História militar

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A História militar é a parte da História que estuda todas as atividades militares, isto é, aquelas que dizem respeito a organizações ou grupos armados. Não se limita ao estudo de batalhas e guerras mas se interessa também pela evolução dos materiais, do armamento, da tática e da estratégia. Apesar da tendência de se crer em lendas, o trabalho do historiador que se dedica ao assunto pode e deve desconsiderar as informações sem comprovação histórico-científica.

Como a História Geral, a História Militar procura revelar a verdade e submeter suas fontes à crítica científica.

Períodos da história militar[editar | editar código-fonte]

Com o passar do tempo, a tecnologia humana e as nações evoluiram, e consequentemente as armas e as táticas militares também.

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Os povos eram tribais e as guerras usavam armas de caça como arco e flecha, e lança.

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

O homem já manipulava o metal, e nessa época começaram a aparecer armas forjadas como espadas, e armaduras.

Idade medieval[editar | editar código-fonte]

Após a descoberta da pólvora[editar | editar código-fonte]

Com a descoberta da pólvora, apareceram o canhão e o mosquete.

Após a Revolução Industrial[editar | editar código-fonte]

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Atualmente as armas usadas em guerras são fuzil, Bomba; e além do combate terrestre e naval, aparece o combate aéreo. Surgiram também as máquinas de guerra como míssil, tanque de guerra e submarino (alguns deles de propulsão nuclear).

Animais na guerra[editar | editar código-fonte]

Cavalo de guerra[editar | editar código-fonte]

Até aos finais do século XIX, nos vários exércitos, existiam várias especialidades dentro da cavalaria, conforme a função, o tipo de equipamento e o tipo de cavalo utilizados:

No final do século XIX, as unidades de cavalaria transformaram-se praticamente todas em caçadores a cavalo, mas em alguns exércitos mantiveram a designação das antigas especialidades, como título honorífico. No período entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, as unidades de cavalaria começaram a substituir o uso de cavalos por veículos blindados.

Os cavaleiros, nos exércitos da Antiguidade e da Idade Média, eram protetores do domínio senhorial, treinavam muito e tinham vários privilégios.

Elefante de guerra[editar | editar código-fonte]

Elefante de guerra do Império Khmer, baixo-relevo em Angkor, final do século XII ou início do século XIII.

Os elefantes de guerra foram armas usadas na Antiguidade. Capturados na natureza, apenas os machos iam para a guerra, por serem mais fortes e rápidos, e porque a relação amigável com fêmeas é impossível fora da época de acasalamento. Os elefantes usados eram da espécie indiana (Elephas maximus) e de uma subespécie extinta (Loxodonta africana pharaoensis) do elefante-africano.

Os animais eram treinados a não temerem estrondos muito poderosos, tinhas as presas afiadas e levavam um punhal na tromba. Levavam, ainda, argolas de bronze nas patas para evitar que seus tendões fossem cortados. Foram muito usados pelos exércitos indianos, cartagineses e persas.

Armamento[editar | editar código-fonte]

Arco[editar | editar código-fonte]

Rama quebrando o arco de Shiva

O arco feito completamente de madeira é usado desde o mesolítico para a caça e para a guerra, por núbios (tribos nativas africanas), tribos nativos americanas como os cherokees, bari (tribos africanas como os Bassa), europeus, entre outros. Como arma de caça, é simples, confiável e capaz de abater um animal tão grande como o elefante africano. Como uma arma de guerra, o arco contribuiu enormemente em diversas culturas. Os núbios eram famosos pela sua destreza com seus arcos, sendo conhecidos por sua habilidade de acertar no olho do seu inimigo durante suas batalhas. No Japão antigo, os arcos característicos seriam os fabricados de bambu e de madeira, conhecidos como youmi, sendo decisivos para a guerra a cavalo entre samurais. Na idade média europeia, os arqueiros ingleses eram célebres por sua destreza no uso do arco longo para a guerra, utilizando-os com grande eficácia na guerra dos cem anos (especialmente em batalhas como Crecy, Azincourt e Poitiers). As armas de fogo deixaram o arco obsoleto perante a guerra, proporcionando a seus usuários um maior alcance, potência e a inestimável qualidade de atravessar armaduras dos cavaleiros medievais. Apesar disso, os arcos feitos de madeira ou compostos de fibra de vidro seguem sendo usados por arqueiros tradicionais e em algumas associações para o esporte e a caça.

Armadura[editar | editar código-fonte]


Uma armadura é uma vestimenta utilizada para proteção pessoal, originalmente de metal, usada por soldados, guerreiros e cavaleiros como uma forma de proteção às armas brancas durante uma batalha.

