Glomerulonefrite pós-estreptocócica

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A glomerulonefrite pós-estreptocócica acomete mais freqüentemente pacientes do sexo masculino, com idade entre 2 e 6 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. O quadro clínico é bastante variável, podendo existir casos assintomáticos ou com sintomas discretos, até casos mais graves com insuficiência renal severa.

Normalmente existe antecedente de infecção estreptocócica (escarlatina, IVAS, piodermite) 7 a 21 dias antes do início dos sintomas. O quadro clínico mais comum é o aparecimento súbito de edema, hematúria macroscópica e hipertensão arterial (constituindo a chamada síndrome nefrítica). O edema (geralmente palpebral e pré-tibial) e a hipertensão costumam ser de leve intensidade, no entanto, dependendo da gravidade do caso, o paciente pode apresentar-se com sinais de hipervolemia grave, crise hipertensiva, convulsões e edema agudo de pulmão. A função renal, na maioria dos casos, é normal ou discretamente alterada. Nos casos mais graves de insuficiência renal, a GNPE está associada a formação de crescentes e NTA.

Os sintomas costumam remitir 2 a 3 semanas após o início do quadro clínico, porém é comum a persistência de hematúria microscópica por vários meses, sem que isso tenha algum significado prognóstico. Acredita-se que anticorpos formados para combater a infecção estreptocócica depositam-se nos glomérulos causando a lesão renal. A lesão glomerular é homogeneamente difusa, com infiltrado inflamatório e depósitos de imunocomplexos nas estruturas glomerulares. O tratamento é sintomático.