Festival Eurovisão da Canção

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Festival Eurovisão da Canção
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Criação 1956
Edições 59
Vencedor Actual Conchita Wurst, vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2014. (Áustria no Festival Eurovisão da Canção Áustria )
Sistema de votação
A votação é efectuada através de 50% Júris e 50% de Televoto/SMS (2009)
Número de participantes 37 (2014)
Realização (edições) 1956 - 2014 (presente)
Festival Eurovisão da Canção
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A decorrer desde 1956, o Festival Eurovisão da Canção (em inglês: Eurovision Song Contest e em francês: Concours Eurovision de la Chanson) é um concurso anual de canções transmitido pela televisão com participantes de diversos países cuja televisão nacional transmissora é membro do European Broadcasting Union. O concurso é transmitido na televisão e também na rádio por toda a Europa. Recentemente, a transmissão do mesmo foi também alargada a outros países não europeus por meio dos canais internacionais de seus membros e também pode ser acompanhada na Internet.

O nome do concurso deriva da palavra Eurovision que é a primeira palavra da cadeia de televisões europeia: a European Broadcasting Union (EBU) (União Europeia de Radiodifusão em português). Esta união pode conseguir uma audiência de aproximadamente 1/6 da população mundial. Qualquer membro da EBU pode participar no concurso, mesmo que não seja um país europeu. Isto inclui países africanos e asiáticos tais como Israel e Marrocos, que já participaram do concurso. O Líbano tentou participar em 2005, mas pelas leis locais teria que cortar a transmissão da participação israelense.

História[editar | editar código-fonte]

Baseado no festival de música de São Remo, o primeiro festival eurovisivo saiu da mente da EBU. O primeiro festival teve lugar no dia 24 de Maio de 1956, onde sete dos dez membros originais da entidade concorreram (três países foram desqualificados por terem entrado tardiamente). Assim, os primeiros países foram a França, a então Alemanha Ocidental, a Itália, a Holanda, o Luxemburgo, a Bélgica e a Suíça. No ano a seguir, juntaram-se a estes o Reino Unido, a Áustria e a Dinamarca e em 1959 Mónaco. Muitos outros países se foram juntando ao passar dos anos, como por exemplo, Portugal em 1964, a Irlanda em 1965, Israel em 1973, a Islândia em 1986. No entanto, o culminar da Guerra Fria no início da década de 90, obrigou a expansão do concurso para o leste, com muitos países competindo pela primeira vez no período de 1993 a 2008. As últimas adições no concurso foram San Marino e o Azerbaijão em 2008.

Sistema de classificação (1993-2014)[editar | editar código-fonte]

No período de preparação para o concurso de 1993, a União Europeia de Radiodifusão finalmente começou a lidar com a explosão no número de potenciais países participantes, causados ​​pela dissolução no bloco de Leste, e também pela desintegração da Jugoslávia, que tinha sido tradicionalmente o único país comunista que tinha participado no concurso. Pela primeira vez, então, uma fase de pré-qualificação foi introduzida, mas apenas para os nunca participaram da competição em todos, ou no caso das ex-repúblicas da Jugoslávia, que ainda não tinham competido como nações soberanas. Este foi, no entanto, apenas uma medida 'tapa buraco' já que claramente não seria uma solução sustentável para os próximos anos, porque não seria visto como uma oportunidade equitativa. Mas, no entretanto, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, Roménia e Estónia foram separadas para se enfrentar em uma competição especial chamada Kvalifikacija za Millstreet em Ljubliana em 3 de abril na qual apenas três vagas estavam disponíveis. Depois de uma votação extremamente apertada, Croácia, Bósnia e Herzegovina e Eslovênia se classificaram. Neste ano pela primeira vez os seis últimos colocados perderiam a sua vaga no ano seguinte, para dar lugar aqueles países que não se classificaram em Ljubliana.

No ano seguinte, novamente na Irlanda. Sete países: Hungria,Eslováquia,Roménia e Estónia tiveram sua primeira participação e foram abertas 3 vagas remanescentes, devido a situação especial de Luxemburgo que havia ficado na "zona de descida" para este ano e que desistiu e a retirada voluntária da Itália, deixando 3 vagas em aberto que foram preenchidas por Rússia, Polónia e Lituânia.

