Ailuropoda melanoleuca

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Panda-gigante no Ocean Park Hong Kong.

Panda-gigante no Ocean Park Hong Kong.
Estado de conservação
Status iucn3.1 EN pt.svg
Em perigo (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Ursidae
Género: Ailuropoda
Espécie: A. melanoleuca
Nome binomial
Ailuropoda melanoleuca
(David, 1869)
Distribuição geográfica
A espécie está distribuída em seis regiões montanhosas da China.
A espécie está distribuída em seis regiões montanhosas da China.
Subespécies
  • A. m. melanoleuca (David, 1869)
  • A. m. qinlingensis Wan, Wu & Fang, 2005
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Ailuropoda melanoleuca

O panda-gigante ou urso-panda (nome científico: Ailuropoda melanoleuca, do grego: ailuros, gato + poda, pés; e melano, preto + leukos, branco) é um mamífero carnívoro da família Ursidae endêmico da República Popular da China. O focinho curto lembrando um urso de pelúcia, a pelagem preta e branca característica e o jeito pacífico e bonachão o tornam um dos animais mais queridos pela humanidade. Extremamente dócil e tímido, dificilmente ataca o homem, a não ser quando extremamente irritado.

Nomenclatura e taxonomia[editar | editar código-fonte]

O urso panda foi descrito pelo missionário francês Armand David em 1869 como Ursus melanoleucus.[2] No ano seguinte, Alphonse Milne-Edwards ao examinar o material enviado por David, notou que os caracteres osteológicos e dentários o distinguia dos ursos e o aproximava ao panda-vermelho e aos procionídeos, descrevendo então um novo gênero para a espécie, e recombinando-a para Ailuropoda melanoleuca.[3] No mesmo ano, Paul Gervais concluiu com base num estudo das estruturas intracranianas que o panda era relacionado com os ursos, criando um novo gênero, o Pandarctos.[4] Em 1871, Milne-Edwards acreditando que o gênero Ailuropoda estava pré-ocupado pelo Aeluropoda de Gray, publicado em 1869, propõe o nome Ailuropus. William Henry Flower e Richard Lydekker em 1891 emendam o novo nome de Milne-Edwards para Aeluropus,[5] resultando em uma considerável confusão na literatura subsequente.[6]

A classificação do panda-gigante têm sido objeto de grande controvérsia por muitos anos, principalmente pelas características compartilhadas com o panda-vermelho, como semelhanças nas estruturas craniais, dentárias, viscerais e da genitália externa, assim como a presença do osso sesamoide opositor na mão (falso-dedo).[7] Inicialmente tratado como urso, e posteriormente relacionado com o panda-vermelho e os procionídeos, a espécie sofreu reposicionamento taxonômico diversas vezes no decorrer dos anos. Em 1885, George Jackson Mivart revisou os carnívoros artóideos posicionado tanto o Ailurus como o Ailuropoda na família Procyonidae.[8] Flower e Lydekker 1891, dividiram os gêneros, deixando o Ailurus na Procyonidae e movendo o Ailuropoda para a Ursidae.[5] Em 1895, Herluf Winge relacionou o panda a um gênero extinto, o Agriotherium.[9] Em 1901, Ray Lankester e Richard Lydekker reafirmam o posicionamendo de ambos os gêneros entre os procionídeos, separando-os na subfamília Ailurinae.[10] [11] Reginald Innes Pocock em 1921 revisou a Procyonidae, separando os dois gêneros em famílias distintas, Ailuridae e Ailuropodidae.[12] William Gregory, em 1936, ao examinar características craniais e dentárias dos dois pandas e de outros gêneros extintos, retorna os dois gêneros a família Procyonidae.[13] George Gaylord Simpson em sua classificação dos mamíferos de 1945 mantém o posicionamento defendido por Mivart e demais autores que colocam os dois gêneros de pandas entre os procionídeos.[14]

