Al Hoceima

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Marrocos Al Hoceïma
الحسيمة, Al-Husayma, El Hoceima ; ⴻⵍ ⵃⵓⵙⵉⵎⴰ
Alhoceima, Alhucemas, Villa Sanjurjo
 
—  Comuna  —
Vista de Al Hoceïma
Vista de Al Hoceïma
Bandeira de Al Hoceïma
Bandeira
apelido/alcunha(s) Biya
Al Hoceïma está localizado em: Marrocos
Al Hoceïma
Localização de Al Hoceïma em Marrocos
35° 15' N 3° 56' O
Região Taza-Al Hoceïma-Taounate
Província Al Hoceïma
Fundação década de 1920
Administração
 - Prefeito Fatima Saadi (2009, PAM)
População (2004)[1] [2]
 - Total 55 357
 - Estimativa (2010) 58 855
Vista de Al Hoceïma
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Al Hoceïma ou El Hoceïma (em espanhol: Alhucemas ou Villa Sanjurjo; em árabe: الحسيمة; transl.: Al-Husayma; em tifinagh: ⴻⵍ ⵃⵓⵙⵉⵎⴰ), também apelidada de Biya, é uma cidade e comuna da costa mediterrânica do norte de Marrocos, capital da província homónima, que faz parte da região de Taza-Al Hoceïma-Taounate. Em 2004 tinha 55 357 habitantes[1] e estimava-se que 2010 tivesse 58 855.[2]

A cidade encontra-se na parte oriental da baía do mesmo nome, junto à penha de Al Hoceïma, e é por vezes apontada como a capital histórica do Rife.

A língua mais falada pelos habitantes é o rifenho (ou tarifit), a língua dos berberes rifenhos. O espanhol também ainda é usado, principalmente pelas gerações que viveram sob o domínio do protetorado espanhol, mas o francês tem vindo a ganhar cada vez mais falantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Al Hoceïma deriva do termo árabe al khozama (alfazema), uma planta muito comum no Rife central. Os espanhóis começaram por chamá-la Villa Sanjurjo, depois Alhucemas e novamente Villa Sanjurjo. Antes da chegada dos espanhóis o nome do lugar era Taghzout ou Tijdit. A dois ou três quilómetros em linha reta da cidade encontra-se o sítio arqueológico da cidade medieval de Almazamma.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade atual teve origem no povoado criado pelos espanhóis depois do desembarque que ali teve lugar a 8 de setembro de 1925, durante a Guerra do Rife, que começou por se chamar Villa Sanjurjo, em homenagem ao general José Sanjurjo, um dos protagonista do desembarque.

Durante a Segunda República Espanhola (1931-1939), a vila passou a chamar-se Villa Alhucemas, mas o regime franquista repôs o nome de Villa Sanjurjo, que se manteve durante o resto do protetorado espanhol, que durou até 1956, quando se deu a independência de Marrocos. A partir daí passou a chamar-se Al Hoceïma.

A cidade ainda tem numerosos edifícios, na maioria casas, construídos durante a época do general Sanjurjo. Um desses edifícios é o Colegio Español Melchor de Jovellanos, gerido pelo Estado espanhol, cuja arquitetura é similar a edifícios do sul de Espanha e que foi originalmente um quartel.

Nas últimas décadas, a cidade foi fortemente abalada por dois terramotos, o primeiro em 1994 e o segundo a 24 de fevereiro de 2004. Ambos causaram estragos graves semelhantes. O sismo de 2004 teve 6.3 graus de magnitude na escala de Richter e, segundo um comunicado oficial de 4 de março de 2004, saldou-se em 629 mortos, 926 feridos e 15 230 desalojados.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo é uma atividade económica importante, pois Al Hoceïma é uma estância de veraneio célebre pelas sua praias e pelas mansões de luxo. É frequentada sobretudo por turistas do norte da Europa, mas também por emigrantes marroquinos no estrangeiro que passam o verão no seu país natal. que procuram as suas belas praias, em especial a Playa Quemado, mas também a de Talayusef, Sfiha e outras.

A paisagem da região é outro dos atrativos — a cidade está encravada entre as montanhas do Rife, onde se situa a a reserva natural de Tafensa, e as águas calmas cor de turquesa do Mediterrâneo das costas alcantiladas e das praias de areia. A oeste da cidade encontra-se o Parque Nacional de Al Hoceïma, que se estende sobre uam área costeira de grande valor natural, nomeadamente pelas populações de águia-pescadora e falcão-peregrino.

A região conta com importantes estruturas hoteleiras, como uma unidade do Club Med, os complexos Chafarinas e Cala-Iris ou o hotel Mohammed V. No verão de 2008 o turismo cresceu mais de 30% em relação ao ano anterior.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Além das estradas que servem a cidade, no verão Al Hoceïma tem ligações de ferry boat com Málaga, na costa espanhola, tendo as viagens a duração de 8 a 9 horas. Existe também um pequeno aeroporto internacional, mas é pouco movimentado, apesar de ter voos para algumas grandes cidades marroquinas e um ou outro para cidades europeias.

Referências

  1. a b Recensement général de la population et de l'habitat 2004 (em francês) www.hcp.ma. Royaume du Maroc - Haut-Comissariat au Plan. Página visitada em 14 de janeiro de 2012.
  2. a b Maroc: Les villes les plus grandes avec des statistiques de la population (em francês) gazetteer.de. World Gazeteer. Página visitada em 14 de janeiro de 2012.