Bacamarte

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Caricatura na Revista Ilustrada, retratando Antônio Conselheiro, com um séquito de bufões armados com antigos bacamartes, tentando "barrar" a República.
Um bacamarte em ótimo estado de conservação, data entre 1793/1794.

Um Bacamarte (do francês braquemart) é uma arma de fogo longa (os mais antigos exemplares eram curtos, pareciam garruchas alongadas), de cano longo (os exemplares mais modernos) e mais alargado na boca, reforçada na coronha (século XVI).

O bacamarte de amurada é uma das armas mais especializadas em uso nos séculos XVIII e XIX. Era de grande calibre, pois seu objetivo era espalhar uma carga de chumbo grosso (de 20 a 40 balins de cerca de 10 mm de diâmetro) contra massas de tropas. Devido a esta poderosa carga, era uma arma muito pesada, havendo exemplares com 15 quilos ou mais de peso. Por causa desse peso a arma chamava-se "de amurada", pois tinha um espigão central, sobre o qual ela era colocada na amurada de navios, em furos existentes, pois o seu disparo do ombro do atirador era impossível. Apesar da lenda popular atribuir o fato da boca alargada do bacamarte se destinar a espalhar o tiro, isso é incorreto, pois a abertura maior ou menor da boca não fazia diferença na dispersão do fogo. Na verdade, a boca mais larga destinava-se a facilitar o carregamento da arma nas gáveas de um navio, locais problemáticos levando-se em conta o balanço do navio e a tensão do combate.

A maior parte dos exemplares existentes em museus brasileiros são do século XVIII, mas os manuais da Marinha Brasileira ainda determinavam, em 1857, que cada navio, dependendo da classe, fosse equipado com bacamartes, indo de 8 para cada nau até dois nas barcas. Seu uso continuou até a década de 1870, sendo que posteriormente foram substituídos pelas metralhadoras na mesma função.

Os bacamartes de amurada, apesar de sua origem e nome, também eram usados em terra, nas fortificações, para a defesa de flanco. Nessas posições, em caso de assaltos contra as muralhas, o seu fogo concentrado era mortal contra os atacantes.

Da análise dos exemplares existentes em museus, não é possível estabelecer um tipo padrão, pois o calibre, peso, comprimento e até os detalhes decorativos variam muito.

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