Fômite

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Um fômite é qualquer objeto inanimado ou substância capaz de absorver, reter e transportar organismos contagiantes ou infecciosos (de germes a parasitas), de um indivíduo a outro.

Há vários exemplos de fômites na Medicina. Sapatos contaminados podem espalhar doenças nos pés e na boca. Outros exemplos incluem ferramentas ou utensílios como manguerinhas de chuveiro introduzidas na vagina de diversas mulheres1 que utilizam o mesmo banheiro e a mesma mangueira para fazerem lavagem vaginal pós coito; laringoscópios que não são apropriadamente desinfectados entre as utilizações em diversos pacientes. Toalhas sujas, talheres, maçanetas, corrimãos, ônibus e outros meios de transportes coletivos e mesmo superfícies tais como chão, paredes e mesas também podem servir de disseminadores de doenças porque são objetos que entram em contato com diversas pessoas e podem conter agentes patogênicos que são transmitidos de uns para outros devido ao uso comum desses objetos contaminados.

Pesquisadores descobriram que superfícies lisas (não-porosas), transmitem bactérias e vírus melhor que materiais porosos; assim, é mais provável que se pegue uma doença de uma maçaneta de porta do que de dinheiro em papel. A razão é que materiais porosos e, especialmente, fibrosos, absorvem e aprisionam o agente contagiante, tornando mais difícil contraí-lo apenas através do toque.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra fomite é derivada do plural fomites, a qual era originalmente o plural latino do singular, fomes, literalmente significando pederneira ou pavio. Como um plural latino, fomites era pronunciada originalmente como a concatenação em inglês das palavras "foam" + "it" + "ease"; mas "foe" + "mites" agora tornou-se uma pronúncia usual, e "fomite" (também pronunciada como um 'i' longo) é atualmente um sinônimo aceito para fomes.

Referências

  1. Wang B; Li X; Stanton B; Yang H; Fang X; Zhao R; Dong B; Zhou Y; Liu W; Liang S. Vaginal douching, condom use, and sexually transmitted infections among Chinese female sex workers. Sex Transm Dis. 2005; 32(11):696-702

Ver também[editar | editar código-fonte]