Em 1956, Leone e Wiens analisando proteínas sorológicas concluem que o panda-gigante é um ursídeo.[15] Em 1964, Davis mantém o Ailuropoda entre os ursos, baseado na morfologia geral das espécies.[6] Numa revisão de 1978, a espécie é posicionada na tribo Ailuropodini pertencente a subfamília Agriotheriinae.[7] Erich Thenius, em 1979, ressuscita a família Ailuropodidae para o gênero Ailuropoda.[16] Em 1985, a subfamília Ailuropodinae é arranjada dentro da Ursidae.[17] No mesmo ano, outro autor, volta a relacionar os dois pandas, indicando que os gêneros podem ser arranjados em famílias distintas mas muito próximas ou então na mesma família, a Ailuridae.[18] Em 1993, a segunda edição do Mammals Species of the World posiciona os dois gêneros na subfamília Ailurinae dentro da Ursidae.[19] Mas em 2005, na terceira edição, desfaz o arranjo, elevando o Ailurus a família Ailuridae, e voltando o Ailuropoda a família Ursidae, mas sem reconhecer nenhuma subfamília.[20] Outros autores, entretanto, classificam o gênero na tribo Ailuropodini da subfamília Ursinae,[21] [22] ou então na subfamília Ailuropodinae[23]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Duas subespécies são reconhecidas com base em medidas craniais distintas, padrões de coloração e genética populacional:[24]

  • Ailuropoda melanoleuca melanoleuca (David, 1869) - ocorre em Sichuan e Gansu, e apresenta o típico contraste preto e branco na coloração.
  • Ailuropoda melanoleuca qinlingensis Wan, Wu & Fang, 2005 - restrita nas Montanhas Qinling, em Shaanxi, em elevações de 1 300 – 3 000 metros de altitude; apresenta uma coloração contrastante entre marrom escuro e marrom claro; o crânio é menor que na subespécie nominal, e os molares são maiores.

Distribuição geográfica e habitat[editar | editar código-fonte]

O panda-gigante está confinado ao centro-sul da China. Sua distribuição atual consiste em seis áreas montanhosas isoladas (Minshan, Qinling, Qionglai, Liangshan, Daxiangling, e Xiaoxiangling), nas províncias de Gansu, Shaanxi e Sichuan. O território total que a espécie ocupa é de aproximadamente 30 000 km² entre 102-108,3°E (longitude) e 28,2-34,1°N (latitude),[1] entretanto, somente 20% dessa área (5 900 km²) constitui habitat para o panda.[25]

A espécie originalmente ocorreu em mais regiões ao leste e ao sul da China, com registros fósseis indicando sua presença até o norte de Mianmar e norte do Vietnã, ao sul, e até as proximidades de Pequim, ao norte. Até 1850, o panda era encontrado no leste de Sichuan e nas províncias de Hubei e Hunan. Em 1900, foi restrito as Montanhas Qinling e outras áreas montanhosas no limite do platô tibetano. A rápida expansão da agricultura nos principais vales contribuíram para a fragmentação

Os pandas habitam as florestas temperadas montanhosas com densos bambuzais, principalmente do gênero Sinarundinaria, entre altitudes de 1 200 a 4 100 metros de altitude. A distribuição sobrepõe-se em muito a do urso-negro-asiático (Ursus thibetanus), entretanto, eles não competem entre si, pois as necessidades ecológicas das espécies são diferentes.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Ficha técnica[26]
Altura 65 - 70 cm
Comprimento 120 - 150 cm
Cauda ~13 cm
Peso 75 - 160 kg
Tamanho de ninhada 1 - 2
Gestação 97 - 163 dias
Desmame 8 - 9 meses
Maturidade sexual 5,5 - 6,5 anos (machos)
Longevidade 34 anos (em cativeiro)

O panda-gigante é um mamífero que come bambu (folhas) de cor preto e branco. A pelagem é grossa e lanosa para suportar as baixas temperaturas no ambiente subalpino em que vive. As manchas oculares, membros, orelhas e uma faixa que atravessa os ombros são negras; alguma vezes com um tom amarronzado.[26] O restante do corpo é branco, mas pode se tornar "encardido" com a idade. A população da região de Qingling apresenta a pelagem em dois tons contrastantes de marrom.[24]

O crânio e a mandíbula são robustos, a crista sagital é bem desenvolvida, e os arcos zigomáticos são expandidos lateralmente e dorsoventralmente, assim como nos demais carnívoros arctóideos. Difere dos outros ursídeos, por apresentar a fissura orbitária confluente com o forame redondo, os processos pós-orbitais são reduzidos, e o canal alisfenóide é ausente. Apresenta o forame intepicondilar, uma características primitiva, somente compartilhada com o Tremarctos ornatus.[7]

Dieta e hábitos alimentares[editar | editar código-fonte]

Hua Mei, filhote de panda gigante nascido no zoológico de San Diego em 2000.