Besta[editar | editar código-fonte]

Besteiro, desenho por Viollet-le-Duc

A besta ou balestra é uma arma com a aparência de uma espingarda, com um arco de flechas, acoplado na ponta da coronha, accionada por gatilho, que projecta setas, dardos similares a flechas. Ela foi bastante usada no século XVI e chegou a coexistir com e depois foi substituída pelos mosquetes, primeiras armas de fogo. Hoje, continua a ser fabricada, pois é usada, em algumas partes do mundo, por caçadores. A palavra besta teria sido sincopada da italiano balestra, que por sua vez deriva do latim tardio ballistra.

Escudo[editar | editar código-fonte]

Exemplo de escudo de bronze.

O escudo era uma arma defensiva que consistia, essencialmente, numa chapa de metal, madeira ou couro, usado para se proteger de golpes inimigos. A sua origem é difícil de datar. Presume-se que o homem primitivo começou a usar esta arma quando iniciou as lutas de posse de território, logo após o sedentarismo.

Espada[editar | editar código-fonte]

Durante muito tempo, a espada foi a principal arma para combate corpo-a-corpo, sendo usada tanto pela Infantaria quanto pela Cavalaria. Mesmo com o advento das armas de fogo, continuou a ser usada como instrumento bélico. Tradicionalmente, ela é provida de um cabo, e uma parte cortante, podendo ser de um ou dois fios (gumes).

Lança[editar | editar código-fonte]

Soldado romano armado com lança e escudo.

A lança é uma arma branca, constituída por uma longa vara com uma ponta afiada. A lança pode ser manejada ou atirada em direção ao oponente. É uma das armas mais antigas da humanidade, datando de períodos pré-históricos.

Mesmo depois da descoberta dos metais, a lança não deixou de ser usada, até o século XVII, quando a pólvora foi popularizada no Ocidente. Normalmente as lanças se dividiam em três tipos: lança curta, pique (lança longa) e alabarda (lança provida com machado perto da ponta).

Machado de guerra[editar | editar código-fonte]

Machado de guerra.

O machado de guerra é considerada a arma do período antigo como a mais potente e destruidora arma de porte pessoal de curta distância. Somente uma arma fazia frente ao machado, a flecha.

O machado possui técnicas diferenciadas da luta com espadas. Primeiro era necessário ser um homem forte, pois o uso do machado requeria muita energia. O segredo era que, no momento em que começava a se girar o machado, não parasse até acertar um alvo, pois é necessária mais energia para parar o machado do que mantê-lo em movimento. Portanto, no momento em que o machado entrava em movimento, criava-se uma área ao redor do soldado inaproximável, inutilizando, assim, qualquer arma cortante. Nem mesmo um escudo de metal fazia frente a ele, pois a sua pancada era suficiente para quebrar o braço de quem o utilizava.

Tanques[editar | editar código-fonte]

Tanques M4-Serman

Um carro de combate (conhecido popularmente como tanque de guerra) é um sistema de armas que reúne em si, sob determinada prioridade sistémica, as 5 acções essenciais ao combate: Poder de fogo, Acção de Choque, Protecção, Mobilidade, e Informações e Comunicações. Possui com elemento do subsistema mobilidade, o trilho através do qual se desloca. Como armamento principal, possui uma peça de elevado calibre. Em inglês designa-se por Main Battle Tank (MBT), daí o uso popular do termo tanque para o designar. É um veículo de combate blindado utilizado geralmente pela cavalaria de um exército, projectado principalmente para atacar forças inimigas com a utilização de fogo directo. Um carro de combate é caracterizado pelo seu armamento pesado e pela sua blindagem também pesada, tal como o seu grau de mobilidade que o permite atravessar terreno difícil a grandes velocidades. Embora os carros de combate sejam caros de operar e exigentes na vertente logística, são, ainda o elemento mais eficaz e letal na guerra de assalto terrestre e continuará a sê-lo num futuro próximo. Estão entre as armas de combate modernas mais formidáveis e versáteis, tanto pelo facto da sua habilidade para atacar contra alvos terrestres, tanto como o seu valor de choque contra a infantaria convencional. Actualmente, os Carros de Combate modernos estão equipados com câmaras térmicas que permitem uma excelente visão do campo de batalha de noite ou quando obscurecido com fumos. Os Carros de Combate actuais possuem, também, um feixe laser que permite avaliar a distância exacta ao alvo. É por isso importante referir que o carrista (membro de uma guarnição de Carro de Combate) actual é um profissional altamente treinado e conhecedor do equipamento que opera.

Espionagem[editar | editar código-fonte]

Estratégia militar[editar | editar código-fonte]

Fortificação[editar | editar código-fonte]

Castelo[editar | editar código-fonte]

Castelo de Guimarães (Portugal), exemplo de castelo medieval.

