Parque Nacional do Pico da Neblina

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Parque Nacional do Pico da Neblina
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil.
Localização Amazonas, Brasil.
Dados
Área 2 252 414,68 ha[1]
Criação 5 de junho de 1979 (34 anos)[2] [3]
Gestão ICMBio[4]
Sítio oficial Parna do Pico da Neblina
Coordenadas 0° 48' 26" N 66° 0' 15" O
Parque Nacional do Pico da Neblina está localizado em: Brasil
Parque Nacional do Pico da Neblina
Nome oficial: Parque Nacional do Pico da Neblina
Tipo: Natural
Critérios: vii, ix, x
Referência: 39
País: Brasil
Candidatura: 1996

O Parque Nacional do Pico da Neblina é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada no norte do estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Venezuela. Desta maneira, o Parque nacional do Pico da Neblina integra, junto aos parques nacionais da Serra do Divisor, do Cabo Orange, Montanhas do Tumucumaque e do Monte Roraima, o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazônia brasileira.[5] Seu território está distribuído pelos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.[4]

O parque abriga os picos da Neblina e 31 de Março, que, respectivamente com 2 993,78 e 2 972 m de altitude, são as duas montanhas mais altas do Brasil. Com uma área de 2 252 414,68 ha, equivalente a 22 524,15 km², o parque possui um perímetro de 1 040,60 km. Sua administração cabe atualmente ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Objetivos específicos do parque[editar | editar código-fonte]

O parque foi criado em 1979, tendo como objetivo preservar a riqueza natural intocada da região, além de proteger uma amostra representativa do ecossistema amazônico.

Atrativos[editar | editar código-fonte]

A grande beleza natural da Serra do Imeri é a grande atração do Parque. Para os aventureiros mais experientes, há uma trilha de trekking até o Pico da Neblina, em meio à mata fechada e grande umidades, com duração de quatro a cinco dias. O trekking só é realizado mediante autorização do ICMBio, e por guias credenciados pelo órgão.

O Parque fica no estado do Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira. O acesso pode ser feito tanto por vias fluviais, pelo através do igarapé Itamirim e dos rios Cauaburi e Sá quanto aéreas, através de pequenos aviões que saem de Manaus.

Não há estrutura de visitação no Parque. Para quem pretende se hospedar na região, há pequenos hotéis em São Gabriel da Cachoeira, além de restritas opções de alimentação.

Antecedentes legais[editar | editar código-fonte]

As propostas de criação da unidade datam de 1908. Em 1978 estudos realizados pela diretoria do Departamento de Parques Nacionais sobre a unidade, constataram a importância do Parque. Requerimento encaminhado ao Presidente do IBDF, seguiu para o Ministro da Agricultura da época.

Aspectos culturais e históricos[editar | editar código-fonte]

Está localizada no habitat da representação indígena mais expressiva do país, hoje abriga uma pequena população dos Yanomami. Neste contexto o ICMBio, junto com a FUNAI tentam adequar condições socioculturais com as prioridades do Parque.

Até meados da década de 1960, a atual área que abrange o Parque Nacional do Pico da Neblina era considerada como "terra de ninguém". O Brasil e a Venezuela ainda não haviam terminado com os litígios fronteiriços.

A primeira expedição ao Pico da Neblina, em outubro de 1964 não chegou a atingir o seu cume. Foi liderada pelo senhor Roldão e teve como participante o jornalista Carlos Marchesini que nos deixou a seguinte impressão: "Aquele era um mundo perdido, ainda intocado pelo homem". Ele estava correto pois, até a descoberta de ouro na região, o Pico da Neblina era totalmente ignorado.

A conquista definitiva veio no ano seguinte, quando ainda não estava confirmado se o Pico da Neblina era realmente brasileiro. Liderada pelo general Ernesto Bandeira Coelho, a expedição Mista de Limites - a segunda ao Pico da Neblina - alcança o ponto mais alto em março de 1965.

Até o início da década de 1990, apenas cientistas e militares tinham permissão para explorar a região. Uma das expedições mais interessantes foi a coordenada pelo entomólogo (estudioso de insetos) Victor Py-Daniel, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), que também fez pesquisas científicas da região do Morro dos Seis Lagos.

Aspectos físicos e biológicos[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da região apresenta temperaturas anuais médias acima de 25 ° C e umidade relativa superior a 80%. O mês mais frio possui temperaturas acima de 20 ° C e não existe inverno climático, tendo como precipitação anual 3.496 mm.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo da região amazônica comporta-se com domínio de terras baixas equatoriais ou ainda domínio dos tabuleiros e sendo o mesmo bem ondulado com picos e montanhas. Sua maior altitude é o Pico da Neblina com 2.994 m.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A cobertura vegetal da área compreende a floresta tropical úmida densa e aberta. Esta fisionomia apresenta cobertura uniforme, com árvores de grande porte (25-30m) e ainda apresenta e flores como arsgue-da-mata

Fauna[editar | editar código-fonte]

Possui a fauna característica da Amazônia. Entre os mamíferos, existem algumas espécies ameaçadas de extinção, como: o macari-preto, o cachorro-do-mato-vinagre e a onça-pintada. Entre a avifauna estão ameaçados o gavião-pega-macaco, o gavião-de-penacho, bem como o galo-da-serra.

Referências

  1. Parna da Neblina. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Página visitada em 01 de maio de 2012.
  2. PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA (relatório completo). Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (01 de maio de 2012). Página visitada em 01 de maio de 2012.
  3. DECRETO Nº 83.550, DE 5 DE JUNHO DE 1979. Presidência da República - Casa Civil- Subchefia para Assuntos Jurídicos (05 e junho de 1979). Página visitada em 01 de maio de 2012.
  4. a b PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (01 de maio de 2012). Página visitada em 01 de maio de 2012.
  5. Plano de Manejo do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PDF). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (2009). Página visitada em 13 de março de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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