Apesar de pertencer à ordem dos Carnívoros e ter um sistema digestivo e genético de carnívoro, o panda possui hábitos herbívoros, alimentando-se quase que exclusivamente das folhas de bambus. O panda gigante consome, em média, de 9 a 14kg de bambu por dia [27] , mas devido à pouca absorção de nutrientes, característica de seu sistema digestivo ineficiente, ele precisa passar a maior parte do dia comendo e se exercitando pouco.[28] Pandas podem se alimentar de 25 diferentes espécies de bambus, mas a devastação das florestas limitou-os a pouca variedade em lugares mais íngremes, elevados e isolados da Ásia central. As folhas de bambus são ricas em proteínas e os brotos também possuem boa quantidade.[29] Apesar de manterem as presas, garras, capacidade digestiva e força para caçar pequenos mamíferos, aves, peixes e ovos, pandas raramente o fazem.[30] Sua digestão de celulose depende de sua flora intestinal, sendo sua genética desfavorável. [31]

Ainda que o bambu seja rico em água (40% de seu peso, chegando a 90% no caso de brotos), o panda bebe frequentemente água de riachos ou neve derretida.

Em cativeiro sua dieta consiste em bambu, cana-de-açúcar, mingau de arroz, biscoito especial rico em fibras, cenoura, maçã e batata-doce.

Comportamento e ecologia[editar | editar código-fonte]

Os pandas gigantes são geralmente solitários. Cada adulto tem um território definido e as fêmeas não são tolerantes com outras fêmeas em seu território.[32] Pandas se comunicam através de vocalização e marcam território aranhando árvores e urinando nas suas fronteiras. [33] O panda gigante é capaz de escalar e usar como refúgio árvores ocas ou fendas de rochas, mas não estabelece tocas permanentes. Por esta razão, os pandas não hibernam, o que é semelhante ao hábito de outros mamíferos subtropicais da região, que preferem se deslocar para regiões e altitudes com temperaturas mais quentes.[34] Pandas utilizam mais da memória espacial do que da memória visual. [35]

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Panda Gao Gao do Zoológico de San Diego

A época de reprodução dá-se na Primavera, quando os machos competem pela fêmea fértil. A gestação é em média de 135 dias. Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza frágil e delicada dos ursinhos, a mãe opta por criar um único filhote. O filhote rejeitado é abandonado à morte. O desmame dá-se com um ano de idade, mas o panda já é capaz de ingerir o bambu em pequenas quantidades desde os seis meses. O intervalo entre as ninhadas é de dois anos ou mais.

Somente 10% dos pandas em cativeiro conseguem cruzar naturalmente. Apenas 30% das fêmeas engravidam. Mais de 60% dos pandas cativos não demonstram qualquer desejo sexual.

A expectativa de vida de um panda é de 13 anos. Em 2005, Basi, uma ursa panda chinesa, comemorou 25 anos de idade, que se comparam a 100 anos humanos. No mesmo ano, o panda criado em cativeiro mais velho do mundo, uma fêmea chamada Meimei, morreu aos 36, equivalentes a 108 anos humanos, no jardim zoológico da cidade de Guilin.

Conservação[editar | editar código-fonte]

A baixa taxa de natalidade, a alta taxa de mortalidade infantil e a destruição de seu ambiente natural colocam o panda sob ameaça de extinção. A caça não representa problemas devido às rígidas leis chinesas. Em 1995, um fazendeiro foi sentenciado a prisão perpétua por ter atirado em um panda. No ano seguinte, dois homens foram condenados a morte após serem presos portando peles de panda e macaco-dourado. A partir de 1997 passou-se a punir os infratores com uma pena de 20 anos de prisão.

Armadilhas para cervos-almiscarados e ursos-pretos muitas vezes acabam ferindo pandas.

O número de pandas selvagens na China está estimado em 1.596. Em 2000 contavam-se 1.114 exemplares, espalhados por territórios que têm uma superfície total de 23.000 km² nas províncias de Sichuan, Gansu e Shaanxi. Estudos em 2006, baseados em exame de DNA coletado em fezes, indicam que possam haver pelo menos 3.000 animais em liberdade. Existem 183 pandas-gigantes em cativeiro na China, 100 dos quais, estão em um centro especializado em Sichuan. Outros 20 espécimes se encontram distribuídos pelos principais zoológicos do mundo.

