Arcabuz

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Arcabuzes japoneses de Tanegashima.
Arcabuz de 1425 (Clique para ampliar).

Arcabuz (do francês haquebuse, arquebuse e do alemão Hakenbüchse) é uma antiga arma de fogo portátil, espécie de bacamarte, chamada vulgarmente espingarda, nas crónicas portuguesas da época[1]

Espingarda é o nome genérico dado as armas de fogo portáteis usadas em Portugal no início do século XVI. O termo espingarda já convive com o nome arcabuz em meados do século, como no caso do regimento de Tomé de Souza (1548), que determinava que os capitães hereditários eram obrigados a ter “vinte arcabuzes ou espingardas”. Mais para o final do século, a palavra espingarda vai deixando de ser usada, sendo substituída pelo nome arcabuz e pela nova arma, o mosquete, mas volta a aparecer no século XVIII, para designar a arma de infantaria. De calibre e dimensões variáveis podemos dizer que, de forma genérica, a arma ia de cerca de 1,2 m a 1,5 m de comprimento e de tinha de 4 a 6 kg de peso. Disparando uma bala esférica de chumbo, de 15 a 20 mm de diâmetro, era capaz de penetrar a maior parte das armaduras usadas na Europa e em todas as proteções disponíveis para os indígenas das Américas. Não se conhecem exemplares de espingardas militares do século XVI em acervos de museus no Brasil.

Foi inventada por volta de 1440 no Sacro Império Romano-Germânico (actual Alemanha). Usado pela infantaria entre os séculos XV ao XVII. Não apresentava diferenças marcantes em relação àquela, sendo uma arma portátil, de peso por volta de 5 kg e com calibre na faixa de 15 a 20 mm. Seu alcance máximo era de até 800 metros, mas nunca era empregada em distâncias superiores a 150 metros, pois as chances de se atingir um alvo a esta distância eram desprezíveis - mesmo que este fosse muito grande, como eram as formações de batalha usadas no período.

Apesar de ser a arma mais utilizada e apropriada para o Brasil dos séculos XVI e XVII, não era a preferida, pelo menos aparentemente: o mosquete, apesar de mais pesado, dava maior status (e soldo) aos soldados, de forma que estes preferiam ser classificados como "mosqueteiros", apesar de usarem a arma mais leve.

Referências

  1. Crónica de Santa Cruz do Cabo de Gué. Chronique de Santa-Cruz du Cap de Gué (Agadir). Texte portugais du XVIeme siècle, traduit et annoté par Pierre de Cenival. Paris, Paul Geuthner. 13, rue Jacob, 13. 1934.


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