Parque Nacional do Jaú
| Parque Nacional do Jaú | |||||||||||||||||||
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| Categoria II da IUCN (Parque Nacional) | |||||||||||||||||||
| Localização | Amazonas, Brasil | ||||||||||||||||||
| Dados | |||||||||||||||||||
| Área | 2 367 333 ha1 | ||||||||||||||||||
| Criação | 24 de setembro de 19802 | ||||||||||||||||||
| Gestão | ICMBio3 | ||||||||||||||||||
| Sítio oficial | Parque Nacional do Jaú | ||||||||||||||||||
| Coordenadas | |||||||||||||||||||
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O Parque Nacional do Jaú é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada no [[Unidade federativa do Brasil] do Amazonas, com território distribuído pelos municípios de Barcelos´e Novo Airão, em plena floresta Amazônica.1
Com um área de 2 272 000 ha e um perímetro de 1 213 km, Jaú é a quarta maior reserva florestal do Brasil e o terceiro maior parque do mundo em floresta tropical úmida intacta. Criado através do Decreto Nº 85.200, emitido pela Presidência da República em 24 de setembro de 1980, o parque tem por finalidade
| ... a preservação dos ecosistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos. |
Atualmente sua administração está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Índice |
Atrativos[editar]
Conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna. O parque é ótimo para a prática de caminhada e canoagem e, claro, para contemplação das suas belezas naturais, sendo o Rio Carabinani seu maior atrativo.
A riqueza da Floresta Tropical e o Rio Carabinani são os chamativos do parque. O local é representado por um maciço de vegetação, sendo composto por Floresta Densa Tropical ou Florestas Abertas. Uma curiosidade: no parque existe aproximadamente um jacaré por quilômetro, em todos os habitats.
O clima é constantemente úmido devido às florestas tropicais, mas a época mais chuvosa compreende os meses de dezembro e abril.
A partir de Manaus, pode-se viajar de lancha ou barco pelo Rio Negro até Novo Airão, o que leva de 6 a 18 horas. Em Novo Airão, deve-se alugar outro barco e seguir pelo Rio Jaú até a área do Parque. Por via terrestre, deve-se ir através da estrada Manacapuru/Novo Airão. O parque fica aberto das 7h às 20h. O valor do ingresso é de R$ 5,00 por pessoa por dia, mais uma taxa de embarcação, que varia de acordo com o tamanho da mesma.
Pode-se procurar hospedagem em Novo Airão, ao sul do parque, e em Barcelos, ao norte ou se acomodar na própria embarcação.
Antecedentes legais[editar]
A criação do Parque foi proposta pelo IBDF, com apoio dos estudos realizados pelo INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia), considerando a área valiosa para preservação de recursos genéticos.
O Parque foi criado em 24 de setembro de 1980, pelo Decreto 85.200. Em 2000, o parque foi inscrito pela UNESCO na lista do Patrimônio Mundial.
Aspectos culturais e históricos[editar]
No Rio Negro, próximo ao rio Jaú estão localizadas as ruínas de Airão Velho, que foi o povoado mais antigo da colonização portuguesa no rio Negro e foi um importante centro de comércio durante o Ciclo da Borracha. Por toda a região do Parque, nos rios Negro, Jaú e Unini, existem vestígios de antigos povos indígenas, na forma de cerâmica e petroglifos.
A bacia do rio Jaú, que banha o parque, recebeu o nome graças a um dos maiores peixes brasileiros. A palavra Jaú, que vem do Tupi, também acabou nomeando o segundo maior parque nacional do Brasil.
Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km. Dessa forma, preserva-se o ecossistema de águas pretas.
Aspectos físicos e biológicos[editar]
Clima[editar]
Clima constantemente úmido (florestas tropicais). A temperatura média anual varia em torno de 26 C° e 26,7 C°, com máximas de 31,4 e 31,7C° e as mínimas entre 22 C° e 23 C° (DMPM, 1992). O período chuvoso compreende os meses de dezembro e abril e menos chuvoso entre julho e setembro. Fenômeno climático é o Blowdown (queda de vento) 100 km/ hora.
Relevo[editar]
Situado no planalto rebaixado da Amazônia Ocidental, tem relevo aplainado e altitudes em torno de 100 metros. Assenta-se sobre interflúvios tabulares, geralmente separados por vales periódica ou permanentemente alagados. Acompanhando os leitos dos rios ocorrem aluviões do quaternário, formados por areias, siltes e argilas.
Vegetação[editar]
Na vegetação há a predominância de floresta ombrófila densa, onde são freqüentes os grupos de castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), angelim-rajado (Pithecelobium racemosum), quaruba (Vochysia maxima), sucupiras (Diplotropis spp), ucuubas (Virola spp), breus (Protim spp) e maçaranduba (Manilkara huberi). É também freqüente na área um cipó que fornece água de excelente qualidade: o Daliocarpus rolandri.
Em plano mais elevado, a nordeste do Parque, encontra-se uma porção de floresta densa submontana, onde os arbustos mais representativos são o amapá-doce (Parahancornia amapa), mangarana (Microphalis guianensis), sorva (Couma guianensis) e jarana (planta) (Holopyxidium jarana).
Ao longo das planícies aluviais dos rios Carabinani e Jaú, periodicamente inundadas, ocorrem os agrupamentos de palmeiras, como as paxiúbas (Iriartea spp), açaí (Euterpe oleraceae) e jauaris (Astrocaryon spp). E em áreas aluviais mais antigas, raramente atingidas por inundações, ocorre a floresta aberta aluvial, também com forte predominância de palmeiras, como o buriti e caranãs (Mauritia spp).
Fauna[editar]
Típicos da fauna equatorial, são encontrados no Parque mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como as já raras ou ameaçadas onça-pintada (Panthera onca), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor), além de felinos menores, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), jaguarundi (Herpailurus yagouaroudi) e gato-do-mato (Leopardus sp).
Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), a ariranha ou lontra gigante (Pteronura brasiliensis), botos (Inia sp, Sotalia sp), guariba-vermelho (Alouata seniculus), macaco-da-noite (Aotus trivirgatus), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris).
Entre os peixes, encontra-se o pirarucu (Arapaima gigas), tucunaré (Cichla sp) e tambaquis (Colossoma spp).
Há uma grande variedade de répteis: jabutis (Geochelone spp), jacaré-açu (Melanosuchus niger), sucuri (Eunectes murinus) e tartarugas. Entre as aves, há garças, araras, papagaios e bacuraus, entre outras.
Bibliografia[editar]
- UNESCO. Patrimônio mundial no Brasil. 2ªed. Brasília: UNESCO, Caixa Econômica Federal, 2002. ISBN 85-87853-77-5
Referências
- ↑ a b PARQUE NACIONAL DO JAÚ. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (22 de abril de 2012). Página visitada em 22 de abril de 2012.
- ↑ a b DECRETO N° 85.200 DE 24 DE SETEMBRO DE 1980 (pdf). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (24 de setembro de 1980). Página visitada em 22 de abril de 2012.
- ↑ Parna do Jaú. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Página visitada em 22 de abril de 2012.