Sinusite

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Sinusite
Inflamação seio paranasal frontal
Classificação e recursos externos
CID-10 J01, J32
CID-9 461, 473
DiseasesDB 12136
eMedicine emerg/536
MeSH D012852
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Sinusite é uma inflamação de vias respiratórias superiores conhecidas como seios paranasais geralmente associada a um processo infeccioso por vírus, bactéria ou fungo mas que também pode estar associado a uma alergia ou a inalação de poluentes.[1] Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas que se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face. Sua frequência varia entre 1 e 15% das crianças e 1 e 40% dos adolescentes dependendo da região do mundo, sendo mais comum em regiões frias e com grandes variações climáticas.[2]

Está fortemente associada a outras infecções das vias superiores como rinite, asma, bronquite, amigdalite e faringite.

Classificação[editar | editar código-fonte]

1.Sinus frontal; 2.Sinus etimoide; 3. Sinus esfenoide; 4. Sinus maxilar.

Esta patologia pode se dividir em três tipos:

  1. Infecciosa: a sinusite neste caso tem características de dor na região dos seios da face, seguida de obstrução nasal, secreção purulenta e febre.
  2. Alérgica: apresenta dor nos ossos da face, ocasionalmente febre e vem com todos os sintomas comuns da alergia, coriza clara e abundante, obstrução nasal e crises de espirros. e também tosses abundantes.
  3. Traumática: causada por diferença de pressão. Por exemplo, durante viagens de avião ou mergulho. Suas características são a dor maxilar e pouca obstrução nasal.

Além disso elas são classificadas de acordo com o tempo que duram[3] :

  • Aguda: Duração de menos de 1 mês.
  • Sub-aguda: Duração entre 1 e 3 meses.
  • Crônica: Duração superior a 3 meses.
  • Aguda recorrente: 3 ou mais episódios por ano, com cada episódio durando menos de duas semanas.

Além da gravidade da doença, discutido mais adiante, a sinusite pode ser classificada pela cavidade nasal que afeta:

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O processo de diagnóstico se inicia e muitas vezes é suficiente com uma história clínica bem colhida, associada a um exame físico bem feito. A critério médico podem ser utilizados exames radiológicos, como o Raios x de Seios da Face, ou Seios Paranasais, destacando que para melhor identificação é recomendado uma tomografia computadorizada de Seios Perinasais.

Causas[editar | editar código-fonte]

Os casos mais comuns que podem desencadear a sinusite são: a gripe comum, alergia, desvio do septo nasal e condições climáticas adversas . As infecções mais frequentes são por infecção viral pelo rinovírus, adenovirus, vírus respiratório sincicial ou/e para-influenza. A infecção pode acometer diretamente a mucosa de várias cavidades paranasais simultaneamente.[4] Em biópsias de casos cirúrgicos geralmente identificam vários agentes infecciosos presentes simultaneamente em mais de uma via respiratória.

Em alguns raros casos a origem de sinusite maxilar pode ser uma infecção nos dentes.[5]

Fisiopatologia[editar | editar código-fonte]

A fisiopatologia das sinusites é determinada tanto por fatores do individuo (sistêmicos e locais) quanto do meio ambiente. Dentre os fatores que do individuo que favorecem seu aparecimento estão os problemas imunológicos, como ocorre nas deficiências de anticorpos, diabetes, mucoviscidose (em que as secreções são mais espessas), alergia respiratória, discinesia ciliar primária e AIDS.[6]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Existem várias maneiras de prevenir a sinusite. O primeiro passo para garantir uma boa função nasal é manter as cavidades bem ventiladas, o que pode ser feito limpando bem o nariz usando um higienizador nasal com uma solução salina (água morna com uma pitada de sal ou soro fisiológico). Manter a casa bem limpa também contribui para a prevenção de alergias. Beber bastante água ajuda a manter os mucos menos densos.

Um alergista pode fazer um exame para verificar a quais possíveis agentes alergênicos o paciente reage.

