Bronquite

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Bronquite
Classificação e recursos externos
CID-10 J20-J21
CID-9 490-491
Star of life caution.svg Aviso médico

Bronquite é a inflamação dos brônquios.[1] Existem dois tipos, a bronquite aguda, que geralmente é causada por vírus ou bactérias e que dura diversos dias até semanas, e a bronquite crônica com duração de anos, não necessariamente causada por uma infecção, e geralmente faz parte de uma síndrome chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), doença que pode ser descrita como um “guarda-chuva", uma vez que contempla a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Em pessoas com bronquite crônica, as vias aéreas estão estreitas, tensas e muitas vezes cheias de muco, resultando na redução da passagem do ar.[1]

A bronquite aguda ou crônica é caracterizada por tosse e expectoração (que expulsa, por meio da tosse, secreções provenientes da traquéia, brônquios e pulmões) e sintomas relacionados à obstrução das vias aéreas pela inflamação e pelo expectorado, como dificuldade de respiração e chiados. O tratamento pode ser realizado com antibióticos, broncodilatadores, entre outros.[1]

A bronquite aguda[editar | editar código-fonte]

Bronquite aguda é frequentemente causada por vírus[2] que infectam o epitélio dos brônquios, resultando em inflamação e aumento da secreção de muco. Tosse, um sintoma comum de bronquite aguda, desenvolve-se em uma tentativa de expulsar o excesso de muco dos pulmões. Outros sintomas comuns incluem dor de garganta, corrimento e congestão nasal (coriza), baixo grau de febre, pleurisia, mal-estar, e a produção de catarro.[3]

Ela geralmente se desenvolve durante o curso de uma infecção respiratória, como a gripe comum. Cerca de 90% dos casos de bronquite aguda é causada por vírus, incluindo o rinovírus, adenovírus e influenza. Bactérias, incluindo Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Bordetella pertussis, representam cerca de 10% dos casos.[3]

Em casos raros, a bactéria "Bordetella pertussis" que causa a coqueluche também pode causar bronquite aguda.[4]

O Tratamento para bronquite aguda é principalmente sintomático. Anti-inflamatórios podem ser usados ​​para tratar a febre e dor de garganta. Descongestionantes podem ser úteis em pacientes com congestão nasal, e expectorantes pode ser utilizado para soltar muco e catarro. Mesmo sem tratamento, a maioria dos casos de bronquite aguda resolve rapidamente.[3]

Apenas cerca de 5-10% dos casos de bronquite são causadas por uma infecção bacteriana. A maioria dos casos de bronquite são causadas por uma infecção viral e são limitadas e se resolvem em poucas semanas.[5] Como a maioria dos casos de bronquite aguda é causada por vírus, os antibióticos não devem ser usados, uma vez que são eficazes apenas contra as bactérias. Uso de antibióticos em pacientes sem infecções bacterianas promove o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos , o que pode levar a uma maior morbidade e mortalidade . No entanto, mesmo em casos de bronquite viral, os antibióticos podem ser indicados em alguns pacientes, a fim de prevenir a ocorrência de infecções bacterianas secundárias.

A bronquite crônica[editar | editar código-fonte]

Bronquite crônica, um tipo de doença pulmonar obstrutiva crônica, é definida por uma tosse produtiva que dura de três meses a 2 anos.[6] Outros sintomas podem incluir chiado e falta de ar, especialmente durante exercícios físicos. A tosse é muitas vezes pior logo depois de acordar, e o catarro produzido pode ter uma cor amarela ou verde, podendo apresentar estrias de sangue.[3]

A bronquite crônica é causada por uma lesão recorrente ou irritação do epitélio respiratório dos brônquios , resultando em crônica a inflamação , edema (inchaço), e aumento da produção de muco pelas células caliciformes.[3] O fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões é parcialmente bloqueada devido do muco inchaço e extra nos brônquios ou devido a reversível broncoespasmo.[7]

Maioria dos casos de bronquite crônica são causados ​​por fumar cigarros ou outras formas de tabaco. Inalação crônica de vapores irritantes ou poeira de exposição ocupacional ou a poluição do ar também pode ser causador. Cerca de 5% da população tem bronquite crônica, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.[3]

A bronquite crônica é tratada com os sintomas. Inflamação e edema do epitélio respiratório pode ser reduzida com inalado corticosteróides . Chiado e falta de ar pode ser tratada através da redução broncoespasmo (estreitamento reversível dos brônquios de menor devido à constrição do músculo liso ) com broncodilatadores inalatórios, como β-adrenérgicos agonistas (por exemplo, salbutamol ) e inalados anticolinérgicos (por exemplo, brometo de ipratrópio ). Hipoxemia também pouco oxigênio no sangue, pode ser tratada com oxigênio suplementar.[3] No entanto, a suplementação de oxigênio pode resultar em diminuição do impulso respiratório, levando a níveis sanguíneos aumentados de dióxido de carbono e subseqüente acidose respiratória .