Para o concurso de 1996 na Noruega, a União Europeia de Radiodifusão continuou a experimentar nos seus esforços para encontrar um método amplamente aceitável de reduzir gradualmente o elevado número de potenciais países participantes para um número prático. Neste ano, voltaram para a fase de pré-qualificação que tinha sido usado ​​para o concurso de 1993, mas desta vez com apenas um país isento do processo - a anfitriã Noruega. A pré-qualificação deste ano foi uma exceção, já que não foi transmitida em qualquer forma, e nem implicou em qualquer apresentação ao vivo das entradas. Em vez disso, o conjunto tradicional de júris nacionais simplesmente ouviu as gravações em estúdio de cada música, através de CDs e atribuíram os pontos normalmente. Algum tempo depois foram revelados somente aqueles países que haviam se classificaram. Posteriormente, vazaram as pontuações respectivas e as posições, mas a forma como os júris votaram não.

Mais uma vez, se tornou evidente que este sistema não era sustentável. Esse processo fez com que os países participantes fizessem suas seleções nacionais em aberto, já que sabia que existia a possibilidade de que o público internacional não tivesse conhecimento de sua entrada. Não havia a previsão de que um dos principais colaboradores financeiros do evento, a Alemanha seria prejudicada e eliminada.Por causa desse critério este foi o único ano que o país ficou ausente do Concurso.

Depois da controvérsia sobre a pré-seleção em 1996, de 1997 a 2001, se usou um novo sistema de classificação, aqueles países que tiveram a menor média de pontuação no período de 1992 a 1996 estariam eliminados, e posteriormente aqueles países que tiveram as menores médias em suas últimas cinco participações (a ressalva de que cada país tão excluído por um ano, automaticamente, estava automaticamente classificado para o ano seguinte). Assim, haveria um revezamento e o número de países participantes variava de 23 a 25.

Para a Eurovisão de 1999, em Israel, a EBU decidiu que os quatro maiores maiores contribuintes financeiros da EBU - Alemanha, Espanha, França e Reino Unido - teriam classificação automática para as edições posteriores. Doze anos mais tarde a Itália em seu retorno seria incluída no grupo.

Nas edições de 2002 e 2003, houve a última mudança no sistema de classificação relacionada a eliminação de participantes. O sistema era simples: Estavam classificados para a próxima edição os 17 primeiros do ano anterior, o "big four", mais aqueles que não participaram da edição anterior.


Em 2004, a EBU decidiu fazer do Festival Eurovisão da Canção um evento de dois dias, limpando todas as regras existentes anteriormente relativas à não participação de um país por um ano por causa dos maus resultados. Assim, todos os anos se organizava uma final (com o Big four já automaticamente classificado) mais os dez primeiros colocados do ano anterior. Os restantes teriam que participar da semifinal e tentar a sua sorte, já que somente haveria dez lugares disponíveis na final do concurso e esta fórmula durou por quatro anos.

Após vários problemas relacionados a votação em blocos geográficos no Festival de 2007, em Helsinque. A EBU decidiu novamente alterar o formato do Festival para evitar estes problemas. E assim desde 2008 os participantes estão divididos em duas semifinais de até 20 participantes cada. Os dez primeiros colocados de cada semifinal se classificam para a grande final, enquanto o país organizador e o "big five" estão classificados automaticamente e são divididos para votar em cada semifinal.

Seleções Nacionais[editar | editar código-fonte]

Para a edição do festival de 2002, a televisão Espanhola (TVE) criou um reality show chamado «Operación Triunfo» que mostrava a formação e selecção de cantores desconhecidos. O formato televisivo foi um enorme sucesso em Espanha e no concurso. A partir daí, o formato foi-se espalhando pelos vários países europeus (Irlanda, Reino Unido, Portugal, França, Itália, Albânia,…). O auge do formato foi 2005, quando vários países seguiram o formato.