Um castelo (diminutivo de castro) é uma estrutura arquitetónica de fortificação, com funções defensiva e residencial. De tipo permanente, era geralmente erguido em posição dominante no terreno, próximo a vias de comunicação (terrestres, fluviais ou marítimas), o que facilitava o registo visual das forças inimigas e as comunicações a grandes distâncias. Embora sejam popularmente associados à Idade Média europeia, estruturas com funções semelhantes vêm sendo empregadas desde a Idade da Pedra por todo o planeta. Como exemplos mais recentes temos os castelos do Japão e as fortificações dos Incas.

Fosso[editar | editar código-fonte]

Fosso em Campeche, México.

Um fosso (do latim "fossa"), em arquitectura militar, é uma escavação profunda e regular, destinada a impedir ou dificultar o acesso do agressor à linha de defesa de uma fortificação.

A terra, retirada durante a sua escavação, pode ser utilizada para erguer muros de defesa (reparos).

Conforme o tipo de seu preenchimento pode ser "seco" ou "molhado".

Muralha[editar | editar código-fonte]

A Grande Muralha da China: a mais extensa do mundo.

Uma muralha, em arquitectura militar, é uma estrutura essencialmente defensiva numa fortificação.

Largamente empregada na Idade Antiga e Idade Média, era habitualmente erguida em alvenaria de pedra, embora dependendo da cultura, da época ou da região, pudesse ter sido erguida em outros materiais como a taipa, a madeira ou faxina (ramos de árvores e terra), isolados ou combinados.

Normalmente a defesa proporcionada por uma muralha é reforçada por elementos adicionais como fossos, torres, parapeitos, ameias, seteiras e outros.

Guerra[editar | editar código-fonte]

História da guerra[editar | editar código-fonte]

Lista de batalhas[editar | editar código-fonte]

Batalha de Aljubarrota

Lista de guerras[editar | editar código-fonte]

Lista de tratados[editar | editar código-fonte]

Tratado de Lisboa

Lista de rebeliões[editar | editar código-fonte]

Lista de revoluções[editar | editar código-fonte]

Lista de falhanços militares[editar | editar código-fonte]

Um falhanço militar

Por falhanço militar entende-se um conflito ou confronto armado onde um dos oponentes sofre uma derrota marcada, desproporcionada e inesperada que pode ou não ter tido consequências no rumo da história. As razões para o falhanço militar são diversas e podem incluir mau planejamento, incompetência de tropas e/ou comandantes, condições atmosféricas, problemas técnicos e/ou capacidades excepcionais do inimigo.

Táctica militar[editar | editar código-fonte]

Cerco[editar | editar código-fonte]

Cerco de Lisboa(1147)

Cerco ou sítio é um método de estratégia militar onde unidades militares cercam o inimigo ou uma edificação onde estes se abrigam com o intuito de não permitir uma evasão ou impedir o recebimento de provisões, acredita-se que este método tenha sido usado pela primeira vez pelo conquistador Mongol Gengis Khan, durante seu ataque a cidade de Pequim, geralmente nesta estratégia, é comum o uso de armas de assédio para a destruição de edificações.

Circunvalação[editar | editar código-fonte]

A circunvalação é uma técnica militar de cerco, utilizada em guerras históricas e modernas, que consiste na construção de uma rede dupla de fortificações: uma interior, que bloqueia a fortificação inimiga alvo do cerco (linhas de circunvalação); uma exterior, que protege o exército atacante de possíveis reforços (linhas de contravalação).

Normalmente a decisão de circunvalar é tomada no decurso de um cerco, sob ameaça de chegada de reforços. Em consequência, as linhas de circunvalação e contravalação são construídas com materiais locais, frequentemente madeira ou terra. Esta táctica trás a vantagem táctica de poder retirar tropas do esforço de cerco à fortificação inimiga e redireccioná-las para a defesa do exército. É no entanto uma táctica perigosa, uma vez que expõe o próprio exército atacante a um cerco.

Emboscada[editar | editar código-fonte]

É o acto de esperar às escondidas pelo inimigo para atacá-lo de surpresa. Normalmente os guerrilheiros escondem-se em lugares por onde irá passar o inimigo para se prepararem e para o atacarem de surpresa, e quando o inimigo passar por ali, mesmo estando em desvantagem numérica, mas aproveitando a configuração do terreno, os guerrilheiros atacam e graças a esta técnica de guerra conseguem vencer algumas batalhas.

Manobra de flanco[editar | editar código-fonte]

Batalha de Gettysburg, assalto final ao Little Round Top. Em vermelho, divisão confederada de John Bell Hood. Em azul, a brigada federal de Strong Vincent. Os confederados do 14th Alabama realizam a manobra de flanco. Os federais do 20th Maine recusam o flanco com sucesso, formando um ângulo na sua linha defensiva.

A manobra de flanco é uma táctica militar ofensiva que visa contornar as alas das posições inimigas atacando seus flancos (lados) ou sua retaguarda.

