Espionagem

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Espionagem

A espionagem segundo Sun Tzu, em Arte da Guerra, é um ato só permitido entre beligerantes, nações, grupos guerrilheiros em guerra e/ou guerrilha, e consiste na prática de obter informações de caráter sigiloso relativas a governos ou organizações, sem a autorização desses, para obter certa vantagem militar, política, econômica, científica, tecnológica e/ou social.

A prática manifesta-se geralmente como parte de um esforço organizado (ou seja, como ação de um grupo governamental ou empresarial). Um espião é um agente empregado para obter tais segredos. A definição vem sendo restringida a um Estado que espia inimigos potenciais ou reais, primeiramente para finalidades militares, mas ela abrange também a espionagem envolvendo empresas, inimigas entre si concorrentes e em "guerrilha"; em (conhecida como espionagem industrial) e pessoas físicas, através de contratação de detetives particulares, sempre quem espionagem existe um litígio.

Em náutica, uma espia é um tipo de cabo a que se chama também boça e serve para amarrar um Navio a outro, com o fim de rebocá-lo, sempre é um cabo de grande calibre.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "espionagem" vem da palavra francesa "espionner", que significa "espionar", e do italiano clássico "spione". A palavra "spy" é originária de várias palavras antigas siginificando "olhar e observar", como no latim "specere" ou no anglo-normando "espier".

Espionagem Governamental[editar | editar código-fonte]

Nenhum serviço secreto de Estado usa a palavra "espionagem" no seu nome ou para descrever sua atividade de colheita de informações ou inteligência, embora todos declarem fazer contra-espionagem. Muitas nações espiam rotineiramente seus inimigos, mas também seus aliados, embora sempre o neguem. A duplicidade que envolve a utilização do termo espionagem deve-se ao facto de essa atividade ser frequentemente ditada por objectivos secretos e interesses inconfessáveis publicamente, enquanto que nos rivais ou inimigos ela é sempre denunciada e condenada.

Há incidentes envolvendo espionagem bem documentados ao longo de toda a História. A Arte da Guerra, escrito por Sun-Tzu contém informações sobre técnicas de dissimulação e subversão. Os antigos egípcios possuíam um sistema completamente desenvolvido para a aquisição de informações, e os hebreus também o usaram. Mais recentemente, a espionagem teve participação significativa na história da Inglaterra no período Elizabetano. No entanto o primeiro serviço secreto oficial foi organizado sob ordens do rei Luís XIV de França.

Em muitos países a espionagem militar ou governamental é crime punível com prisão perpétua ou pena de morte. Nos Estados Unidos, por exemplo, a espionagem é ainda um crime capital, embora a pena de morte seja raramente aplicada nesses casos, pois em geral o governo oferece ao acusado um abrandamento da pena, em troca de informações.

A espionagem quando praticada por um cidadão do próprio estado-alvo, é geralmente considerada como uma forma de traição. Foi o caso do cidadão austríaco Franz Josef Messner, naturalizado brasileiro em 1931, com o nome de Francisco José Messner. Messner espionou para o Office of Strategic Services-OSS, enviando informações para Allen Welsh Dulles, em Berna, Suíça. Em contato com a resistência antinazista na Áustria, Messner fez parte do grupo de espionagem Maier-Messner-Caldonazzi, descoberto pela Gestapo em 1944. Julgado traidor, terminou por ser morto em abril de 1945, no campo de concentração de Mauthausen.

No Reino Unido um espião estrangeiro tem pena mínima de 14 anos de prisão, de acordo com o Official Secrets Act[1], enquanto que um britânico que espionasse para um país estrangeiro enfrentaria uma sentença máxima de prisão perpétua por traição, caso fosse provada a sua colaboração com inimigos do país. Espionar para organizações descritas como terroristas viola o Terrorism Act 2000[2]. Durante a Segunda Guerra Mundial os espiões alemães no Reino Unido foram executados por "treachery" (traição), um crime especial que excluía qualquer aplicação dos direitos que os soldados inimigos geralmente têm, mesmo que o espião fosse um estrangeiro naturalizado.

A guerra fria envolveu intensa atividade de espionagem entre os Estados Unidos e seus aliados e a União Soviética, China e seus aliados, relacionados particularmente com segredos de armas nucleares. Neste período, a CIA norte-americana de um lado e a KGB soviética de outro, foram os principais serviços de inteligência ativos.

Os espiões também se envolveram em atividades de sequestro e assassinato de pessoas consideradas como ameaça para o seu país. Também não é raro que serviços de informações trabalhem acobertando atividade paramilitar incluindo assassinato, sequestro, sabotagem, guerra de guerrilha e golpes de estado (ver: agente provocador).

Desde o fim da guerra fria, os serviços de informações e espionagem estão sobretudo preocupados com as actividades de organizações terroristas e com o tráfico de drogas.

Espionagem Industrial[editar | editar código-fonte]

Exemplo de espionagem industrial pelo Estado[1] é o caso das operações da NSA para estabelecer parcerias com Empresas que contribuam para facilitar as interceptações de dados, como parte da execuçāo dos seus programas de Vigilância Global através da Vigilância de Computadores e Redes. Acordos sāo feitos pelo departamento da NSA chamado Operações de Fonte Especial(SSO). Através destas parcerias, vários países são alvo para a espionagem pela NSA.[2] [3] Em 29 de março de 2014, o jornal Der Spiegel publicou documentos que mostram que como parte do programa de Vigilância Global da NSA, mesmo os sistemas de satélite da Alemanha se tornaram alvo de espionagem feita pelo CGHQ, membro do conhecido grupo chamado Five Eyes, Cinco Olhos, em português.[1]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

Como funcionam os espiões (em português) Artigo de Ed Grabianowski traduzido por HowStuffWorks Brasil. Página visitada em 22 de março de 2014.

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