Macaco-da-noite

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Como ler uma caixa taxonómicaMacaco-da-noite[1]
Aotus zonalis

Aotus zonalis
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Platyrrhini
Família: Aotidae
Poche, 1908 (1865)
Género: Aotus
Illiger, 1811
Espécie-tipo
Simia trivirgata
Humboldt, 1811
Espécies
Ver texto

O macaco-da-noite (Aotus sp.), também conhecido como caraí,[2] cara-raiada,[2] ciá,[2] duruculi,[3] eiã,[2] macaco-adufeiro[2] e miriquiná,[2] é um primata noturno e florestal. O grupo constitui a família Aotidae e é encontrado do Panamá ao Nordeste da Argentina.

Os macacos-da-noite medem cerca de trinta centímetros de comprimento, têm cauda longa, partes superiores cinzentas, cara branca com três faixas negras na parte superior e olhos grandes.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Até 1983, todos os macacos-da-noite eram colocados dentro de Aotus lemurinus ou divididos entre A. lemurinus e A. azarae. Uma distinção frequentemente utilizada entre os táxons do gênero Aotus é uma em que se considera oito espécies com uma distribuição mais ao norte, com "pescoço-cinza", e uma mais ao sul, com "pescoço-vermelho".[1] Alguns táxons, considerados como subespécies de Aotus lemurinus - brumbacki, griseimembra e zonalis – são consideradas espécies separadas atualmente,[4] [5] mas A. hershkovitzi é considerado uma táxon sinônimo de A. lemurinus.[4] Uma nova espécie foi recentemente descrita: A. jorgehernandezi. Como em muitas outras classificações no gênero, a espécie é considerada separada baseada em análises de cariótipo.[6] [5] Análises de cromossomos têm servido para considerar o táxon infulatus como subespécie de Aotus azarae.[7]

Espécies[editar | editar código-fonte]

Aotus trivirgatus

Família Aotidae

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Adufeiro" significa "tocador de adufe".[8] "Miriquiná" vem do tupi muri'kina.[9]

Referências

  1. a b Groves, C.P.. In: Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.). Mammal Species of the World. 3. ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. Seção Order Primates. 139–141 pp. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494.
  2. a b c d e f FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 056
  3. [1]
  4. a b Defler, T.R., Bueno, M. L., & Hernández-Camacho, J. I.. (2001). "The taxonomic status of Aotus hershkovitzi: Its relationship to Aotus lemurinus lemurinus". Neotropical Primates 9 (2): 37–52.
  5. a b Defler, T. R., & Bueno, M. L.. (2007). "Aotus Diversity and the Species Problem". Primate Conservation 2007 (22): 55–70.
  6. Torres, O. M., Enciso, S., Ruiz, F., Silva, E., & Yunis, I.. (1998). "Chromosome diversity of the genus Aotus from Colombia". American Journal of Primatology 44 (4): 255–275. DOI:<255::AID-AJP2>3.0.CO;2-V 10.1002/(SICI)1098-2345(1998)44:4<255::AID-AJP2>3.0.CO;2-V. PMID 9559066.
  7. Pieczarka, J. C., de Souza Barros, R. M., de Faria Jr, F. M., Nagamachi, C. Y.. (1993). "Aotus from the southwestern Amazon region is geographically and chromosomally intermediate between A. azarae boliviensis and A. infulatus". Primates 34 (2): 197–204. DOI:10.1007/BF02381390.
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.50
  9. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.1 140, 1 172

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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