Floresta ombrófila

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A denominação floresta ombrófila surgiu em substituição a "floresta pluvial tropical". Ambas, porém, têm o significado remetendo a "chuva". O termo "ombrófilo" é de origem grega (ombrós, "chuva" + phílos, e, on, "amigo"),[1] enquanto o termo "pluvial" tem origem latina (pluviale).[2] Eles caracterizam as fisionomias ecológicas tropicais e costeiras. Florestas ombrófilas têm chuvas intensas e constantes.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma formação ribeirinha ou mata ciliar que ocorre ao longo dos cursos de água, ocupando os terraços antigos das planícies quaternárias. Tal formação é constituída por espécies vegetais com alturas variando de 5 a 50 metros, de rápido crescimento, em geral de casca lisa, tronco cônico e raízes tabulares.

Nessa classe encontram-se muitas palmeiras no estrato dominado e na submata, havendo espécies que não ultrapassam os 5 metros de altura. Observam-se também algumas plantas não lenhosas na superfície do solo. Em contrapartida, a formação apresenta muitos cipós lenhosos e herbáceos, além de um grande número de epífitas e poucos parasitas.

Floresta ombrófila mista (floresta com araucária)[editar | editar código-fonte]

Este tipo de ecossistema florestal, também conhecido como "mata de araucária", é um tipo de vegetação do Planalto Meridional, onde ocorria com uma abrangência de 250 000 quilômetros quadrados, distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Esta floresta apresenta formações florísticas em refúgios situados nas Serras do Mar e da Mantiqueira, muito embora no passado tenha se expandido bem mais ao norte, porque a família Araucariaceae apresentava dispersão paleogeográfica que sugere ocupação bem diferente da atual. A composição florística deste tipo de vegetação é dominada por gêneros primitivos como Drimys, Araucaria (australásicos) e Podocarpus (afro-asiático), que sugerem, em face da altitude e da latitude do Planalto Meridional, uma ocupação recente a partir de refúgios alto-montanos.

Floresta ombrófila mista aluvial[editar | editar código-fonte]

Este tipo de floresta caracteriza-se por formações ribeirinhas e ocupa sempre os terrenos aluviais, situados nos deflúvios das serras costeiras voltadas para o interior e nos planaltos dominados pela Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro), associada a outros tipos de vegetais.

Além da araucária, também encontra-se o Podocarpus lambertii (pinheiro-bravo), que é típico desta altitude. No Sul do Brasil, é constituída principalmente pela Araucaria angustifolia, Luehea divaricata (açoita-cavalo) e Myrtus sp. (murta), no estrato emergente, e pela Sebastiania commersoniana (branquilho), no estrato arbóreo contínuo.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 222.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 349.

Ver também[editar | editar código-fonte]