Silicose

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Silicose
Classificação e recursos externos
CID-10 J62
CID-9 502
Star of life caution.svg Aviso médico

A silicose é uma forma de pneumoconiose causada pela inalação de finas partículas de sílica cristalina e caracterizada por inflamação e cicatrização em forma de lesões nodulares nos lóbulos superiores do pulmão.

Provoca, na sua forma aguda, dificuldades respiratórias, febre e cianose. Pode ser confundida como edema pulmonar, pneumonia ou tuberculose.

Foi identificada pela primeira vez por Bernardino Ramazzini, em 1705.

A silicose comumente afeta os mineiros, após anos de inalação da sílica presente no ar dos túneis e galerias. A sílica se deposita nos alvéolos pulmonares furando células e rompendo os lisossomos que derramam suas enzimas que destroem as células, ação conhecida como autólise e como consequência os alvéolos. A silicose causa dificuldade respiratória e baixa oxigenação do sangue, provocando tontura, fraqueza e náuseas, incapacitando o trabalhador.

A silicose além de ser a mais antiga e mais grave das doenças pulmonares relacionadas é também a mais prevalente à inalação de poeiras minerais. É uma fibrose pulmonar nodular causada pela inalação de poeiras contendo partículas finas de sílica livre cristalina que leva de meses a décadas para se manifestar.

Com uma evolução progressiva e irreversível a Silicose é considerada uma doença ocupacional que causa graves transtornos de saúde ao trabalhado e pode provocar incapacidade para o trabalho, aumento dos riscos de tuberculose, invalidez e, com certa freqüência, ter relação com a causa do óbito do paciente.

A descrição da doença foi relatada há muitos séculos, no entanto a possibilidade de prevenção só foi cogitada a partir do século XX.

A importância da prevenção e do combate à silicose motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a lançarem em 1995, conjuntamente, um programa de erradicação da Silicose.

As três formas mais importantes da sílica cristalina, do ponto de vista da saúde ocupacional são o quartzo, a tridimita e a cristobalita. Estas três formas de sílica também são chamadas de sílica livre ou sílica não combinada para distingui-las dos demais silicatos.

Tipos de Silicose [1] [editar | editar código-fonte]

  • Silicose crônica: compromete de forma leve o pulmão, sendo um estágio inicial.
  • Silicose complicada: é observada a perda de peso, aparecimento de fibrose nos pulmões e falta de ar. Inicia o risco de desenvolver Tuberculose.
  • Silicose acelerada: surge após exposição intensa. Os sintomas são próximos da Silicose complicada, sendo que desenvolvem doenças autoimunes e artrite reumatoide.
  • Silicose aguda : O risco de Tuberculose é eminente, o paciente tem uma perda de peso radical e falta de ar constante.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A silicose não tem cura, sendo que o tratamento tem como foco em administrar e aliviar os sintomas, complicações e evitar infecções respiratórias.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a Portaria n.º 99, de 19 de outubro de 2004(Publicada no DOU de 21 de outubro de 2004, Seção 1) proibiu o processo de trabalho de jateamento que utilize areia seca ou úmida como abrasivo, visando evitar que trabalhadores contraíssem a Silicose ocasionada por tais aparelhos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]