O método mais eficaz de prevenir bronquite crônica e outras formas de DPOC é evitar fumar cigarros e outras formas de tabaco.[3]

Sinais e sintomas de bronquite[editar | editar código-fonte]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Examinando o doente, o médico pode notar roncos e outras alterações na auscultação do tórax com o estetoscópio. A história clínica irá definir se o caso é agudo ou crônico [1] . O médico poderá também solicitar exames complementares, tais como:

  • Radiografia do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia.
  • Exame do escarro para a identificação do germe envolvido.
  • Análise do sangue poderão identificar que sinalizem infecção viral ou bacteriana.
  • Espirometria, que mede a capacidade e função pulmonar[1] .

Patofisiologia[editar | editar código-fonte]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (caso o doente seja tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. Para quem já tem a doença há um tempo considerável, deixar o fumo não vai fazer com que a doença regrida, mas desacelerará o seu avanço.[8]

Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração.[8]

Exercícios da terapia de reabilitação fazem com que o paciente seja capaz de utilizar a sua energia melhor ou de uma forma em que haja menor gasto de oxigênio.

A oxigenoterapia (uso de oxigênio em casa), quando necessária, também pode melhorar os sintomas, além de aumentar a expectativa de vida.

Corticóides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação crônica dos brônquios) minimizam os sintomas.

Além disso, antibióticos ajudam muito nos casos de exacerbação da doença, quando resultam de uma infecção bacteriana nos brônquios.

Broncodilatadores[editar | editar código-fonte]

Os broncodilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. Podem ser utilizados através de nebulizações, nebulímetros (semelhantes à "bombinha" da Asma), cápsulas de inalar, comprimidos, xaropes, etc. O meio mais prático é o uso dos nebulímetros pois estes podem ser utilizados tanto em casa quanto fora, além de apresentarem menor freqüência de efeitos indesejáveis.

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Na bronquite crônica, é importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe, uma vez que esta pode piorar a doença. Com este mesmo objetivo, é indicado também o uso da vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora de infecções respiratórias, entre elas a pneumonia, e é claro, a própria bronquite crônica. A vacinação deve ser feita uma única vez e, em casos específicos, pode ser repetida depois de cinco anos.

Tabaco[editar | editar código-fonte]

Uma das principais medidas preventivas a serem tomadas é não fumar. O médico pode oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido, podendo indicar medicações auxiliares. A reposição de nicotina por gomas, adesivos ou outros recursos podem ser utilizados.

Também pode ser indicado o uso de bupropiona, um medicamento que tem o efeito de diminuir os sintomas de abstinência ao fumo.

Referências

  1. a b c d e Banco de Saúde. Bronquite (aguda e crônica). Visitado em 17 de janeiro de 2012.
  2. Portal São Francisco. Bronquite. Visitado em 17 de janeiro de 2012.
  3. a b c d e f g h Cohen, Jonathan and William Powderly. Infectious Diseases. 2nd ed. Mosby (Elsevier), 2004. "Chapter 33: Bronchitis, Bronchiectasis, and Cystic Fibrosis"
  4. Bronquite Aguda - Causas, Sintomas, Tratamento, Prevencão in Índice de Saúde, 06 de Julho de 2013
  5. Hueston WJ (1997). . Visitado em 30 de junho de 2009.
  6. "CDC Definition of Chronic Bronchitis from NIOSH HAZARD REVIEW, Health Effects of Occupational Exposure to Respirable Crystalline Silica"
  7. "Ross and Wilson: Anatomy and Physiology (tenth edition)"
  8. a b Mariana Araguaia. Bronquite: Sintomas e Tratamento da Bronquite Brasil Escola. Visitado em 17 de janeiro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]