Escudo

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Exemplo de escudo de bronze.
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Guerreiros do Reino Zulu com seus escudos, em 1847.

O escudo é uma arma defensiva[1] que consiste, essencialmente, numa chapa de metal, madeira ou couro, usado para se proteger de golpes inimigos. A sua origem é difícil de datar. Presume-se que o homem primitivo começou a usar esta arma quando iniciou as lutas de posse de território, logo após o sedentarismo.

Um policial usando um escudo.

Atualmente é utilizado pela polícia[2] , embora de materiais sintéticos, à prova de bala. O principal material usado atualmente é o policarbonato, um material leve e com alta resistência a impacto. No Brasil, a polícia que possui escudo é chamada de tropa de choque especializada em controlar grandes multidões. Em Portugal a função de controlo policial de multidões compete ao Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública, popularmente conhecida como polícia de intervenção. Durante o período da ditadura do Estado Novo, esta força policial era conhecida como polícia de choque. O termo tropa não é utilizado em Portugal e de facto não seria adequado, dado que a PSP é um corpo de polícia civil. A Guarda Nacional Republicana, corpo de polícia militarizada português, possui uma Unidade de Intervenção, que não é utilizada neste tipo de funções.

Uso do escudo pelos nativos do Novo Mundo[editar | editar código-fonte]

Os nativos das Américas faziam escudo com o couro da anta curtido no sol. Ele resistia a flechadas e a balas de arcabus[3] ,[4] ,[5] . Seus escudos eram geralmente feitos de palha, taquara, madeira ou couro. Os Tukano, da Amazônia, faziam escudos trançados, com cerca de 60 centímetros de diâmetro[3]

Em sua volta do Novo Mundo à França, o missionário, pastor e escritor francês Jean de Léry (1534-1611) e sua tripulação perderam-se no mar e depois de consumirem os alimentos que estavam a bordo, foram obrigados a tostar os escudos de couro e comê-los[6] . Algumas tribos da Amazônia confeccionavam seus escudos com taquaras partidas longitudinalmente e atadas umas às outras[4] .

Os escudos dos Asteca do México eram redondos e feitos de madeira ou bambu adornados de plumas e metais preciosos[7] .


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Infopédia. escudo. Visitado em 04/08/2013.
  2. abordagempolicial.com (03/06/2013). Manifestantes tomam escudos de policiais acuados. Visitado em 04/08/2013.
  3. a b CAVALCANTE, Messias S. Comidas os Nativos do Novo Mundo’’’. Barueri, SP. Sá Editora. 2014, 403p.ISBN 9788582020364
  4. a b ACUÑA, Cristóbal de (1597-1675). Novo descobrimento do rio Amazonas. Consejeria de Educación de La Embajada de España em Brasil. Uruguay, Oltaver S. A. Buenos Librosactivos. 1994, 211 p.
  5. ANCHIETA, Padre José de (1534-1597) (2004). Carta Ânua da Província do Brasil, de 1583, do Provincial José de Anchieta ao Geral P. Cláudio Acquaviva. Bahia, Salvador, 1º de janeiro de 1584. P. 112-129. In: Minhas Cartas por José de Anchieta. 158 p. São Paulo, Associação Comercial de São Paulo. Os textos das cartas de Anchieta e as notas de rodapé foram extraídas do livro “Cartas, correspondência ativa e passiva” do padre Hélio Abranches Viotti, S. J., Edições Loyola, SP, 1984
  6. LÉRY, Jean de (1534-1611). Viagem à terra do Brasil. Belo Horizonte, Edit. Itatiaia; São Paulo, Edit. da Universidade de São Paulo. 1980, 303 p.
  7. SOUSTELLE, Jacques (1912-1990). La vida cotidiana de los aztecas em vésperas de la conquista. Octava reimpresión. ISBN 968-16-0636-1. Mexico, Fondo de Cultura Economica. 1991, 283 p.
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