mais ricas da Espanha: 117,1% da média europeia do PIB per capita (dados Eustat, ano 2002). A meados dos anos 80, em plena crise económica, produziu-se a reconversão industrial e a reindustrialização, o qual produziu um importante recesso e, já recuperada desta situação desde muito tempo, é na atualidade uma das regiões mais desenvolvidas da Espanha e segundo um estudo do Instituto Basco de Estatística seguindo metodologia da ONU a região alcançaria em 2004 um dos Índices de Desenvolvimento Humano mais altos do mundo [1].

Línguas[editar | editar código-fonte]

No País Basco fala-se duas línguas: o castelhano e o euskera (basco), sendo esta última a língua originária da região. O euskera, ao contrário do resto das línguas ibéricas modernas, não procede do latim nem pertence a família indo-europeia. No ano de 2001, 49,6% da população era monolíngue em castelhano, 32,2% era bilíngue e 18,2% era bilíngue passivo (entendia euskera ainda que o falasse com dificuldade).[5] Estas porcentagens variam de um território histórico a outro, sendo Guipúscoa onde mais se fala euskera e Álava onde menos.

Política[editar | editar código-fonte]

A opção política maioritária desde a transição democrática é do "nacionalismo basco", em suas diversas variantes desde as mais moderadas até as mais radicais e com suas diferentes concepções para a configuração da atual Comunidade Autônoma (independente, autônoma, federalista). Tal opção disputa o mapa eleitoral com outras ideologias denominadas "não nacionalistas", de amplo respaldo no território histórico de Álava, tradicionalmente castelhano-falante.

Segurança[editar | editar código-fonte]

O País Basco dispõe de uma policia própria, a Ertzaintza. Atualmente tem cuidado de todas competências exceto na luta antiterrorista, no controle de aduanas, documentação, passaportes e visas. A Guarda Civil e a Policía Nacional contam com um número mínimo de efetivos e encarregam-se das aduanas e da tramitação de documentos oficiais. A presença da Policía Nacional no País Basco se reduz a 4 comissários, das quais duas encontram-se em Guipúscoa (Donostia-San Sebastián e Irún), uma em Biscaia (Bilbau) e outra em Álava (Vitoria-Gasteiz), enquanto que a Guarda Civil dispõe mais de duas dezenas de quartéis repartidos pela geografia basca.

Referências

  1. Oficialmente, Vitoria-Gasteiz não é a capital do País Basco, mas é a "sede das instituições comuns": Vitoria no será capital por ley, por ahora», El Correo, 11 de mayo de 2010.
  2. (em espanhol) Informe de la Real Academia de la Lengua Vasca sobre la denominación Euskal Herria, Real Academia da Língua Basca, 18 de julho de 2003.
  3. Fonte: INE, Instituto Nacional de Estatística da Espanha. (01-01-2005). Real Decreto 1358/2005, de 18 de noviembre
  4. Fonte: exploração estatística do censo segundo o Instituto Nacional de Estadística de España. Revisión del Padrón municipal 2006. Dados a nível nacional, comunidade autónoma e província.
  5. III Mapa Sociolingüístico (2001) del Gobierno Vasco.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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