Patauá

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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Commelinidae
Ordem: Arecales
Família: Arecaceae
Tribo: Areceae
Subtribo: Euterpeinae
Género: Oenocarpus
Espécie: O. bataua
Nome binomial
Oenocarpus bataua
Mart. 1823[1]
Variedades
O. b. var. bataua (Mart.) Burret
O. b. var. oligocarpa (Griseb. & H.Wendl.) A.J.Hend.

O patauá (Oenocarpus bataua ou Jessenia bataua) é uma palmeira originaria da Amazônia, que têm um fruto comestível rico em óleo de alta qualidade[2] .

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

Própria da floresta pluvial tropical, é abundante nas zonas úmidas a menos de 1000 msnm desde Panamá ate o ao noroeste da América do Sul: Colômbia, Venezuela, as Guianas, o Brasil, Bolívia, Equador e o Peru.[3]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Se caracteriza por um estipe ou caule solitário ereto, de 10 a 25 m de altura e 2 a 3 dm de diâmetro, liso, anelado. Tem de 10 a 16 folhas terminais, penduladas para os lados, com pecíolo de 1 a 50 cm y ráquis de 3 a 7 m de longitude; ápice acuminado, limbo com pínulass alternas de ate 2 m de comprimento e 15 cm de largo, aproximadamente 100 a cada lado, colocadas no mesmo plano.[4]

Florescência de 1 a 2 m de longitude, com cerca de 300 ráquilas de ate 1,3 m de comprimento. Flores amarelas com sépalas de ate 2 mm e pétalas hasta de 7 mm.[4]

Os frutos são preto-violáceos, oblongos, de 3 a 4 cm de longitude por 2 cm de diâmetro, com exocarpo delgado e liso, mesocarpo carnoso e rico em um óleo com 4 por cento de proteína e peso de 10 a 15 gramas cada um, representado na polpa o 40 por cento do peso. Cada palmeira produz entre 3 e 4 racemos e cada racemo tem mais de mil frutos.[2]

Usos[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente os indígenas têm recolhido o fruto e madura-o na agua tíbia para preparar bebidas e também para extrair óleo[4] : suas drupas, contém de oito a dez por cento de óleo. Também é comestível o meolo fresco. Além disso na palma se criam larvas comestívels de besouros.[5]

O óleo se utilizam a medicina tradicional para aliviar la tosse e a bronquite.[2] e como fortificante capilar.

O ráquis tem sido usado para fabricar flechas e as folhas para fazer cestas o construir moradias provisionais.[4]

No futuro, esta palmeira poderia ser industrializada para la produção de óleo[2] , tanto por sua qualidade, como porque ela se adapta a solos pobres e a produção de frutos é muito abundante.

Sinonímia[editar | editar código-fonte]

  • Oenocarpus batawa Wallace (1853), orth. var.
  • Jessenia polycarpa H.Karst. (1857).
  • Jessenia oligocarpa Griseb. & H.Wendl. ex Griseb. (1864)
  • Jessenia repanda Engl. (1865).
  • Jessenia bataua (Mart.) Burret (1928).
  • Jessenia weberbaueri Burret (1929).[3]

Referencias[editar | editar código-fonte]

  1. Martius, Carl von. 1823. Historia Naturalis Palmarum II: 23. Lipsiae (Leipzig): T.O. Weigel.
  2. a b c d Vallejo Rendón, Darío 2002. "Oenocarpus bataua, seje"; Colombia Amazónica, separata especies promisorias 1. Corporación Colombiana para la Amazonia –Araracuara- COA.
  3. a b Oenocarpus bataua var. bataua Royal Botanic Gardens, Kew: World Checklist of Selected Plant Families. Visitado em 17 de agosto de 2009.
  4. a b c d Galeano, Gloria 1991. Las palmas de la región del Araracuara. Bogotá: TOPEMBOS - Universidad Nacional. Segunda edición, 1992, p.p. 146-148.
  5. La Rotta, Constanza 1990. Especies utilizadas por la Comunidad Miraña: 296-297. Bogotá: WWF - FEN.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]