Votação do Festival Eurovisão da Canção

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Ao longo dos anos, houve muitos e variados sistemas de votação no Festival Eurovisão da Canção.

Actualmente, o vencedor do Festival é escolhido por um sistema de votação posicional. Cada país classifica as canções e dá doze pontos à sua preferida; dez à sua segunda preferida; e oito a um pontos às suas terceira e décima canções preferidas. É proibido votarem em si próprios.

O método actual de classificação é através de televoto pelo público. Foi anunciado na página de Internet oficial do Festival que devido às queixas sobre a parcialidade do televoto, em 2009 os votos serão divididos 50%-50% entre o público e um júri internacional [2] . No passado, um pequeno júri demograficamente balançado foi usado para classificar as canções. Júris ainda são usados quando o televoto não funciona ou não é prático - por exemplo, em 2003, o sistema operativo da Eircom parou de trabalhar normalmente. A emissora Irlandesa, RTÉ, não recebeu os votos a tempo e usou em vez disso um júri, algo extremamente criticado pela Rússia.

O Festival de 1956 não teve votação regional. A BBC teve a ideia de contactar júris regionais por telefone na sua competição para escolher a canção para apresentar no Festival desse ano. Mais tarde, a EBU adoptou a ideia de contactar os júris internacionais por telefone, e foi usado até 1993. Em 1994, o Festival começou a ligar-se aos júris por satélite.

Os apresentadores conectam-se por satélite a cada país, e pedem aos porta-vozes para lerem os votos em Francês ou em Inglês. Os apresentadores depois repetem os votos na língua alternativa. Devido às limitações de tempo em 2004 e 2005, a votação foi apenas traduzida de uma língua para outra, em vez de se repetirem os votos ditos. Para se poupar tempo na votação devido ao aumento do número de participantes, desde 2006 até ao presente que os pontos um a sete de cada país são adicionados automaticamente à tabela de pontos, e apenas os pontos de oito a doze são ditos.

Desempates[editar | editar código-fonte]

No evento de um empate pelo primeiro lugar depois de todos os pontos terem sido anunciados, há um procedimento de desempate. Viu-se que era necessário um método de desempate depois do Festival de 1969, onde a França, os Países Baixos, a Espanha e o Reino Unido empataram pelo primeiro lugar. Visto que não havia nenhum método de desempate pré-decidido, todos os quatro concorrentes foram declarados vencedores. Como protesto, a Áustria, Finlândia, Suécia, Noruega e Portugal decidiram não participar no ano seguinte.

Actualmente, as regras de desempate dizem que se deve contar quantos países deram pontos a cada país empatado. Se ainda assim houver um empate, o segundo desempate involve contar o número de países que deram doze pontos a cada país empatado. Os desempates continuam com dez pontos, oito pontos, etc. até o empate estar resolvido. Empates para outros lugares são apenas resolvidos oficialmente se for importante para a qualificação.

Em 1991, o método de desempate foi posto em acção quando a Suécia e a França ambas conseguiram 146 pontos depois da votação. Naquela altura, o desempate era ligeiramente diferente, e a primeira regra (o país votado por mais países ganha) ainda não estava em uso. Ambas a Suécia e a França tinham recebido o máximo de doze pontos quatro vezes. Apenas depois do número de dez pontos ter sido contado é que a Suécia, representada por Carola com a canção "Fångad av en stormvind" (Capturada por uma tempestade de amor), pôde receber o seu prémio. Deste modo, a canção Francesa, "C'est le dernier qui a parlé qui a raison" ("É quem fala por último que tem razão") cantada por Amina, ficou em segundo com a margem mais pequena de sempre.

Null points[editar | editar código-fonte]

Visto que cada país participante dá uma série de votos, é raro que uma canção não receba pontos nenhuns. Sob as regras modernas isto que dizer que a canção não conseguiu ser parte das dez mais populares em nenhum país. Quando acontece, é conhecido com nul points (pontos nulos), o que vem da prática de ler os resultados em Francês e Inglês durante a emissão. Deve-se notar, contudo, que a frase nul points (nem qualquer outra que se refira a países que não receberam pontos nenhuns) nunca é realmente lida durante a apresentação do Festival.

