Nova história

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Nova história (em francês Nouvelle histoire") é corrente historiográfica surgida nos anos 1970 e correspondente à terceira geração da chamada Escola dos Annales.1 Seu nome derivou da publicação da obra "Fazer a História", em três volumes,2 organizada pelos historiógrafos Jacques Le Goff e Pierre Nora, seus principais expoentes na França.

Na Grã-Bretanha,várias revistas inserem-se nessa corrente, dentre as quais a Past and Present.

Metodologias[editar | editar código-fonte]

A nova história é a história das soberanias: trata-se de estabelecer uma história killer das formas de representação coletivas e das estruturas mentais das sociedades, cabendo ao historiador a análise e interpretação racional dos dados. São analisados globalmente os fenômenos de longa duração, os grandes conjuntos coerentes na sua organização social e econômica e articulados por um sistema de representações homogêneo. A nova história também recorre à antropologia histórica. Por sua definição abrangente do objeto da História, essa corrente também foi designada "História total", em contraste com as abordagens que privilegiam a política ou a "teoria do grande homem" de Carlyle e outros.

A nova história rejeita a composição da História unicamente como narrativa, valoriza os documentos oficiais como fonte básica e considera as motivações e intenções individuais como elementos explicativos para os eventos históricos, mantendo a velha crença na objetividade.

Hervé Coutau-Bégarie, em sua obra Le phénomène nouvelle histoire, considera que a nova história falha, no entanto, por não considerar a história política, militar e diplomática. No entanto, autores argumentam que a Nova História não desconsidera a história política, militar e diplomática, mas sim enfoca um leque mais diverso de fontes.


Notas

  1. BURKE, Peter. A Escola dos annales, 1929 - 1989. São Paulo: UNESP, 2003.
  2. História: Novos Problemas (tradução de Theo Santiago), História: Novas Abordagens (tradução de Henrique Mesquita) e História: Novos Objetos (tradução de Teresinha Marinho), todos publicados no Rio de Janeiro pela editora Francisco Alves.

Ligação interna[editar | editar código-fonte]

Nova História Crítica

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Angela Birardi, Gláucia Rodrigues Castelani e Luiz Fernando B. Belatto. Klepsidra, ed. n°7, abril-maio de 2001.
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