Regras[editar | editar código-fonte]

Marija Šerifović, a cantora sérvia que ganhou a edição de 2007.

Número de canções[editar | editar código-fonte]

No primeiro festival (1956) cada país era autorizado a levar duas canções de três minutos e meio cada, cantada por um habitante do próprio país em questão. Mas logo no ano seguinte (1957), a EBU restringiu o número de canções para uma por país. O número de países continuou a crescer e a partir de 1980 as canções só podiam ter, no máximo, três minutos, para haver tempo suficiente de transmitir o festival inteiro.

Cantores[editar | editar código-fonte]

As regras actuais dizem que só podem estar 6 pessoas em palco por cada actuação realizada e que essas pessoas devem ter mais de 16 anos. No entanto, já não existe nenhuma regra sobre a nacionalidade daqueles que representam o país, tendo por isso aparecido casos como o de Céline Dion, que sendo canadense, representou a Suíça no festival. Se algum país concorrente não transmitir o festival em qualquer ano, será imediatamente desqualificado nesse ano e não poderá concorrer no ano seguinte.

Línguas[editar | editar código-fonte]

Vendo que o inglês começou a dominar o Festival, particularmente com a vitória sueca de 1974 (ABBA cantando "Waterloo"), foi imposta uma regra que afirmava que cada país teria que cantar numa das suas línguas oficiais.

A regra foi novamente posta de lado em 1999, quando a Suécia repetiu a proeza de ganhar o festival novamente com uma música em inglês: Take me to your heaven.

Atualmente, a maior parte dos países opta pela língua inglesa com meta de conquistar maiores audiências e votos por parte de todos os europeus. Mesmo assim, ainda existem países que continuam a usar as suas línguas locais e normalmente cantam na sua própria língua (Portugal, Espanha, França, Israel, Sérvia, Andorra, entre outros).

Existem ainda alguns casos de línguas inventadas (Bélgica, 2003, e Países Baixos, 2006), e de opções de músicas com várias línguas. Portugal optou por esse mecanismo na final em 2003, 2005, 2006 e 2007.

Big Four / Five[editar | editar código-fonte]

Desde 2000, o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Espanha qualificam-se automaticamente para a final do Festival Eurovisão, independentemente da posição no festival do ano anterior.[1] Estes quatro países ganharam este estatuto especial por serem os quatro maiores contribuidores financeiros para a EBU / UER (sem a qual a produção do Festival Eurovisão da Canção não seria possível). Devido ao seu estatuto intocável, estes países tornaram-se conhecidas como "Big Four".[2] A 31 de Dezembro de 2010 foi anunciado na lista oficial de participação pela EBU / UER que a Itália iria qualificar-se automaticamente para a final, juntando-se aos outros quatro qualificados automáticos, passando o grupo a ser conhecido como "Big Five".[3] Com a vitória de Lena Meyer-Landrut no festival de 2010, a Alemanha foi o primeiro país dos "Big Four" a vencer o concurso desde a introdução da regra no ano de 2000.

Países participantes[editar | editar código-fonte]

Cada país participante tem de ter obrigatoriamente uma estação televisiva que esteja integrada na União Europeia de Radiodifusão (UER) para que o possa representar no certame. Por exemplo, a de Portugal é a RTP. Apesar de poder haver mais que uma cadeia televisiva de um país na UER, não é norma a participação das televisões privadas no concurso. Há duas execeções: Mônaco que está representado por uma televisão privada e o Azerbaijão que está representado por uma emissora independente.

Caso haja vontade de um país participar na edição seguinte do concurso à qual não participou, essa edição anterior teria obrigatoriamente de ser transmitida ao vivo para todo o país.

Podem participar todos os países que estão dentro da Área de Radiodifusão Europeia ou então no Conselho da Europa.