Gao Gao, do zoológico de San Diego.

Baby boom[editar | editar código-fonte]

O ano de 2005 foi considerado um grande ano para os projetos em criação da espécie em cativeiro. 25 filhotes nascidos em zoológicos e centros de reprodução sobreviveram. Em 2004, foram 9 os filhotes sobreviventes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Da xiong mao (大熊猫), o nome em chinês para o panda, significa grande urso-gato. Pode ser chamado também de huaxiong (urso de faixa), maoxiong (urso felino) ou xiongmao (gato ursino). Registros históricos de 3000 anos ("O Livro de História e o Livro de Canções", a coleção mais antiga da poesia chinesa), o mencionam sob o nome de pi e pixiu. A palavra panda significa algo parecido com "comedor de bambu".

Referências

  1. a b c LÜ, Z.; WANG, D.; GARSHELIS, D.L. (2008). Ailuropoda melanoleuca (em Inglês). IUCN 2011. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2011 Versão 11.1. Página visitada em 11 de julho de 2011.
  2. DAVID, A.. (1869). "Extrait d'une lettre du mem, datee de la principaute Thibetaine (independente) de Moupin, le 21 Mars 1869". Nouv. Arch. Mus. Hist. Nat., Paris 5: 12-13. pp..
  3. MILNE-EDWARDS, A.. (1870). "Note sur quelques mammifères du Thibet oriental". Annales des Sciences Naturelles, Zoologie, series V 10: 1 pp..
  4. GERVAIS
  5. a b FLOWER
  6. a b DAVIS
  7. a b c CHORN, J.; HOFFMAN, R.S.. (1978). "Ailuropoda melanoleuca". Mammalian Species (110): 1-6 pp..
  8. MIVART
  9. WINGE
  10. LANKESTER
  11. LYDEKKER
  12. POCOCK
  13. GREGORY, W.K.. (1936). "On the phylogenetic relationships of the giant panda (Ailuropoda) to other arctoid Carnivora". American Museum Novitates 878: 1-29 pp..
  14. SIMPSON
  15. LEONE
  16. THENIUS
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  18. SCHALLER, G.B.; HU, J.; PAN, W.; ZHU, J.. The giant pandas of Wolong. Chicago: University of Chicago Press, 1985.
  19. WOZENCRAFT, W.C.. Order Carnivora. In: WILSON, D.E.; REEDER, D.M.. Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 2 ed. Washington: Smithsonian Institute Press, 1993. xx pp.
  20. WOZENCRAFT, W.C.. Order Carnivora. In: WILSON, D.E.; REEDER, D.M.. Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. 532-628 pp. vol. 1. ISBN 9780801882210
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  22. JIN, C.; CIOCHON, R.L.; DONG, W.; HUNT, Jr., R.M.; LIU, J.; JAEGER, M.; ZHU, Q.. (2007). "The first skull of the earliest giant panda.". Proceedings of the National Academy of Sciences 104: 10932-10937 pp.. DOI:10.1073/pnas.0704198104.
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  28. Ciochon, Russell L.; Eaves-Johnson, K. Lindsay (20 July 2007). "Bamboozled! The Curious Natural History of the Giant Panda Family". Scitizen. Retrieved 22 July 2008.
  29. Dolberg, Frands (1 August 1992). "Progress in the utilization of urea-ammonia treated crop residues: biological and socio-economic aspects of animal production and application of the technology on small farms". University of Arhus. Retrieved 10 August 2010.
  30. Lumpkin & Seidensticker 2007, pp. 63–64 (page numbers as per the 2002 edition)
  31. Ruiqiang Li et al. (2010). "The sequence and de novo assembly of the giant panda genome.". Nature 463 (21): 311–317. Bibcode 2010Natur.463..311L. DOI:10.1038/nature08696. PMID 20010809
  32. Giant Panda Facts. National Zoo at Smithsonian Institution
  33. "Global Species Programme – Giant panda". World Wildlife Fund. 14 November 2007. Retrieved 22 July 2008.
  34. Paul Massicot (13 February 2007). "Animal Info – Giant Panda". Animal Info. Retrieved 17 June 2008.
  35. Deborah Smith Bailey (Volume 35, No. 1 January 2004). "Understanding the giant panda". American Psychological Association.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]