Canções que receberam nul points, desde a introdução do sistema actual em 1975 são as seguintes:

Desde a criação de uma semifinal, em 2004, e duas semifinais, em 2008, mais de trinta países votam em cada noite, até os países eliminados ou já qualificados. Assim, null points são raros: significa ser menos do que décimo em todos os países. Contudo, na semifinal de 2004, onde 32 país votaram, "Celebrate" por Piero & The Musicstars, da Suíça recebeu null points. Já na 1ª semifinal de 2009, a República Checa não somou qualquer ponto, tornando-se no 2º país a receber null points desde a introdução de 1 ou 2 semifinais.

Padrões de votação políticos e regionais[editar | editar código-fonte]

Votação regional em bloco[editar | editar código-fonte]

Votação em bloco na Eurovisão de 2001 a 2005 de acordo com Derek Gatherer (2006)[1]
  "O Eixo Pirinéuco"
  "O Benelux Parcial"
  "O Império Viking"
  "O Pacto da Varsóvia"
  "O Bloco Balcã"

Há provas académicas de que a votação regional em bloco existe.[1]

Os três blocos de votação mais notáveis são:

No Festival de 2008, os 9 participantes da antiga URSS deram-se a si próprios um máximo de 402 pontos em teoria. Na realidade, 307 desses pontos foram dados dentro do bloco, mas apenas 95 pontos foram dados a 16 outros países.

No Festival de 2008, os 6 participantes da antiga Jugoslávia deram-se a si próprios um máximo de 156 pontos em teoria. Na realidade, 130 desses pontos foram dados dentro do bloco, mas apenas 26 pontos foram dados a 19 outros países.

Pares de países que normalmente dão pontos altos uns aos outros são:

Votação de diáspora[editar | editar código-fonte]

Também se diz que existe "votação de diáspora" onde imigrantes votam nos seus países de origem. Os seguintes podem ser exemplos de votação de diáspora:

A Alemanha e os Países Baixos deram cada uma pelo menos 10 pontos à Turquia nos seis Festivais recentes de 2003 a 2008.

Sistemas de votação sem sucesso[editar | editar código-fonte]

Um dos exemplos mais notáveis de um sistema de votação falhado foi aquele usado no Festival de 1969. Este sistema tinha sido usado entre 1957 e 1961, e mais tarde em 1967 e 1968. Dez júris em cada país escolhidos davam um único voto à sua canção preferida. Quatro países empataram pelo primeiro lugar (Reino Unido, Países Baixos, França e Espanha), e não havia nenhum método de desempate.

Entre 1962 e 1966, um sistema de votação mais parecido com o actual foi usado. Em 1962 cada país dava às sus três canções preferidas um, dois e três pontos, em 1963 as suas cinco preferidas tinham um, dois, três, quatro e cinco pontos, e de 1964 até 1966, cada país dava às suas três canções preferida um, três e cinco pontos. Com este último sistema, havia uma regra adicional onde cada país podia escolher não dar pontos a três países, mas dar pontos a dos países (dando a um três pontos e ao outro seis) como em 1965, onde a Bélica deu seis pontos ao Reino Unido e três à Itália.

Os Festivais de 1971, 1972, e 1973 viram os júris 'em visão' pela primeira vez. Cada país tinha dois juízes - um mais velho do que 25 e outro mais novo, com pelo menos dez anos de diferença nas suas idades. Cada juiz dava um mínimo de um ponto e um máximo de cinco pontos a cada canção. Em 1974, o antigo sistema de dez juízes foi usado, e no ano seguinte, o actual sistema foi introduzido. Porta-vozes foram depois vistos no ecrã em 1994 ligados por satélite.

Referências

  1. a b "[1]".