Faringite

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Faringite
Sinais inflamatórios na faringe
Classificação e recursos externos
CID-10 J02, J31.2
CID-9 462, 472.1
DiseasesDB 24580
MedlinePlus 000655
eMedicine emerg/419
MeSH D010612
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Faringite pode referir-se a uma infeção ou a uma simples inflamação da faringe (região anatómica que conecta a boca e o nariz à laringe e ao esófago). A doença pode tanto ser o primeiro sintoma de um simples resfriado quanto de um problema mais grave, viral ou bacteriano. Usualmente há dor e muitas vezes rouquidão (apesar de esta última ser mais frequente na laringite). É o processo inflamatório/infecioso mais frequente das vias respiratórias superiores.[1] [2]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Pode ser classificada em

  • Faringite aguda que pode ser catarral, purulenta ou ulcerosa dependendo da virulência do microrganismo infetante e das defesas imunitárias do indivíduo.[2]
  • Faringite crónica é quase sempre catarral mas pode apresentar um aspecto hipertrófico ou atrófico.[1]

Também pode ser classificada consoante a localização predominante

  • Naso-faringite, o resfriado habitual
  • Amigdalo-faringite ou tonsilo-faringite que é a mais frequente e na qual as amígdalas ou tonsilas palatinas também são afetadas.
  • A amigdalite ou tonsilite não é mais do que uma faringite com infeção predominante das amígdalas.

Agentes Causais[editar | editar código-fonte]

Infecções virais[editar | editar código-fonte]

Amígdalas com membranas purulentas

As mais frequentes são as infecções por vírus

Infeções bacterianas[editar | editar código-fonte]

Modo de transmissão[editar | editar código-fonte]

A doença transmite-se por via oral, pela saliva que as pessoas expelem ao falar visível ou não (gotículas de Pfludge), tossir, espirrar ou pelo beijo. O período de incubação é variável e depende do germe infecioso mas pode ir de 2-3 a 5-8 dias.[3]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sinais e sintomas são muito variáveis pois dependem do agente infecioso causal e das defesas imunológicas do paciente.

  • Se na maioria dos casos existe só uma "irritação da garganta" com ardor, como acontece nos casos que acompanham um resfriado.
  • Quando a infecção é provocada pelo vírus de Epstein-Barr as adenopatias ocupam um lugar de destaque assim como a febre e a debilidade geral
  • A febre e a dor à deglutição têm lugar de destaque com algumas adenopatias quando o agente causal é o tão temível Estreptococos pyogenes
  • Quando acompanha o Sarampo, os sinais e sintomas são os da doença principal.[3]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Duas situações são de temer, uma bacteriana, causada pelo Streptococcus pyogenes outra viral, a Mononucleose infeciosa, pelas complicações que podem originar.

O diagnóstico baseia-se na anamnese e exame físico do doente, secundado por exames laboratoriais. O hemograma é essencial para distinguir entre a infeção bacteriana - leucocitose (aumento dos leucócitos) com neutrofilia (aumento do número de neutrófilos), ou no caso de uma infeção viral, leucocitose com linfocitose (aumento dos linfócitos) ou monocitose (aumento dos monócitos) no caso da Mononucleose infeciosa. Em caso de dúvida uma colheita de pus deve ser feita com uma zaragatoa e a análise microscópica com ou sem incubação dá-nos o resultado.[3]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Além dos cuidados de desinfeção com gargarejos, os análgésicos e antipiréticos são indicações em todos os tipos de faringite. O tratamento com antibióticos não é eficaz nas faringites por vírus, mas deve ser utilizado já que a infeção bacteriana pode sobrepor-se a uma infeção que primeiramente foi viral; porém antes de qualquer tratamento antibiótico deve ser feita uma zaragatoa do exsudato para cultura e identificação do agente causal. Sendo a infeção pelo Streptococcus pyogenes a mais temível, pelas complicações já enumeradas, deve ser usado um antibiótico ao qual esta bactéria seja sensível como é o caso da penicilina ou da eritromicina em casos de alergia à penicilina.[3]


Referências

  1. a b Faringite.
  2. a b c Faringite bacteriana aguda.
  3. a b c d Harrison's Principles of Internal Medicine, 17th Edition (Harrison's Principles of Internal Medicine, 17e. edition, Mc Graw Hill, 2007 ISBN-10: 0071466339
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