Desde 1956, pelo menos 49 países já participaram pelo menos uma vez:

Países participantes desde 1956:
  Participaram pelo menos uma vez
  Nunca participaram, mas estão autorizados
  Quiseram participar, mas se retiraram antes da final
Gráfico de linhas mostrando o número de participantes ao longo dos tempos.
Ano Primeira participação de cada país
1956 Bélgica no Festival Eurovisão da Canção Bélgica , França no Festival Eurovisão da Canção França , Alemanha no Festival Eurovisão da Canção Alemanha a, Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção Luxemburgo , Holanda no Festival Eurovisão da Canção Holanda , Itália no Festival Eurovisão da Canção Itália , Suíça no Festival Eurovisão da Canção Suíça
1957 Áustria no Festival Eurovisão da Canção Áustria , Dinamarca no Festival Eurovisão da Canção Dinamarca , Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção Reino Unido
1958 Suécia no Festival Eurovisão da Canção Suécia
1959 Mónaco no Festival Eurovisão da Canção Mónaco
1960 Noruega no Festival Eurovisão da Canção Noruega
1961 Finlândia no Festival Eurovisão da Canção Finlândia , Espanha no Festival Eurovisão da Canção Espanha, Jugoslávia no Festival Eurovisão da Canção Jugosláviab
1964 Portugal no Festival Eurovisão da Canção Portugal
1965 Irlanda no Festival Eurovisão da Canção Irlanda
1971 Malta no Festival Eurovisão da Canção Malta
1973 Israel no Festival Eurovisão da Canção Israel
1974 Grécia no Festival Eurovisão da Canção Grécia
1975 Turquia no Festival Eurovisão da Canção Turquia
1980 Marrocos no Festival Eurovisão da Canção Marrocos
1981 Chipre no Festival Eurovisão da Canção Chipre
1986 Islândia no Festival Eurovisão da Canção Islândia
1993 Bósnia e Herzegovina no Festival Eurovisão da Canção Bósnia e Herzegovina , Croácia no Festival Eurovisão da Canção Croácia , Eslovénia no Festival Eurovisão da Canção Eslovénia
1994 Estónia no Festival Eurovisão da Canção Estónia , Hungria no Festival Eurovisão da Canção Hungria , Lituânia no Festival Eurovisão da Canção Lituânia , Polónia no Festival Eurovisão da Canção Polónia , Roménia no Festival Eurovisão da Canção Roménia , Rússia no Festival Eurovisão da Canção Rússia , Eslováquia no Festival Eurovisão da Canção Eslováquia
1998 Macedónia no Festival Eurovisão da Canção Macedónia
2000 Letónia no Festival Eurovisão da Canção Letónia
2003 Ucrânia no Festival Eurovisão da Canção Ucrânia
2004 Albânia no Festival Eurovisão da Canção Albânia , Andorra no Festival Eurovisão da Canção Andorra , Bielorrússia  no Festival Eurovisão da Canção Bielorrússia , Sérvia e Montenegro no Festival Eurovisão da Canção Sérvia e Montenegro
2005 Bulgária no Festival Eurovisão da Canção Bulgária , Moldávia no Festival Eurovisão da Canção Moldávia
2006 Arménia no Festival Eurovisão da Canção Arménia
2007 República Checa no Festival Eurovisão da Canção República Checa, Geórgia no Festival Eurovisão da Canção Geórgia , Montenegro no Festival Eurovisão da Canção Montenegro, Sérvia no Festival Eurovisão da Canção Sérvia
2008 Azerbaijão no Festival Eurovisão da Canção Azerbaijão , São Marino no Festival Eurovisão da Canção São Marino
a) Ocasionalmente apresentou-se como Alemanha Ocidental antes da Reunificação da Alemanha em 1990.
b) As entradas apresentadas como Jugoslávia representaram a República Socialista Federal da Jugoslávia, excepto em 1992, quando representou a República Federal da Jugoslávia.

Vencedores[editar | editar código-fonte]

Canções com 0 pontos (desde 1978)[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rules of the 44th Eurovision Song Contest, 1999 (PDF) União Europeia de Radiodifusão (1998-10-13). Página visitada em 2006-07-18.
  2. Reference Group União Europeia de Radiodifusão. Página visitada em 2010-12-05.
  3. Bakker, Sietse (2010-12-31). 43 nations on 2011 participants list Eurovision.tv. Página visitada em 31 December 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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