Faringite estreptocócica

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Faringite estreptocócica
Classificação e recursos externos
CID-10 J02.0
CID-9 034.0
Star of life caution.svg Aviso médico

Faringite estreptocócica é uma faringite causada por streptococcus beta-hemolíticos do grupo A de Lancefield. Esse grupo consiste em uma única espécie, Streptococcus pyogenes.

Apesar de ser observada em pacientes de todas as idades, essa doença é uma das infecções bacterianas mais comuns da infância, sendo responsável por 20 a 40% dos casos de faringite exsudativa em crianças; é rara em crianças com menos de três anos de idade.

O período de incubação é de 1 a 4 dias. Os sintomas consistem em dor de garganta, febre e calafrios, mal-estar bem como, algumas vezes, queixas abdominais e vômitos, particularmente em crianças.

Os sinais e sintomas são muito variáveis, indo desde um leve desconforto da garganta, com achados físicos mínimos, até febre alta e faringite intensa associadas a eritema intenso e edema da mucosa faríngea, com a presença de exsudato purulento na parede da faringe posterior e nos pilares das amígdalas. A faringite exsudativa é comumente acompanhada de linfonodos cervicais anteriores aumentados e hipersensíveis.

O diagnóstico diferencial de faringite estreptocócica inclui as numerosas outras etiologias bacterianas e virais. Ela constitui uma causa improvável quando os sinais e sintomas sugestivos de infecção viral são proeminentes (conjuntivite, coriza, tosse, rouquidão, lesões ulcerativas distintas nas mucosas oral e faríngea). Devido à variedade de apresentações clínicas da faringite estreptocócica e ao grande número de outros agentes passíveis de produzir o mesmo quadro clínico, o diagnóstico dessa doença com base apenas nos achados clínicos não é confiável.

A cultura de amostras da orofaringe continua sendo o padrão-ouro do diagnóstico. A bacterioscopia não é útil pois não diferencia entre as espécies bacterianas.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Na evolução habitual da faringite estreptocócica não-complicada, os sintomas sofrem resolução depois de 3 a 5 dias. O tempo e evolução é ligeiramente encurtado pelo tratamento, instituído basicamente para evitar as complicações supurativas e a febre reumática aguda, cuja prevenção depende da erradicação do microrganismo da faringe, e não simplesmente da resolução dos sintomas.

O tratamento é feito com penicilina benzatina (bezetacil) por via intramuscular dose única ou amoxicilina por via oral durante 10 dias. Se o paciente for alérgico a penicilina, pode-se fazer eritromicina por via oral durante 10 dias ou azitromicina por via oral durante 5 dias.

Complicações[editar | editar código-fonte]

As complicações supurativas da faringite estreptocócica resultam da disseminação da infecção da mucosa faríngea para tecidos mais profundos por extensão direta ou por vias hematogênica ou linfática, podendo consistir em linfadenite cervical, abscesso periamigdaliano ou retrofaríngeo, sinusite, otite média, meningite, bacteremia, endocardite, pneumonia.

As complicações não-supurativas incluem febre reumática aguda e glomerulonefrite pós-estreptocócica, acreditando-se que ambas possam resultar de respostas imunes à infecção estreptocócica. Foi constatado que o tratamento dessa doença com penicilina reduz a probabilidade de febre reumática, mas não de glomerulonefrite pós-estreptocócica.

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