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

  • Desvio de septo e outras obstruções anatômicas.
  • Conviver constantemente entre grandes aglomerados humanos.
  • Sistema imunológico deficiente.
  • Outras infecções nas vias respiratórias.
  • Viajar de avião ou mergulhos profundos.
  • Fumar ou conviver com fumantes.[7]
  • Beber pouca água.
  • Contato com poluição do ar e ambientes com bolor/mofo.
  • Ambiente empoeirado, sujo ou arenoso.
  • Alergias.
  • Ambientes frios.
  • Grandes variações climáticas.
  • Refluxo gastroesofágico.[8]
  • Problemas hormonais.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Após o diagnóstico se inicia o tratamento que se destina a desobstruir, a liberar as secreções retidas na face e tentar que este processo infeccioso e/ou inflamatório não se repita. Problemas respiratórios (rinites, asma, faringites...) devem ser tratados simultaneamente pois a melhora ou agravamento de um influencia na melhora ou agravamento dos outros.[9]

O tratamento se dá através de antialérgicos, corticóides, lavagens nasais, inalações e cirurgias, com seus avanços nos últimos anos, que oferecem excelentes resultados quando indicados corretamente e realizados por médicos experientes neste setor. Estudos recentes mostraram que a pessoa que ingerir bebidas alcoólicas no tratamento ou no desenvolvimento dela agrava o caso em cerca de 40% de aumento das secreções retidas na face.[carece de fontes?]

A sinusite e a obstrução nasal têm cura. O importante é destacar que o tratamento correto e a adesão do paciente são de fundamental importância para que a doença seja vencida.

Segundo alergologistas, é altamente recomendado que o paciente não fique em contato com luz solar pois ela aumenta a produção de muco causando a corisa em estágios mais abundantes. Também é recomendado que o paciente não fique em ambientes fechados, pois a tosse apresentada no período de sinusite pode afetar os indivíduos presentes neste tipo de ambiente.

Lavar o nariz bem com uma solução salina pode aliviar parcialmente os sintomas, analgésicos (como dipirona sódica ou paracetamol) podem aliviar a dor de cabeça e mesmo sem tratamento os sintomas geralmente desaparecem em uma ou duas semanas. Outra opção para a limpeza das cavidades são os descongestionantes nasais. Descongestionantes devem ser usados com moderação, pois seu uso excessivo causam ainda mais danos às mucosas nasais.

Em casos crônicos é necessário intervenção cirúrgica, para corrigir um desvio de septo, desobstruir as vias respiratórias, corrigir complicações orbitárias ou outras complicações possíveis que não possam ser solucionadas por meio da drenagem ou com uso de antialérgicos, anti-inflamatórios ou antibióticos.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Complicações podem ocorrer por causa da patogenicidade exacerbada do agente infeccioso, vulnerabilidade do sistema de defesa, alteração da estrutura da cavidade paranasal ou por agravantes ambientais (como re-contaminações de poluentes e fatores desencadeantes de alergias).[10]

A infecção pode se espalhar para as regiões próximas contaminando a garganta, boca, dentes e órbitas oculares. De forma semelhante também pode infectar os ossos faciais causando osteomielite. As complicações são cada vez mais raras desde o desenvolvimento dos antibióticos e antifúngicos modernos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Isaacson G. Sinusitis in childhood. Pediatr Clin North Am 1996;43:1297-318.
  2. Strachan D, Sibbald B, Weiland S, Ait-Khaled N, Anabwani G, Anderson HR, et al. Worldwide variations in prevalence of symptoms of allergic rhinoconjunctivitis in children: the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC). Pediatr Allergy Immunol. 1997;8(4):161-76.
  3. Dowelll SF, Schwartz B, Phillips WR. Appropriate use of antibiotics for URIs in children: Part I. Otitis media and acute sinusitis. The Pediatric URI Consensus Team. Am Pham Phys 1998;58:1313-8.
  4. http://www.jped.com.br/conteudo/99-75-06-419/port_print.htm
  5. http://www.lecourrierdudentiste.com/dossiers-du-mois/les-sinusites-maxillaires.html
  6. Herrod HG. Immunologic considerations in the child with recurrent or persistent sinusitis. Allergy Asthma Proc 1997;18:145-8.
  7. Tammemagi CM, Davis RM, S Benninger M, Holm AL, Krajenta R (April 2010). "Secondhand smoke as a potential cause of chronic rhinosinusitis: a case-control study". Arch. Otolaryngol. Head Neck Surg. 136 (4): 327–34.
  8. http://www.clevelandclinicmeded.com/medicalpubs/diseasemanagement/allergy/rhino-sinusitis/
  9. http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v32n4/15.pdf
  10. Gwaltney JM. Rhinovirus. In: Mandel GL, Douglas R, Bennet JE,ed. Principles and practice of infectious diseases. 4ª ed. New York: Churchill Linvingstone; 1995. p.1656-62.