Rio Drá
| Drá | |
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| O rio Drá | |
| Nascente | Alto Atlas |
| Área da bacia | 29 500 km² |
| Afluentes principais |
Dadés |
| País(es) | |
| País(es) da bacia hidrográfica |
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| Localização da foz do Rio Drá em Marrocos | |
| Coordenadas | |
O rio Drá (em árabe: درعَا drāʾ) é o rio mais longo da Argélia e Marrocos, com 1100 km de comprimento, definindo parte da fronteira entre os dois países. Formado pela confluência dos rios Dadès e Imini, corre do Alto Atlas na direção sudeste até Tagounit e, a partir dali, rumo ao oeste até desaguar no oceano Atlântico, na altura do cabo Drá, próximo a Tan-Tan. Na maior parte do ano, a porção do Drá a jusante de Tagounit é seca. Sua água é usada para irrigar palmeirais e pequenas áreas de horticultura.
Com 23 000 km², o vale do Drá possui uma população de 225 000 habitantes e corresponde à província marroquina de Zagora, criada em 1997 na região de Souss-Massa-Drá.
Na primeira metade do século XX parte do seu curso marcava a fronteira entre o protetorado francês de Marrocos e a zona meridional do protetorado espanhol. Hoje parte do seu curso superior define a fronteira Argélia-Marrocos.
O rio abre passagem entre os montes Saghro e Siroua, no maciço do Anti-Atlas, escavando o desfiladeiro de Jeneg Taghia. Após isso, banha a cidade de Agdz, onde começa o vale do Draa propriamente dito. Durante os 200 km seguintes converte-se numa espécie de série de oásis, cheio de palmeirais e hortas, contrastando fortemente com as secas e avermelhadas montanhas circundantes. O vale é dominado por alcáceres (ksur ou ksar - castelo, fortaleza) construídos em adobe. Destacam-se Zagora e Mhamid, a porta do deserto situada no final do vale. Também Tamenougalt, antiga capital dos amazigh (berberes), os primeiros povoadores de Marrocos. Entre 100000 e 200000 pessoas vivem hoje no vale, dedicadas fundamentalmente à agricultura.
O Drá é um curso de água singular: no século X era o mais longo rio de Marrocos, percorrendo um caminho do Alto Atlas para sul pelo que hoje é a fronteira entre Argélia e Marrocos em cerca de 390 km, para depois infletir para oeste, durante centenas de quilómetros, e desaguar no Atlântico. Porém, em mil anos as condições climáticas alteram-se fortemente, de modo que hoje as suas águas infiltram-se nas areias do deserto depois de Mhamid e seguem o curso de forma subterrânea, dirigindo.-se em mais de 600 quilómetros até ao oceano, com a foz perto de Tan-Tan. Hoje em dia, só em anos de chuva excecional é que o Drá regressa ao seu antigo leito.
No vale são cultivadas predominantemente palmeiras, produtoras de tâmaras, mas também cereais, legumes, henna e diversas espécies de árvores de fruto como tamarindos, além de loureiros e acácias.