Unidades Militares[editar | editar código-fonte]

Arqueiros[editar | editar código-fonte]

Arqueiro Inglês com um arco longo.

Os arqueiros foram largamente utilizados pelos ingleses nas batalhas medievais, inclusive contra os franceses na Guerra dos Cem Anos. Arqueiros chegaram a formar mais da metade do exército inglês de Eduardo III de Inglaterra, rei da Inglaterra no século XIV.

Os arqueiros não eram utilizados pelos franceses porque, para manejar um arco longo, eram necessários vários anos de prática, e o arco era moda na Inglaterra do século XIV.

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Engenhos de artilharia medieval

Na Antiguidade, os projéteis eram propelidos mecânicamente, inicialmente por arremesso e, posteriormente, pela energia obtida pelo tensionamento de cordas e arcos. Armas que disparam projécteis, como a funda e o arco e flecha, são empregadas contra indivíduos. Já o papel da artilharia é atingir alvos como muralhas ou grupos de indivíduos da Infantaria ou Cavalaria inimiga. Para esse fim foram desenvolvidas e aperfeiçoadas armas como as catapultas, capazes de arremessar pedras ou dardos.

Besteiros[editar | editar código-fonte]

Besteiro, desenho por Viollet-le-Duc

Era normal em Portugal os besteiros terem montadas, provinham em regra dos chamados "Besteiros do Conto" ordenação antiga pela qual todos os concelhos do país deveriam possuir um determinado número de besteiros escolhidos entre os habitantes com posses para adquirir tal armamento, já que quem tinha dinheiro para adquirir uma besta também podia sustentar um cavalo ou outra montada, deslocavam-se a cavalo no terreno da batalha mas por regra desmontavam para combater. Acontecia ainda que os chamados "Cavaleiros Vilões" (milites villani) armavam-se frequentemente com besta, dado que era uma arma que qualquer pessoa poderia utilizar mesmo não sendo particularmente possante, montados numa pileca, com a besta, poderiam enfrentar um nobre cavaleiro de armadura montado num corcel de guerra.

Cavalaria[editar | editar código-fonte]

Cavalaria é a arma das forças terrestres que, antigamente combatia a cavalo em acções de choque ou de reconhecimento e que, actualmente desempenha missões semelhantes, mas fazendo uso de veículos blindados.

Até aos finais do século XIX, nos vários exércitos, existiam várias especialidades dentro da cavalaria, conforme a função, o tipo de equipamento e o tipo de cavalo utilizados:

Cavalaria medieval[editar | editar código-fonte]

A Cavalaria medieval se refere à instituição feudal dos cavaleiros nobres e aos ideais que lhe eram associados ou que lhe foram associados pela literatura, notadamente a coragem, a lealdade e a generosidade, bem como a noção de amor cortês.

Além dos cavaleiros (miles), homens que os senhores feudais eram obrigados a apresentar (lanças), a Cavalaria era constituída pelos escudeiros, cavaleiros das ordens religiosas e dos conselhos (também conhecidos por «cavaleiros-vilãos»).

Forças Especiais[editar | editar código-fonte]

Burnham na África (1893)

São denominadas forças especiais, as unidades militares treinadas para a guerra irregular. Tende a se nomear os militares formados em cursos de forças especiais como operante ou operador, tendo em vista que estão capacitados a realizar operações especiais, também chamam-se operativo, porém este último se tem como equivocado, já que este nome está ligado a operações de órgãos de inteligência.

Infantaria[editar | editar código-fonte]

Infantaria francesa.

A Infantaria é a mais antiga arma do Exército e geralmente dotada dos maiores efetivos, formada por soldados que podem combater em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte para serem levados à frente de combate. Sua principal missão é conquistar e manter o terreno, aproveitando a capacidade de progredir em pequenas frações, de difícil detecção e grande mobilidade. Utilizando para isso o fogo e movimento Isso permite a aproximação ao inimigo para travar o combate corpo-a-corpo.

A Infantaria moderna segue uma organização que divide as tropas de infantes agrupando-os em unidades chamadas de divisões, brigadas, batalhões, companhias e pelotões.

Infantaria medieval[editar | editar código-fonte]

Infantaria medieval na Batalha de Aljubarrota

A infantaria na Idade Média era constituída pelos homens a pé que acompanhavam os fidalgos e os prelados nas hostes, os peões vindos dos concelhos e que se situavam hierarquicamente abaixo dos cavaleiros-vilãos. Eram peões aqueles que não tinham bens suficientes para possuírem cavalo. A seguir viriam os besteiros do conto, também a pé.

Armados de lança ou de pique, os peões constituíam a melhor tropa de infantaria. Consoante os seus rendimentos, eram obrigados a ter espaldeira, gorjeira, escudo e lança, ou besta.

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